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Os coronavírus (CoV) são uma grande família de vírus que causam desde resfriados comuns até doenças mais graves, como a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), a síndrome respiratória aguda severa (SARS) e, mais recentemente, a COVID-19.

Trata-se de vírus zoonóticos, ou seja, eles podem ser transmitidos de animais para pessoas. Acredita-se que o SARS-CoV-2 tenha origem no RaTG13, tipo de coronavírus que circula em morcegos, e que provavelmente passou por um hospedeiro intermediário antes de chegar aos humanos.

Assim como outros vírus, o SARS-CoV-2 sofre mutações ao longo do tempo. Essas mudanças vêm sendo acompanhadas de perto por laboratórios de saúde pública, os quais fazem o sequenciamento genético para avaliar se as variantes estão mais frequentes ou podem deixar de ser detectadas pelos testes disponíveis. Até o momento, algumas demonstraram maior capacidade de transmissão, mas não parecem causar doenças mais graves.

Apesar de pouco frequente, as pessoas podem ter COVID-19 mais de uma vez. Ainda não se sabe exatamente quanto tempo dura a imunidade após a infecção natural, mas as evidências até o momento sugerem que a reinfecção é rara nos 90 dias após a primeira ocorrência.

Breve linha do tempo

No fim de janeiro de 2021, mais de 100 milhões de casos e 2 milhões de mortes haviam sido confirmados em todo o planeta. No Brasil, eram mais de 9 milhões de casos e mais de 220 mil mortos.

CONSULTE - Números atualizados

Mundo: https://covid19.who.int/ (em inglês)
Brasil: https://covid.saude.gov.br

Transmissão

As principais vias de transmissão de uma pessoa para outra são semelhantes à de diversas infecções respiratórias:

As gotículas são relativamente pesadas, não atingem longas distâncias e rapidamente caem no chão. A transmissão por meio de aerossóis − partículas ainda menores e mais leves que as gotículas − também é possível em circunstâncias especiais.

O período de incubação da COVID-19, ou seja, o tempo entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas, varia de um a 14 dias — média de cinco a seis dias. Pessoas infectadas que não apresentam sintomas podem transmitir o vírus. Casos de reinfecção têm sido relatados, mas ainda são pouco frequentes.

Para reduzir o risco de disseminação, as pessoas com COVID-19 devem se manter isoladas por pelo menos dez dias, de preferência em casa, desde os primeiros sintomas. Se for possível, a pessoa deve fazer uso de quarto e banheiro exclusivos, bem ventilados (janelas abertas) e com portas fechadas. O uso de máscara é essencial sempre que houver contato com outras pessoas.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da COVID-19 são:

Sinais de alarme (demandam consulta médica imediata):

Segundo a OMS, cerca de 80% das pessoas com COVID-19 se recuperam sem necessidade de tratamento hospitalar; 15% desenvolvem a doença severa, demandando suporte de oxigênio; e 5% ficam em estado crítico. Nos quadros mais delicados, além do prejuízo ao sistema respiratório, pode haver:

Diagnóstico

Tratamento

Até o momento, não há terapêutica antiviral específica e eficaz para a COVID-19, seja para a prevenção, tratamento precoce ou casos mais graves.

Nos quadros leves, em geral, são utilizados medicamentos para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos, e água ou fluidos intravenosos para hidratação. Recomenda-se repouso para ajudar o corpo a combater o vírus.

A automedicação é extremamente perigosa. Se você suspeitar que está com COVID-19, converse com o seu(sua) médico(a).

Para o manejo do paciente gravemente enfermo, hospitalizado, algumas intervenções têm se demonstrado seguras e efetivas, como a oxigenação, uso de anticoagulantes e corticoides, além de outras medidas de suporte.

Fatores de risco

No Brasil, os principais fatores de risco para formas graves e óbito são:

*Comorbidades além das citadas acima também podem aumentar o risco.

Adultos mais velhos estão sob maior risco. As taxas de mortalidade específicas para pessoas com mais de 60 anos excedem em 11 a 28 vezes as taxas de mortalidade registrada em pessoas abaixo dessa idade.

COVID-19 entre profissionais de saúde

Embora a proporção de profissionais de saúde na maioria dos países corresponda a menos de 3% da população em geral, a proporção de casos de COVID-19 nesse grupo é quase cinco vezes maior. No Brasil, até 14 de janeiro de 2021 foram registrados 442.285 casos entre eles e 390 óbitos.

COVID-19 na população indígena

Relatório da Rede Eclesiástica Pan-Amazônica (REPAM) sobre o impacto da pandemia, que inclui dados do Brasil e de outros países, informa que entre março e outubro de 2020 houve 1.377.609 casos e 34.054 mortes por COVID-19 na região. Os indígenas representam 5,3% dos casos e 6,3% dos óbitos. A população amazônica é de 33,6 milhões de pessoas.

De acordo com o Ministério da Saúde, os povos indígenas mais vulneráveis à COVID-19 são os que vivem em terras demarcadas. Os motivos são o modo de vida coletivo, que faz com que as doenças infecciosas atinjam rapidamente a maior parte da população em uma aldeia, e as dificuldades de implementação de medidas preventivas, como uso de máscaras e distanciamento. Além disso, a localização das aldeias complica o acesso aos postos de saúde. Em alguns casos, o deslocamento até um serviço de atenção especializada pode levar mais de um dia.

Outros grupos com elevada vulnerabilidade social

Também são considerados com maior risco pela vulnerabilidade social e econômica as populações ribeirinhas e quilombolas, pessoas em situação de rua, refugiados, pessoas com deficiência e a população privada de liberdade.

Prevenção

Vacinas

As vacinas COVID-19 licenciadas para uso emergencial no Brasil em janeiro de 2021 demonstraram segurança e eficácia nos estudos clínicos, incluindo os de Fase 3. Qualquer outra vacina candidata será cuidadosamente avaliada e liberada pela Anvisa somente se obtiver resultados tão ou mais satisfatórios.

A princípio, diante da disponibilidade insuficiente da vacina no mercado mundial, o objetivo é proteger as pessoas com mais chance de internação e morte, trabalhadores da área da saúde e de outras consideradas essenciais para o funcionamento da sociedade.

É importante destacar que não há garantias de que a vacina previna a infecção e a consequente transmissão do vírus. Também não se sabe se as vacinas licenciadas serão eficazes contra novas variantes. Por isso, os vacinados devem manter as medidas preventivas.

Outras medidas

Para evitar transmissão, as pessoas com COVID-19 devem permanecer isoladas por 10 dias ou mais, a critério médico, idealmente desde o primeiro dia de sintomas sugestivos da doença. Se for preciso ter contato com outras pessoas, é necessário usar máscaras.

Caso seja viável, usar quartos e banheiros exclusivos (com portas fechadas) e bem ventilados (janelas abertas). Fazer as refeições em momentos diferentes dos demais presentes no local é uma boa estratégia.

FONTES CONSULTADAS

World Health Organization – WHO

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019

Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS

https://www.paho.org/en/topics/coronavirus-infections

Ministério da Saúde do Brasil, Programa Nacional de Imunizações (PNI) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

https://coronavirus.saude.gov.br/

BRASIL. Secretaria de Vigilância em Saúde/Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis/Coordenação-Geral do Programa Nacional de Imunizações. Informe Técnico: Campanha Nacional de Vacinação contra a Covid-19, Brasília, 19/01/2021.

BRASIL. Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde, Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Nota Técnica: Orientações para Serviços de Saúde: Medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). – 27.10.2020.

Centers for Disease Control and Prevention –CDC

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-nCoV/index.html

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