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Pessoas com doença renal crônica

Por que o cuidado especial?

A doença renal crônica (DRC) prejudica gradativamente as defesas do organismo. Com a evolução do quadro, a pessoa pode ficar cada vez mais suscetível a infecções e suas complicações. Dessa forma, a vacinação é extremamente importante e deve ser iniciada o quanto antes, sobretudo quando há indicação de transplante e/ou terapia imunodepressora.

Confira alguns dados:

Influenza (gripe)
Em 2018, 76% das pessoas que morreram por influenza (gripe) no Brasil faziam parte dos grupos de risco, que incluem pessoas com algumas enfermidades, idosos, entre outros. Desses, 9,5% tinham alguma doença renal crônica. Infelizmente, o cenário se repete a cada ano.
Pneumonia pneumocócica
Causadas por bactérias da espécie pneumococo, a pneumonia e a doença pneumocócica invasiva (infecção generalizada/septicemia) – forma mais grave da infecção e que costuma levar à hospitalização ou à morte – são fonte de importante preocupação para pessoas com DRC, principalmente para aquelas com a doença em fase avançada ou que fazem uso de medicamentos imunodepressores.
Hepatite B
Indivíduos em hemodiálise apresentam elevado risco de infecção pelo vírus da hepatite B. Recomenda-se a vacinação contra a hepatite B para todos os pacientes renais crônicos, de preferência, antes de se tornarem dependentes de diálise. E naqueles que estão em hemodiálise, é fundamental fazer controle sorológico anual e aplicar doses de reforço quando os níveis de anticorpos estiverem abaixo do considerado protetor.

Vacinas especialmente recomendadas

As recomendações a seguir destinam-se às pessoas com doença renal crônica, mas sem imunodepressão ou outras doenças crônicas. Na presença de outras condições, principalmente imunodepressão por doença ou uso de medicamentos e no caso de indivíduos candidatos a transplante ou transplantados, é necessário consultar os calendários de vacinação que contemplam seu estado clínico, nesta seção – Vacinação de pacientes especiais.

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas com doença renal crônica, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, para esses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira dose está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Onde se vacinar

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Recomenda-se a vacinação contra hepatite B para todos os pacientes renais crônicos, de preferência antes de se tornarem dependentes de diálise.

Esquema de doses

Quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2 - 6 meses). O volume da dose deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa de fato protegida. Em caso de hemodiálise, o exame deve ser repetido anualmente e pode ser necessário aplicar doses de reforço.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite A

Esquema de doses

Crianças: duas doses a partir de 1 ano de idade, com intervalo de seis meses.

Adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições. Para esquema de doses e disponibilidade, ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

Vacinação de contatos domiciliares

Recomenda-se que todos os contatos domiciliares de pessoas com doenças crônicas do fígado estejam em dia com calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Saiba mais

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