Adjuvante — Substância adicionada a uma vacina para potencializar a resposta imunológica ao antígeno. O adjuvante mais frequentemente utilizado é o hidróxido de alumínio, porém, outras substâncias têm sido usadas à base de esqualeno.

Agente etiológico — Agente biológico que pode causar infecção ou doença, também chamado de agente infeccioso ou agente patogênico. São exemplos: vírus, bactérias, protozoários, fungos e rickettsias.

Agente infeccioso — Ver agente etiológico.

Alérgeno — Substância que, ao ser introduzida no organismo, pode causar, em alguns indivíduos predispostos, uma reação alérgica.

Alergia — Resposta imunológica anormal e exagerada, em pessoas predispostas (atópicas). São manifestações de hipersensibilidade do sistema imune diante de uma substância (alérgeno), e podem se manifestar como asma, eczema, rinite, anafilaxia, reação de Arthus, e outros.

Antibiótico — Grupo de substâncias que impedem o crescimento de microrganismos, utilizados para tratamento de doenças infecciosas causadas por bactérias. Não atuam contra vírus.

Anticorpo — Uma molécula orgânica (em geral uma glicoproteína), produzida por célula do nosso sistema imune, encontrada em fluidos teciduais e no soro, em resposta à entrada de um antígeno. É capaz de se combinar com este, neutralizando-o ou destruindo-o. Também conhecido como imunoglobulina.

Antígeno — Substância estranha ao organismo do hospedeiro; porção ou produto de um agente biológico (por exemplo, proteína, polissacarídeo, vírus ou partícula viral, toxina bacteriana, etc.) capaz de estimular resposta imunológica específica com formação de anticorpos.

Antígeno de superfície — Antígeno localizado na parte externa do agente biológico.

Antitoxinas — Anticorpos que inativam proteínas solúveis tóxicas de bactérias. Por exemplo, os anticorpos produzidos pelas vacinas do tétano e da difteria.

Área endêmica — Área geográfica onde está comprovada a transmissão de determinada doença. Por exemplo, a região Norte do Brasil é endêmica para febre amarela e malária.

Bacilo — Tipo de bactéria em forma de bastonete ou bastão. Exemplo: bacilo da tuberculose.

Bactéria — Microrganismo formado por uma só célula (unicelular). As bactérias podem ter formas variadas (esféricas, cilíndricas, filamentosas…); ocorrem isoladamente ou agregam-se em colônias; podem não se movimentar sozinhos ou ter flagelos para se movimentar. Suas características, visíveis ao microscópio, permitem que sejam identificadas e muitas vezes dão origem aos nomes pelos quais são conhecidos: espiroquetas, vibriões, cocos (meningococos, pneumococos), etc. Frequentemente, produzem toxinas que agridem o hospedeiro e causam doença. São exemplos de doenças bacterianas: difteria, pneumonia, algumas meningites, gonorreia, cólera, sífilis, coqueluche, tuberculose, febre tifoide, tétano. Algumas bactérias são transmitidas diretamente de pessoa a pessoa (coqueluche, meningococo, pneumococo); outras são adquiridas a partir de fontes externas (tétano, febre tifoide).

Bacteremia — Quadro patológico caracterizado pela presença de bactérias vivas na circulação sanguínea.

Cadeia ou rede de frio — É o sistema que inclui o armazenamento, transporte e manipulação de vacinas em condições adequadas de refrigeração, desde o laboratório produtor até o momento em que a vacina é aplicada em um indivíduo, o que garante a eficácia do produto.

Cepa — População de microrganismos de uma mesma espécie descendente de um antepassado comum ou que tenha a mesma origem. No caso de cepas vacinais, são conservadas mediante uma série de passagens por hospedeiros ou meios de cultura adequados.

Cobertura vacinal — Esse termo refere-se ao percentual da população que está vacinada. Quanto mais pessoas receberem determinada vacina, maior será a cobertura vacinal. A eliminação ou controle de qualquer doença imunoprevenível depende da obtenção desse índice de sucesso. Um exemplo clássico do resultado de alta cobertura vacinal é o da varíola, doença que assolava o mundo matando aos milhares. Depois do esforço mundial para vacinar praticamente todas as pessoas, o vírus por fim desapareceu e agora a varíola é apenas parte da história. O mesmo resultado é pretendido no combate a outras doenças graves, como a poliomielite (paralisia infantil), o sarampo, a rubéola e a hepatite B, por exemplo. Para acabar com elas, é necessário que a maior parte da população esteja vacinada. Mas para a erradicação ou controle não basta apenas atingir altas coberturas vacinais, é preciso mantê-las até que o agente causador da doença esteja eliminado. Mesmo que em determinado momento ocorram apenas poucos casos de alguma doença graças à vacinação, se a população parar de se vacinar, cada vez mais pessoas ficarão desprotegidas e outras tantas serão infectadas, voltando a espalhar a doença, e assim, em pouco tempo, todo o progresso obtido ao longo dos anos estará perdido.

Coeficiente/taxa — Relação entre o número de casos de certa doença ocorridos em uma população ou grupo populacional. O denominador (população) é sempre referenciado como potência de 10 (mil, 100 mil, um milhão). Esta relação é utilizada em Saúde Pública para estimar a probabilidade da ocorrência ou não da doença estudada.

Congênito — Traço genético ou infeccioso que nasce com o indivíduo, adquirido durante a gestação ou herdado de seus progenitores.

Conservantes — Em relação a vacinas, são aditivos que previnem ou inibem os danos que podem ser causados por fungos, bactérias, ou outros microrganismos capazes de contaminá-las. Exemplos: antibióticos, fenoxietanol.

Contaminação — Presença de agente infeccioso na superfície do corpo e de objetos (como vestuário, brinquedos, instrumentos cirúrgicos, móveis) ou em substâncias (como a água, o leite e os alimentos), permitindo a disseminação deste agente.

Doença infecciosa ou transmissível — São doenças que se transmitem por contágio entre indivíduos, pelo contato com objetos e substâncias contaminadas, ou através de vetores transmissores da doença (seres de outra espécie, como mosquitos, pulgas e carrapatos), pois quando eles são portadores de agentes infecciosos ficam aptos a passá-los para os seres humanos transmitindo a doença. Exemplo: febre amarela.

Efetividade vacinal — Refere-se aos efeitos da utilização de uma vacina em termos populacionais. Relaciona-se com a capacidade de uma vacina em reduzir o risco de determinada doença e o consequente impacto nos índices de saúde desta população.

Eficácia — Refere-se à capacidade da vacina de fornecer proteção, ou seja, à redução do risco de adoecimento em vacinados, comparativamente com não vacinados. O dado é obtido a partir da realização de estudos controlados. Quando se diz que tal vacina tem 95% de eficácia, se está afirmando que 95 de cem pessoas que foram vacinadas ficaram protegidas. Mas atenção: isto também significa que cinco dessas cem não responderam adequadamente à vacina. Por isso é essencial obter uma alta cobertura vacinal, para que aqueles que não desenvolveram anticorpos sejam indiretamente protegidos.

Endemia — Refere-se à doença que ocorre com frequência e constância em uma população, em alguma área geográfica e cujo número de casos em determinado período de tempo é estável, esperado e previsível. Deve-se à circulação permanente ou eventual, mas repetida, do agente infeccioso naquela população e área geográfica. Exemplos: a febre tifoide em países do sudeste asiático e a malária no norte do Brasil.

Epidemia — Número de casos anormalmente elevado de uma doença em certa população, área geográfica e/ou período de tempo em comparação com a quantidade de casos esperados. Uma doença é considerada epidêmica se causa epidemias regulares ou esporadicamente em uma população, com picos elevados e duração determinada. Uma doença epidêmica pode ser endêmica ou não.

Epidemiologia — Área da Saúde que estuda a frequência, as formas de transmissão, a distribuição geográfica e a evolução das doenças nas populações, bem como os fatores que as afetam. O objetivo é produzir conhecimento e tecnologia capazes de promover a saúde individual através de medidas de alcance coletivo.

Erradicação — Cessação completa da transmissão de uma infecção por extinção da circulação do agente infeccioso. Pressupõe a total ausência de risco de reintrodução da doença, o que permite suspender todas as medidas de prevenção ou controle. Foi o que aconteceu com a varíola.

Estabilizantes — Nutrientes contidos nas vacinas atenuadas, para mantê-las eficazes por período determinado.

Estirpe — Uma população de microrganismos que descende de um organismo comum, compartilhando um conjunto de características. Do ponto de vista imunológico, sua relevância reside na capacidade de serem ou não reconhecidos pelo sistema imunológico humano. Uma mesma espécie de microrganismos pode ter várias estirpes, umas mais patogênicas que outras. O aparecimento de novas estirpes é, com frequência, resultado de um processo adaptativo da espécie, por exemplo, em resposta ao uso de antibióticos.

Estratégia CocoonCocoon significa “casulo” em inglês. A palavra é empregada no sentido de “proteção” e se usa para nomear a estratégia que implica vacinar todas as pessoas que têm contato frequente com recém-nascidos, para evitar a transmissão de doenças, como a coqueluche, por exemplo. Esse cuidado é essencial, uma vez que o recém-nascido possui sistema imunológico ainda em fase de “amadurecimento”, portanto, menos eficiente no combate aos vírus e bactérias. A vacinação da gestante tem um efeito positivo duplo, porque também possibilita a transmissão de anticorpos ao feto. A ação desses anticorpos após o nascimento não será duradoura, mas ajudará a proteger o bebê por alguns meses.

Etiologia — O termo, de origem grega, define a área do conhecimento que estuda as causas das coisas e fenômenos. Em medicina, é o estudo das causas das doenças (os chamados agentes etiológicos).

Exotoxina — Proteína tóxica, produzida pelo metabolismo de determinadas bactérias, em geral liberadas no ambiente que as rodeia. Quando liberadas no organismo humano durante a infecção bacteriana, podem causar danos de graus variados, que se traduzem nos sintomas da doença.

Falha vacinal — Em uma minoria de pessoas a vacina pode não gerar imunidade efetiva, portanto, se expostas ao agente infeccioso, elas podem adoecer – daí o fenômeno ser denominado “falha vacinal”. Ela depende do tipo de vacina utilizada, da idade, da condição de saúde de quem a recebe, entre outros fatores. Por exemplo: as pessoas com o sistema imunológico comprometido, seja em decorrência de doença ou tratamento médico, tendem a apresentar falhas na resposta imunológica. Por conta disso, os esquemas de vacinação podem incluir um número maior de doses. Outra situação está associada à própria vacina. Este é o caso do sarampo: uma única dose da vacina gera proteção em cerca de 95% das crianças, mas após duas doses, quase 100% ficam imunizadas. Atenção: Às vezes, uma pessoa é exposta a um agente infeccioso pouco tempo antes de ser vacinada, e adoece. Esta situação não significa falha vacinal, mas sim uma consequência da infecção por vírus cujo período de incubação é mais curto do que o tempo que a vacina necessita para gerar anticorpos (duas semanas, em média).

Fonte de infecção — Pessoa, animal, objeto e/ou substância infectados, cujo agente infeccioso passa para um hospedeiro.

Gamaglobulina — Proteína existente no plasma sanguíneo das pessoas. Engloba a maioria das imunoglobulinas (anticorpos).

Hipersensibilidade — Resposta exagerada do organismo a estímulos ao sistema imune. Pode ou não ser caracterizada como alergia; trata-se de sensibilidade aumentada.

Hipersensibilidade imediata — Tipo de hipersensibilidade mediada por anticorpos, quando o contato natural ou a administração de um antígeno (vacina) produz uma resposta rápida, em segundos ou minutos. Também chamada ‘reação de hipersensibilidade do tipo I’, abrangendo desde quadros leves de urticária até quadros graves, como o choque anafilático.

Hipersensibilidade tardia — Tipo de hipersensibilidade em que as reações ao antígeno só acontecem de 24 a 48 horas após o contato ou a administração do antígeno. Exemplo: reação cutânea (da pele) a um antígeno injetado (vacina), mediada por células.

Hospedeiro — Refere-se ao organismo que é invadido por um microrganismo. Diz-se, por exemplo, que os humanos são os únicos hospedeiros do vírus do sarampo.

Imunidade — É o estado de resistência do organismo às infecções, em geral associado à presença de anticorpos que possuem ação específica sobre o microrganismo responsável por uma doença infecciosa ou sobre suas toxinas.

Proteção coletiva — Trata-se do efeito obtido quando algumas pessoas são indiretamente protegidas pela vacinação de outras, o que acaba beneficiando a saúde de toda a comunidade. É o mesmo que “proteção de grupo” ou “proteção de rebanho”. Funciona da seguinte forma: a pessoa vacinada não transmitirá a doença para outros que não estão imunizados por razões como: são muito novos para tomar alguma vacina; têm algum problema que impede a vacinação; foram vacinados antes, porém, não produziram níveis ideais de anticorpos, logo, não ficaram devidamente imunizados.

Imunocompetente — Refere-se ao indivíduo cujo sistema imune tem a capacidade de produzir resposta adequada.

Imunodeficiência — Deficiência no sistema imunológico. Pode ser adquirida por doença, medicamento ou contato com radiação (imunodeficiência secundária), ou ser inerente ao indivíduo – ele nasce com alguma alteração genética que interfere no sistema imunológico (imunodeficiência primária ou congênita).

Imunodepressor — Doença – as neoplasias, por exemplo – ou substância capaz de deprimir a resposta imunológica, como o corticoide.

Imunogenicidade — Capacidade de uma vacina de estimular o sistema imunológico gerando anticorpos. Aqui, o que conta é a quantidade de pessoas que produzem anticorpos após a vacinação. Em outras palavras: dizemos que a imunogenicidade de uma vacina é 100% quando absolutamente todas as pessoas vacinadas produzem anticorpos. Esse conceito é diferente do conceito de eficácia – o qual considera a capacidade de proteção, ou seja, quantas pessoas vacinadas não desenvolvem a doença. Ao se estudar uma vacina, os primeiros resultados obtidos são de imunogenicidade e é excelente quando os índices são altos, pois sugerem que a vacina será eficaz. Mas é preciso observar ao longo do tempo, para quantificar o número de pessoas que não adoeceram, ou seja, a eficácia da vacina.

Imunoglobulinas (Igs) — Ver anticorpos.

Incidência — O número de casos de certa doença, ocorridos durante um período de tempo definido. Os picos de incidência não coincidem necessariamente com os de prevalência.

Infecção — Refere-se à penetração, alojamento e, em geral, multiplicação de um agente etiológico (bactéria, vírus, fungos e protozoários) no organismo de um hospedeiro, produzindo danos de diversos graus onde se instala, com ou sem o aparecimento de sintomas clinicamente reconhecíveis.

Infectado — Refere-se ao hospedeiro que possui o agente etiológico da doença. Um infectado pode não apresentar a doença ou seus sintomas e mesmo assim ser capaz de transmiti-la.

Letalidade — Percentual dos óbitos entre os casos de determinada doença.

Linfócito — É um tipo de leucócito ou glóbulo branco, presente no sangue, fabricado na medula óssea pelas células-tronco linfoides. Dividem-se em linfócitos B e T, e ambos têm papéis essenciais na defesa do organismo contra infecções.

Morbidade — É como se apresenta o comportamento e a quantidade de casos de uma doença ou de um agravo à saúde em uma população exposta em algum território. É calculada pelos coeficientes de incidência e prevalência.

Mortalidade — É a proporção de mortes por uma causa específica em determinada população ou em grupos de população (mortalidade infantil, mortalidade por sarampo, mortalidade por acidentes, etc.).

Pandemia — Trata-se de uma epidemia que se dissemina pelo mundo e adquire uma distribuição com escala global.

Parasita — Diz-se de um organismo que, ao invadir outro, beneficia-se e prejudica este último. Em epidemiologia, subdividem-se em macroparasitas (ex: “lombrigas”, “tênias”) e microparasitas, que são os responsáveis pela maioria das doenças transmissíveis e pertencem essencialmente a quatro grandes grupos: vírus, bactérias, protozoários, e fungos.

Período de incubação — É o espaço de tempo que um vírus ou bactéria leva para se proliferar no organismo após invadi-lo, até surgirem os primeiros sintomas da doença. Esse período varia de acordo com o agente infeccioso, podendo ser muito curto (como no caso da gripe e da meningite meningocócica) ou muito longo (como no caso das hepatites A e B). Durante o período de incubação, a pessoa não apresenta sintomas, portanto, não sabe que já foi infectada. A chance de adoecer mesmo se vacinada após a infecção é inversamente proporcional, ou seja: quanto menor for o período de incubação, maior será a chance de a doença se manifestar, apesar da vacinação. Isso porque toda vacina leva cerca de duas semanas para estimular níveis adequados de anticorpos. Um exemplo é o vírus da gripe (influenza): como ele circula intensamente durante o outono e o inverno, muitas pessoas já estão infectadas quando se vacinam e vão manifestar a doença, porém, na maior parte das vezes, de forma muito branda.

Plasma — Componente líquido do sangue, no qual as células (glóbulos brancos e vermelhos) estão em suspensão.

Período de transmissibilidade — É o espaço de tempo durante o qual o agente infeccioso pode ser transferido, direta ou indiretamente, de uma pessoa infectada a outra, de um animal infectado ao homem, ou de um homem a um animal, inclusive insetos.

Portador — Indivíduo infectado, mas sem sintomas da infecção. Pode ou não ser capaz de transmitir o agente infeccioso.

Potência — Em relação a vacinas, é a medida que expressa a quantidade de antígenos presentes por volume da dose e que tem a capacidade de induzir a produção de anticorpos.

Prevalência — É o número ou a proporção de indivíduos da população que estão infectados por certo agente infeccioso (doentes e/ou portadores) em determinado momento em uma comunidade, permitindo uma ideia estática da ocorrência da doença. A prevalência pode ser expressa em números absolutos ou em coeficientes.

Profilaxia — Conjunto de medidas que têm por finalidade prevenir ou atenuar as doenças, suas complicações e consequências.

Reação de Arthus — Reação inflamatória local intensa (na pele), mediada por complexos formados pela ligação de antígenos com anticorpos. É chamada ‘reação de hipersensibilidade de grau III’.

Reatogenicidade — É a capacidade de a vacina gerar reação adversa (ou colateral) local ou sistêmica no organismo.

Rede de frio — Ver cadeia de frio.

Regulamento Sanitário Internacional (RSI) — Documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) que contém normas e procedimentos relativos à Saúde Pública e que devem ser seguidos pelos países signatários, ou seja, todos os países que concordaram com as regras. Um exemplo de exigência internacional é a vacinação com a vacina febre amarela por alguns países.

Sinal de doença — Evidência objetiva de doença, que pode ser verificada e/ou quantificada. Por exemplo: febre, vômitos, palidez, alterações nas quantidades de eletrólitos no sangue.

Síndrome — Conjunto de sintomas e sinais que tipificam determinada doença.

Sintoma — Evidência subjetiva de doença, que não pode ser quantificada ou confirmada por vias laboratoriais. Por exemplo: mal-estar, náusea, dor de cabeça, dor abdominal.

Sistema imunológico – Também chamado de sistema imune ou imunitário, consiste numa rede de células, tecidos e órgãos que atuam na defesa do organismo contra o ataque de agentes invasores.

Sorologia — Estudo laboratorial das reações entre antígeno e anticorpo. Consiste na análise de líquidos fisiológicos (sangue, saliva, líquor) dos indivíduos para, através de meios apropriados, medir a quantidade de anticorpos nesses líquidos. A presença de anticorpos indica que o indivíduo já foi ou está ainda infectado por um agente infeccioso (o antígeno).

Soropositivo — Indivíduo cujo resultado da sorologia sugere que já foi ou está infectado por algum agente infeccioso.

Sorotipo ou serotipo — São subtipos de agentes infecciosos que induzem resposta imune específica para cada um.

Sintomas subclínicos — São os sintomas de infecção tão discretos ou inaparentes, que passam despercebidos no exame clínico.

Suscetibilidade — É o estado de qualquer pessoa ou animal que não possui resistência contra determinado agente patogênico e que pode contrair a doença provocada por este agente quando em contato com ele.

Suscetível — Indivíduo que pode ser infectado por um agente etiológico.

Toxina — Produto ou componente de microrganismo que pode prejudicar outro organismo. Em geral, é uma proteína, mas também podem ser lipídeos ou outras substâncias. Ver também exotoxina.

Toxoide — Exotoxina modificada, de forma a perder a toxicidade, ou seja, a capacidade de causar danos, mas que continua a estimular a formação de antitoxina quando administrada em um indivíduo. Como exemplo, o toxoide diftérico das vacinas DT, dT, DTPw, DTPa.

Transmissão — Processo pelo qual um agente que pode provocar doença passa de uma fonte de infecção (indivíduo infectado, substância ou objeto contaminado) para um hospedeiro. Um modo de transmissão muito particular é a chamada transmissão vertical, como a que ocorre da gestante para o feto, quando a transferência do agente infeccioso acontece de forma direta pela circulação sanguínea.

Vacina — Uma preparação capaz de induzir resposta imune naquele indivíduo que a recebe, para que uma vez exposto já disponha de anticorpos protetores.

Vacinação de bloqueio — É a vacinação feita com o objetivo de imunizar toda uma comunidade em caso de surto, visando impedir que apareçam novas ocorrências de determinada doença. Quando começam a acontecer registros de alguma doença em uma comunidade, em número fora do esperado, as autoridades de Saúde podem decidir vacinar toda esta comunidade para evitar que o agente infeccioso encontre mais pessoas desprotegidas e continue se espalhando. Um exemplo é a vacinação de bloqueio contra a doença meningocócica (meningite), cujo período de incubação é curto (muitas vezes de apenas três dias). Esta ação não impedirá a doença em pessoas que já foram contaminadas, mas protegerá aqueles que ainda não tiveram contato com a bactéria, mas convivem com os que estão doentes ou infectados, bloqueando a transmissão.

Vacinação pós-exposição — É a vacinação feita com o objetivo de bloquear o adoecimento de uma pessoa que já foi infectada. Essa estratégia funcionará se soubermos quando o indivíduo entrou em contato com o portador da infecção e se houver tempo suficiente para a vacina estimular a proteção (dez dias, em média) antes de ser terminado o período de incubação do micróbio – o que varia para as diferentes doenças infecciosas. Realizada nas condições descritas, a vacinação pós-exposição pode ser eficaz para contactantes de doentes com varicela (catapora), hepatite A, hepatite B e sarampo.

Vetor — Refere-se à fonte de transmissão de agentes patogênicos (que podem provocar doenças). Com frequência, o termo restringe-se a hospedeiros intermediários de microrganismos cujos ciclos de vida ocorrem em mais de uma espécie hospedeira. Como exemplos comuns, temos os insetos (mosquitos, carrapatos, etc.), que transmitem alguns agentes infecciosos aos humanos. Entretanto, existem vetores não vivos. Um exemplo são as águas paradas que, quando contaminadas pelo vírus da hepatite A, por exemplo, passam a ser um vetor da doença.

Vigilância epidemiológica — É “o conjunto de informações, investigações e levantamentos necessários à programação e à avaliação de medidas de controle a doenças e situações de agravos à saúde” (art. 20 da Lei n. 6.259, de 30/10/1975). Proporciona as informações indispensáveis para conhecer, detectar e prever mudanças que possam ocorrer nos fatores condicionantes do processo saúde-doença, com a finalidade de recomendar, oportunamente, as medidas indicadas que propiciem a prevenção e o controle das doenças.

Viremia — É a presença de vírus na circulação sanguínea. O termo também engloba o próprio processo de multiplicação do vírus dentro do hospedeiro.

Vírus — Agentes etiológicos de estrutura muito simples, de tipo não celular. Possuem um só tipo de DNA ou RNA com informação necessária para sua reprodução, cercado por uma capa de natureza proteica. Os vírus não conseguem se reproduzir fora de uma célula hospedeira, sendo então chamados “parasitas intracelulares obrigatórios”. São muito menores e mais simples que os organismos celulares (como as bactérias) e só são visíveis ao microscópio eletrônico. Os antibióticos não têm efeito sobre eles. Exemplos de doenças causadas por vírus: gripe (influenza), catapora (varicela), sarampo, rubéola, caxumba, poliomielite, hepatite B, hepatite A, Aids, Herpes zóster, raiva e febre amarela.

Verbetes adaptados de: vacinas.com.pt e http://bvsms.saude.gov.br

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