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Armazenamento, conservação e manuseio de vacinas COVID-19

Equipamentos de proteção pessoal (EPIs)

A pandemia de COVID-19 ressalta a importância da implementação de práticas de prevenção de infecções, incluindo distanciamento físico, higiene respiratória e das mãos, descontaminação de superfície e controle de fonte (no caso de unidades de saúde).

Os profissionais devem ter acesso aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) antes de administrar as vacinas. O uso correto, além de protegê-los, aumenta a segurança das pessoas que serão vacinadas;

EPI obrigatórios durante a rotina de vacinação

EPI recomendados pelo Ministério da saúde para a vacinação contra a COVID-19

EPI com possibilidade de uso eventual (somente para situações específicas)

Luvas: Não estão indicadas na rotina. Recomenda-se para vacinadores com lesões abertas nas mãos ou nas raras situações em que pode haver contato com fluidos corporais do paciente. Os profissionais devem retirar as luvas, higienizar as mãos e colocar um novo par a cada atendimento.

As luvas não evitam ferimentos com agulhas. Qualquer ferimento por picada de agulha deve ser relatado imediatamente ao supervisor do local, com os devidos cuidados e acompanhamento de acordo com as diretrizes estaduais e locais.

Informações gerais sobre administração de vacinas

Administração segura

Cuidados a serem observados pelo vacinador:

Triagem

O profissional deve avaliar o histórico de saúde do paciente e possíveis contraindicações/precauções. O procedimento deve ser feito mesmo em indivíduos que já receberam a primeira dose, uma vez que as condições podem ter mudado.

Para avaliar os pacientes de forma correta e consistente, os profissionais de saúde devem usar uma ferramenta de triagem abrangente e padronizada. Confira um exemplo.

* Importante: Pacientes podem ter dúvidas ou preocupações sobre a vacinação. Os profissionais de saúde precisam estar preparados para responder.

Intercambialidade

Os esquemas de vacinação devem ser completados com a mesma vacina. No caso de pessoas vacinadas de maneira inadvertida com duas vacinas diferentes, a orientação do Ministério da Saúde (MS) é informar no “e-SUS Notifica” que houve erro de notificação e acompanhar possíveis eventos adversos e episódios de falha vacinal. Isso porque ainda não há dados bem estabelecidos sobre a segurança ou eficácia em situação de intercambialidade.

O MS também esclarece que “estes indivíduos não poderão ser considerados devidamente imunizados”, mas que, no momento atual, “não é recomendada a administração de doses adicionais de vacinas Covid-19.”

O MS poderá atualizar essa e outras recomendações por meio de “Informes Técnicos” que têm sido divulgados periodicamente. Fique atento.

Coadministração com outras vacinas

Dada a falta de dados sobre a segurança e eficácia da aplicação simultânea da vacina COVID-19 com outras vacinas, deve-se respeitar um intervalo mínimo de 14 dias antes ou após a administração de outras vacina.

Caso o período não seja observado, o profissional deverá reportar o corrido como erro em imunização por meio do sistema e-SUS Notifica como erro em imunização pelo sistema e-SUS.

Após a vacinação

Registro de vacinação

Sempre deve ser entregue um comprovante de vacinação que inclua o registro da vacina realizada com:

Orientações sobre eventos adversos

A pessoa vacinada pode apresentar alguns eventos adversos, normais diante do processo de construção de imunidade. Essas ocorrências podem afetar a capacidade de realizar as atividades diárias, mas costumam desaparecer em alguns dias. Os mais esperados são:

O profissional de saúde sempre deve informar o paciente sobre a possibilidade e as práticas para amenizar os sintomas:

Redução da dor e desconforto no local da injeção:

Redução do desconforto da febre:

Farmacovigilância

A ocorrência significativa de notificações de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) é esperada durante a introdução de novas vacinas — em especial no contexto da atual pandemia, em que a produção de vacinas foi acelerada, algumas se valendo de novas tecnologias, e um número massivo de pessoas será vacinado.

Para o manejo apropriado dos EAPV de uma nova vacina, o sistema de vigilância é essencial. É ele que permitirá analisar a segurança do produto e responder prontamente as preocupações da população relacionadas às vacinas.

Considerando a necessidade de se estabelecer o perfil de segurança das vacinas COVID-19, orienta-se que TODOS os eventos (não graves e) graves, erros de imunização, problemas com a rede de frio e queixas técnicas sejam notificados.

O formulário de e-SUS notifica deverá ser preenchido com o maior número de informações possíveis. Principalmente a identificação do tipo de vacina suspeita de provocar o EAPV, como número de lote e fabricante.

Características das vacinas licenciadas no Brasil

Instituto Butantan/Sinovac | Coronavac

Sobre
A vacina adsorvida COVID-19 (inativada) induz o organismo a produzir anticorpos contra SARS-CoV-2, para prevenir a doença causada pelo vírus. Estima-se que o tempo entre a vacinação e a produção de anticorpos neutralizantes suficientes seja de 15 dias após a segunda dose. Independente da vacinação, as medidas de proteção individual devem continuar a ser adotadas.

Indicação
Pessoas a partir de 18 anos.

Esquema
Duas doses de 0,5ml, com intervalo de 14 a 28 dias.

Composição
Cada dose de 0,5 mL de suspensão injetável contém 600 SU do antígeno do vírus inativado SARSCoV-2. Excipientes: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio, água para injetáveis e hidróxido de sódio para ajuste de pH. Não contém conservantes.

Apresentação
Frasco-ampola contendo 0,5 mL de solução injetável, que corresponde a uma dose da vacina (monodose).

Armazenamento
De 2°C a 8°C.

Preparação
Suspensão injetável, opalescente. Nenhum aglomerado deve ser encontrado ao agitar. Esta vacina não deve ser utilizada caso haja alteração na coloração ou presença de partículas estranhas. Aplicar imediatamente após abertura.

Via de administração
Intramuscular. O local de administração recomendado é o músculo deltoide do braço.

Fiocruz/Oxford/Astrazeneca | Vacina COVID-19 (recombinante)

Sobre
A vacina, aprovada para uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sob o nome vacina COVID-19 (recombinante), foi desenvolvida com a tecnologia de vetor viral não-replicante de adenovírus de chimpanzé.

Os adenovírus que compõem a vacina não podem se replicar na pessoa vacinada, mas são reconhecidos por nossas células, que desencadeiam uma resposta imunológica específica contra a proteína S do SARS-CoV-2, presente na fórmula. Isso permite ao organismo gerar anticorpos e outras células protetoras (células T) contra o novo coronavírus.

Indicação
Pessoas a partir de 18 anos.

Esquema
Duas doses de 0,5 ml, com intervalo de 4 a 12 semanas.

Composição
Cada dose de 0,5 mL contém 5 × 1010 partículas virais (pv) do vetor adenovírus recombinante de chimpanzé, deficiente para replicação (ChAdOx1), que expressa a glicoproteína SARS-CoV-2 Spike (S). Excipientes: L-Histidina, cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio, edetato dissódico di-hidratado (EDTA) e água para injetáveis.

Apresentação
Disponibilizada na forma líquida, em frascos com 10 doses cada. A via de administração será intramuscular.

Armazenamento e conservação

Preparação

A vacina COVID-19 Fiocruz/Oxford/AstraZeneca é uma solução incolor a ligeiramente castanha, límpida a ligeiramente opaca.

A vacina deve ser inspecionada visualmente antes da administração e descartada se houver partículas ou diferenças na aparência descrita. Não agitar o frasco.

Cada dose de 0,5 ml deve ser retirada para uma seringa para injeção a ser administrada por via intramuscular. Use uma agulha e seringa estéreis separadas cada indivíduo. É normal que permaneça líquido no frasco após a retirada da dose final.

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