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Essa é mais uma doença viral que se manifesta de forma aguda, produzindo alterações na pele. É extremamente contagiosa e grave e pode ser evitada por vacina. Entre as principais complicações, principalmente em menores de 2 anos a adultos jovens, estão as infecções respiratórias, a otite, as doenças diarreicas e neurológicas (encefalite). Estudo publicado na revista Science, em maio de 2015, informa que o sarampo pode afetar o sistema imunológico por até três anos, expondo os sobreviventes a um maior risco de contrair outras doenças infecciosas e potencialmente mortais.

Ao se espalhar pelo organismo, o vírus do sarampo é capaz de causar inflamação dos pequenos vasos sanguíneos (vasculite) e diversos sintomas como febre alta (acima de 38,5°C), manchas vermelhas por todo o corpo, tosse, secreção nasal intensa, conjuntivite e pequenos pontos brancos na mucosa da boca (manchas de Koplik), característicos da doença.

O sarampo é registrado em todo o mundo, principalmente entre o final do inverno e o início da primavera. A transmissão parece aumentar depois de estações chuvosas, em países tropicais como o Brasil.

Os maiores registros de casos anuais, com epidemias a cada dois ou três anos, com potencial de afetar pessoas de todas as idades, ocorrem nos países em que a vacinação não atinge a maior parte da população. Naqueles que conseguem manter altos níveis de cobertura vacinal, o número de casos tem caído muito, e ocorrem apenas pequenos surtos a cada cinco/sete anos.

Sarampo no Brasil

Uma das principais causas de mortalidade infantil no passado, o sarampo foi sendo gradativamente controlado no Brasil graças às políticas de vacinação conduzidas ao longo de décadas, com destaque para o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo, de 1992. Em 2016, o Brasil e a região das Américas receberam da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da doença.

A queda nas coberturas vacinais, no entanto, fragilizou a conquista. Em 2018, o contato de brasileiros não vacinados com pessoas que pegaram a doença no exterior levou a surtos de grandes proporções em Roraima e, especialmente, no Amazonas, onde cerca de 10.000 casos foram confirmados. Em 2019, o Brasil perdeu o certificado de eliminação e vivenciou uma nova onda da enfermidade.

De 1º de janeiro a 12 de setembro, houve 3.729 casos, dos quais mais de 95% aconteceram em São Paulo. Os estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe também tiveram registros da doença.

Em resposta, diversos estados e municípios realizaram campanhas e vacinaram pessoas de todas as idades que possivelmente tiveram contato com indivíduos com suspeita de sarampo. O Ministério da Saúde (MS), por sua vez, passou a recomendar uma dose extra da vacina para crianças de seis meses a menores de 1 ano e a administração de suplementos de vitamina A em crianças menores de 6 meses com suspeita da doença. A medida diminui as chances de agravamento.

É importante destacar que a dose da vacina aplicada antes de 1 ano de idade não conta para o esquema de rotina: continuam a ser necessárias duas doses após os 12 meses de vida.

Transmissão:

Ocorre diretamente de uma pessoa para outra, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas ao tossir, respirar ou falar.

Para que seja possível interromper a transmissão do sarampo é preciso que 95% da população esteja vacinada. Portanto, todas as crianças, adolescentes e adultos devem verificar se estão com suas doses de vacina em dia.

Vacinas disponíveis:

Saiba mais:

Perguntas e respostas sobre a vacina contra o sarampo hoje no Brasil.

http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo (último acesso em 13/07/18)

http://www.who.int/immunization/monitoring_surveillance/burden/vpd/surveillance_type/active/Global_MR_Update_June_2018.pdf [em inglês] (último acesso em 13/07/18)

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