Imprimir

Pessoas que vivem com diabetes

Por que o cuidado especial?

Sabe-se que a hiperglicemia – alta concentração de açúcar no sangue, comum em quem vive com diabetes – afeta múltiplos mecanismos do sistema imunológico e aumenta o risco de infecção e complicações, inclusive morte, por diversas enfermidades. Confira algumas:

Influenza (gripe)
Pessoas que vivem com diabetes estão entre os indivíduos com maior chance de desenvolver formas graves da doença, necessitar de hospitalização e até morrer. No Brasil, em 2018, do total de mortes por influenza (gripe), 76% ocorreram em indivíduos pertencentes aos grupos de risco. Desses, 23% tinham diabetes mellitus. Infelizmente, o quadro se repete a cada ano.
Pneumonia pneumocócica
Pessoas que vivem com diabetes têm risco até 1,4 vez maior para este tipo de pneumonia e até 4,6 vezes maior para a doença pneumocócica mais grave, chamada de invasiva (como meningite, infecção generalizada/septicemia). Existe alta probabilidade de hospitalização, inclusive em unidades de terapia intensiva.
Herpes zóster
Estudo realizado nos Estados Unidos observou um risco três vezes maior de herpes zóster, popularmente chamada de “cobreiro”, entre pessoas que vivem com diabetes e com idade acima de 65 anos. Em pessoas abaixo dessa idade, o risco é 1,5 vez maior.
Hepatite B
O diabetes tipo 2 duplica a possibilidade de complicações de doenças do fígado em portadores crônicos do vírus da hepatite B – inclusive cirrose, câncer, necessidade de transplante hepático e morte. Além disso, a recíproca é verdadeira: a infecção pelo vírus da hepatite B aumenta a probabilidade de complicações crônicas do diabetes.

Os dados evidenciam a importância de a pessoa com diabetes manter atualizado o calendário de vacinação para a sua faixa etária, incluindo as vacinas não previstas na vacinação de rotina do sistema público para a população em geral.

Vacinas especialmente recomendadas

As recomendações a seguir destinam-se à pessoa que vive com diabetes mas sem imunodepressão ou outras doenças crônicas. Na presença de outras condições, principalmente imunodepressão por doença ou uso de medicamentos, é importante consultar os calendários de vacinação que contemplam o seu estado clínico, nesta seção – Vacinação de pacientes especiais.

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Vacinas pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas que vivem com diabetes, recomenda-se o esquema sequencial com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da polissacarídica.

Conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, para esses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13 com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos de idade, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13: serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Onde se vacinar

CRIE: duas doses.

Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Esquema de doses

Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Herpes zóster

Esquema de doses

Maiores de 50 anos: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

Na presença de imunodepressão, as vacinas atenuadas BCG, poliomielite oral, rotavírus, tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola, varicela), e varicela, febre amarela, herpes zóster e dengue estão contraindicadas.

Vacinacão de contatos domiciliares

É recomendado que todos os contatos domiciliares de pessoas que vivem com diabetes estejam em dia com os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Saiba mais

Submit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn