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Fiocruz/Universidade de Oxford/AstraZeneca

O que previne:

A COVID-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2.

Dados sobre eficácia (Brasil, Reino Unido e África do Sul):

Do que é feita:

A vacina contém partículas virais do vetor adenovírus recombinante de chimpanzé, deficiente para replicação (ChAdOx1), que expressa a glicoproteína SARS-CoV-2 Spike (S), além dos excipientes: L-Histidina, cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio, edetato dissódico di-hidratado (EDTA) e água para injetáveis. Este produto contém organismos geneticamente modificados (OGMs).

Indicação:

Vacina para uso em homens e mulheres a partir de 18 anos.

Em um primeiro momento, diante de escassez de vacinas e da necessidade de minimizar os impactos da pandemia, o PNI definiu os grupos de riscos a serem vacinados.

Para informações detalhadas sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19 e os grupos contemplados pelo Ministério da Saúde, clique aqui.

Contraindicação:

Precauções para a vacinação:

Esquema de doses:

Duas doses de 0,5 ml, com intervalo entre 4 e 12 semanas.

A orientação é a de que o esquema vacinal seja continuado sempre com o mesmo fabricante.

Via de aplicação:

Intramuscular, no músculo deltoide.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

Efeitos e eventos adversos:

Os eventos adversos mais comuns foram sensibilidade no local da injeção (> 60%); dor no local da injeção, cefaleia, fadiga (> 50%); mialgia e mal-estar (> 40%); estado febril, calafrios (> 30%); e artralgia, náusea (> 20%). A maioria das reações adversas foi de intensidade leve a moderada e usualmente resolvida dentro de poucos dias após a vacinação. Os eventos foram mais leves e menos comuns em idosos (idade igual ou acima 65 anos). Da mesma forma, frequência e a intensidade dos eventos foram menores na segunda dose.

Raros casos de eventos adversos com formação de trombo foram reportados na literatura mundial, mas o perfil de risco benefício da vacina é ainda favorável. No Brasil, a taxa foi de 0,89 evento tromboembólico para cada 100.000 doses aplicadas, taxa inferior à esperada para a população em geral. Não há, até o momento, evidências de que a vacina aumente o risco para esses eventos ou comprovação de relação causal com a vacinação.

De todo modo, os profissionais de saúde devem ficar atentos a sinais e sintomas de trombose ou tromboembolismo associados a plaquetopenia, para tratá-los de acordo com as recomendações disponíveis. Além disso, o vacinado deve ser informado sobre os sinais e sintomas que indicam a necessidade de atendimento médico imediato. São eles: dispneia, dor torácica, edema de membro inferior, dor abdominal persistente, cefaleia intensa e persistente, turvação visual e petéquias fora do local da vacinação.

Atenção: Por precaução, indivíduos que apresentaram trombose venosa ou arterial maior associadas à plaquetopenia após receberam a vacina COVID-19 Fiocruz/Oxford/AstraZeneca devem interromper a vacinação até que novas evidências indiquem a melhor conduta nesses casos.

Onde pode ser encontrada:

Observação: até o momento não há previsão da disponibilidade desta vacina no setor privado no Brasil.

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Instituto Butantan/Sinovac (CoronaVac)

O que previne:

A COVID-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2.

Dados sobre eficácia (Brasil)

*Categoria 3 da Organização Mundial da Saúde (OMS)
**Categorias 4 a 6 da OMS

Do que é feita:

Trata-se de uma vacina de vírus inteiro inativado, portanto não é capaz de causar a doença.  É composta pelo antígeno do vírus inativado SARS-CoV-2 e excipientes, como hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio, água para injetáveis e hidróxido de sódio.

Indicação:

Vacina para uso em homens e mulheres a partir de 18 anos.

Em um primeiro momento, diante de escassez de vacinas e da necessidade de minimizar os impactos da pandemia, o PNI definiu os grupos de riscos a serem vacinados.

Para informações detalhadas sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19 e os grupos contemplados, clique aqui.

Contraindicação:

Grupos com precaução para a vacinação:

No caso de vacinação inadvertida, a grávida deve ser tranquilizada, informada sobre a baixa probabilidade de risco e encaminhada para o acompanhamento pré-natal de rotina. É necessário notificar a ocorrência como erro de imunização no sistema e-SUS Notifica, para fins de controle e monitoramento de ocorrência de eventos adversos.

Eventos adversos que porventura aconteçam com a gestante após a vacinação devem ser notificados, assim como quaisquer eventos adversos com o feto ou com o recém-nascido até 6 meses após o nascimento. Puérperas e lactantes pertencentes aos grupos prioritários devem ser vacinadas normalmente com qualquer uma das vacinas.

Esquemas de doses:

Duas doses, com intervalo de duas a quatro semanas.

A orientação é a de que o esquema vacinal seja continuado sempre com o mesmo fabricante.

Via de aplicação:

Intramuscular, na região deltoide.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

Efeitos e eventos adversos:

Os estudos demonstraram que a vacina tem um bom perfil de segurança. A frequência geral de ocorrências de eventos adversos solicitados (locais e sistêmicos) até sete dias após a segunda dose foi de 50,8% nos adultos de 18 a 59 anos e de 36,4% nos idosos – maiores de 60 anos.

A reação mais comum observada nos dois grupos foi dor no local da aplicação, que ocorreu em 40,1% dos adultos e 27,8% dos idosos. Outros eventos adversos muito comuns e comuns foram cefaleia, fadiga, febre, mialgia, calafrios, anorexia, diarreia, náusea, tosse, artralgia, prurido, rinorreia e congestão nasal, além de eventos locais como prurido, eritema e edema.

Não ocorreu nenhum evento adverso grave.

Onde pode ser encontrada:

Observação: até o momento não há previsão da disponibilidade desta vacina no setor privado no Brasil

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Janssen Pharmaceuticals/Johnson & Johnson (Ad26.COV2.S)

O que previne:

A COVID-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. 

Dados sobre eficácia:

Do que é feita:

A vacina utiliza a plataforma de vetores virais não replicantes, a mesma da vacina Fiocruz/Oxford/AstraZeneca. Nela, os pesquisadores inserem apenas o gene que codifica a produção de proteína S, responsável pela ligação do novo coronavírus (SARS-COV-2) com as nossas células, dentro de outro vírus que não causa doença nas pessoas, e este ainda é modificado para que seja incapaz de se replicar dentro do nosso organismo e causar alteração no genoma de nossas células.

Esse vírus “carreador” do código genético que instrui a formação da proteína S é, portanto, apenas um vetor da informação genética para que as células humanas passem a fabricar a proteína S.

Após a vacinação e a entrada do vetor vacinal na célula humana, esse gene que codifica a proteína S é transformado em uma molécula chamada RNA mensageiro (mRNA), que contém instruções para a produção de proteínas S, o que ocorre fora do núcleo das nossas células, onde está o nosso genoma. Essas proteínas produzidas se fixam na superfície celular.

A partir desse momento, o sistema imunológico começa a atuar em diferentes “frentes”:

Enquanto a imunidade durar e a pessoa vacinada tenha contato com o vírus, o organismo será capaz de “lembrar” como fazer para neutralizar rapidamente o SARS-CoV-2.

Indicação:

Pessoas a partir de 18 anos.

Em um primeiro momento, diante de escassez de vacinas e da necessidade de minimizar os impactos da pandemia, o PNI definiu os grupos de riscos a serem vacinados.

Para informações detalhadas sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19 e os grupos contemplados pelo Ministério da Saúde, clique aqui.

Contraindicação:

Precauções para a vacinação:

Esquema de doses:

Dose única, de 0,5 ml.

Via de aplicação:

Intramuscular, no músculo deltoide.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

Efeitos e eventos adversos:

Conservação:

Deve ser conservada entre -25ºC e -15ºC por até 24 meses a partir da data de fabricação. Estudos demonstraram que é possível armazenamento por até três meses em temperaturas de 2ºC a 8ºC. Após aberta, a vacina pode ser usada em até seis horas, desde que refrigerada entre 2ºC e 8ºC. Não deve ser congelada ou exposta à luz.

Onde pode ser encontrada:

Observação: até o momento não há previsão da disponibilidade desta vacina no setor privado no Brasil.

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Pfizer/BioNTech (COMIRNATY)

O que previne:

A COVID-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. 

Dados sobre eficácia

Do que é feita:

A vacina utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) sintético, que “ensina” o nosso organismo a fabricar a proteína S do SARS-CoV-2, responsável pela ligação do vírus com as nossas células. Por ser muito instável, o mRNA é recoberto por uma capa de lipídios (tipo de gordura) que o protege. A molécula não contém outra informação, não é capaz de realizar qualquer outra tarefa e não penetra no núcleo de nossas células. Dessa forma, não consegue causar a COVID-19 ou qualquer alteração em nosso genoma.

Uma vez que a vacina é injetada e capturada pelas células apresentadoras de antígeno, a partir das “instruções” do mRNA são fabricadas as proteínas S do novo coronavírus que, então, são transportadas até a superfície da célula, onde os processos de defesa são desencadeados:

Indicação:

Vacina para uso em homens e mulheres a partir de 16 anos. Recentemente, foi solicitada ao FDA — órgão regulatório dos Estados Unidos — autorização para uso em adolescentes acima de 12 anos baseado em um estudo com 2260 indivíduos que demonstrou excelente resposta neste grupo etário. Aguarda-se esta liberação em breve

Em um primeiro momento, diante de escassez de vacinas e da necessidade de minimizar os impactos da pandemia, o PNI definiu os grupos de riscos a serem vacinados.

Para informações detalhadas sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19 e os grupos contemplados, clique aqui.

Contraindicação:

Precauções para a vacinação:

Esquemas de doses:

Duas doses. O Ministério da Saúde, baseado em experiência bem-sucedida no Reino Unido, adotou o intervalo de 12 semanas entre elas.

A orientação é a de que o esquema vacinal seja continuado sempre com o mesmo fabricante.

Via de aplicação:

Intramuscular, na região deltoide.

Conservação:

A vacina pode ser armazenada em temperaturas entre -90º C a -60º C por até 6 meses. Para possibilitar o transporte aos diferentes países ou locais de aplicação, a fabricante desenvolveu uma embalagem que permite acondicionar a vacina por até 30 dias, com auxílio de gelo seco, desde que a manutenção correta seja realizada. Em refrigerador comum, entre 2º C e 8º C, a vacina pode ser usada em até 5 dias.

O Food and Drug Administration (FDA) — órgão regulatório dos Estados Unidos — aprovou, a partir de informações sobre estabilidade enviadas pelo fabricante, o armazenamento dos frascos entre -25ºC e -15 ºC por até duas semanas. A temperatura permite maior flexibilidade no gerenciamento da distribuição e administração da vacina, uma vez que freezers e refrigeradores farmacêuticos conseguem atingi-la.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

Efeitos e eventos adversos:

Onde pode ser encontrada:

Observação: até o momento não há previsão da disponibilidade desta vacina no setor privado no Brasil.

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