Existe uma grande preocupação com a conservação das vacinas porque elas são produtos sensíveis a variações de temperatura, isto quer dizer que se não conservadas entre +2°C e +8°C podem perder sua eficácia. Esse processo deve ser mantido da fabricação até a aplicação, e recebe o nome de cadeia de frio.

Na cadeia de frio é fundamental que cada elo faça sua parte. O laboratório, as centrais de armazenamento, as salas de vacinas e todos os outros participantes dessa rede devem realizar o armazenamento e transporte corretamente, de forma que as vacinas nunca sejam expostas a temperaturas fora da faixa estabelecida.

Estudo publicado em 2007 na renomada revista científica Vaccine provou que a falha na cadeia de frio mais recorrente e importante é a exposição das vacinas a temperaturas abaixo de +2ºC, principalmente ao congelamento. O estudo identificou os erros que mais frequentemente causam essas falhas e prejudicam a eficácia das vacinas, são eles:

  • Práticas que exageram a proteção das vacinas contra o calor, expondo-as ao congelamento. Este problema representou 31% das falhas encontradas.
  • Refrigeradores específicos para conservação de vacinas com temperaturas menores do que 0°C — representaram 21,9%.
  • Falta de monitoramento rigoroso da temperatura.
  • Congelamento durante o transporte, o que ocorreu com 75% das vacinas.

Entendendo essa fragilidade da cadeia de frio, o Ministério da Saúde (MS), por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), publicou em 2013 uma versão do Manual de Rede de Frio. Além deste, também são usados os manuais da Austrália, Inglaterra, Nova Zelândia e do CDC, com o objetivo de fortalecer as boas práticas em imunizações.

Os cuidados mais importantes com a cadeia de frio são:

  • Monitoramento das temperaturas máxima, mínima e do momento, durante as 24 horas do dia.
  • O uso de refrigeradores adequados para armazenamento de vacinas (não é permitido o uso de frigobar).
  • O uso do refrigerador para armazenamento exclusivo de vacinas.
  • A não utilização da porta do refrigerador ou qualquer outro local, como bancadas e armários, para armazenamento de vacinas.
  • A presença de termômetros digitais de fácil visualização em todos os refrigeradores e caixas térmicas.
  • A elaboração de um plano de contingência para o caso de problemas com o equipamento ou queda de energia.
  • A adequada conservação das caixas térmicas utilizadas para transporte de vacinas, que devem estar em perfeito estado, sem rachaduras e com a correta vedação.
  • O uso de bobinas de gelo que estejam dentro do prazo de validade e não apresentem vazamento.
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