Covid-19

O conteúdo desta seção, elaborado por diretores e colaboradores da SBIm com base em estudos científicos, tem como objetivo sanar dúvidas sobre a Covid-19 e formas de prevenção da doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. #InformaçãoDeVerdade para aprender e compartilhar!

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Os Coronavírus (CoV) são uma grande família de vírus que podem levar a quadros clínicos bastante variados: de resfriados comuns a doenças mais graves, a exemplos da síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS), a síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-1) e, mais recentemente, a Covid-19, causada pelo SARS-CoV-2.

Esses vírus são zoonóticos, ou seja, podem ser transmitidos de animais para pessoas. Acredita-se que o SARS-CoV-2 tenha origem em algum coronavírus que circula em morcegos, como o RaTG13, que provavelmente houve um hospedeiro intermediário antes da chegada aos humanos.

Assim como outros vírus, o SARS-CoV-2 pode sofrer mutações ao longo do tempo, em especial quando a circulação na população é alta. As mudanças vêm sendo acompanhadas de perto por laboratórios de saúde pública que fazem o sequenciamento genético das amostras para detectar as variantes em circulação.

São chamadas de variantes de preocupação ou atenção (VOC, na sigla em inglês) aquelas que conferem características antigênicas distintas das cepas originais e que favorecem o vírus. Podem ter, por exemplo, maior transmissibilidade e potencial para “escapar” dos anticorpos produzidos pelas vacinas ou por infecção prévia por outras cepas. Nesse momento, circulam no Brasil as variantes de atenção alfa, gama, delta e ômicron.

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  • Início de dezembro de 2019 – Primeiros casos de pneumonia por agente desconhecido, em Wuhan, na China.
  • 31/12/2019 – Cluster (grupo) de casos é oficialmente notificado à Organização Mundial da Saúde (OMS).
  • 07/01/2020 – O código genético do vírus é decifrado.
  • 12/01/2020 – China compartilha sequenciamento genético com a comunidade internacional
  • 30/01/2020 – OMS declara emergência de saúde global. Foi a sexta vez que o mecanismo, criado após o surto de SARS em 2002-2003, foi acionado – H1N1(2009), poliomielite (2014), zika (2016), ebola (2014 e 2019).
  • 11/02/2020 – A doença é chamada de Covid-19; e o vírus é nomeado SARS-CoV-2.
  • 26/02/2020 – Primeiro caso é confirmado no Brasil, em um homem de 61 anos em retorno de viagem à Itália.
  • 07/03/2020 – Casos chegam a 100 mil.
  • 11/03/2020 – OMS declara pandemia
  • 08/12/2020 – Primeira vacina contra a Covid-19 é aplicada, no Reino Unido.
  • 17/01/2021 – Brasil inicia a vacinação contra a Covid-19. Pessoas com quadros que aumentam possibilidade de Covid-19 grave e profissionais da saúde são os primeiros contemplados.
  • 28/05/2021 – Ministério da Saúde anuncia que população entre 18 anos e 59 anos começará a ser vacinada.
  • 11/06/2021 – Anvisa autoriza a vacinação de adolescentes a partir de 12 anos com a vacina da Pfizer.
  • 16/12/2021 – Anvisa aprova vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos.
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As principais vias de transmissão são semelhantes às de diversas infecções respiratórias: por meio de gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro, principalmente, ou pelo contato indireto com gotículas, ao levar as mãos aos olhos, boca e nariz após tocar em pessoas, superfícies ou objetos infectados.

As gotículas respiratórias são relativamente pesadas, não atingem longas distâncias e rapidamente caem no chão. A transmissão por meio de aerossóis − partículas ainda menores e mais leves que as gotículas − também é possível em circunstâncias especiais.

O período de incubação da Covid-19, ou seja, o tempo entre a exposição ao vírus e o início dos sintomas, varia de um a 14 dias — média de cinco a seis dias. Pessoas infectadas que não apresentam sintomas podem transmitir o vírus.

Para reduzir o risco de disseminação, as pessoas com Covid-19 devem se manter isoladas de 10 a 14 dias (ou mais, de acordo com critério médico), de preferência em casa, desde os primeiros sintomas. Se for possível, a pessoa deve fazer uso de quarto e banheiro exclusivos, bem ventilados (janelas abertas) e com portas fechadas. O uso de máscara, preferencialmente do tipo PFF2 (ou N95), é essencial sempre que houver contato com outras pessoas, mesmo em ambientes abertos e arejados.

As pessoas podem ter Covid-19 mais de uma vez. Ainda não se sabe exatamente quanto tempo dura a imunidade após a infecção natural, mas as evidências até o momento sugerem que a reinfecção é rara nos 90 dias após a primeira ocorrência.

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Os sintomas mais comuns da Covid-19 são:

  • Febre
  • Tosse
  • Dor de cabeça
  • Fadiga
  • Dores musculares ou corporais
  • Perda de paladar (ageusia) ou olfato (anosmia/hiposmia)
  • Dor de garganta
  • Náusea
  • Diarreia

Sinais de alarme (demandam consulta médica imediata):

  • Dificuldade para respirar
  • Dor ou pressão no peito
  • Dificuldade para permanecer acordado

Segundo a OMS, cerca de 80% das pessoas com Covid-19 se recuperam sem necessidade de tratamento hospitalar; 15% desenvolvem doença grave, que exige suporte de oxigênio; e 5% ficam em estado crítico. Nos quadros graves, além do prejuízo ao sistema respiratório, pode haver:

  • Complicações sistêmicas (como trombose), cardíacas e renais.
  • Sepse (infecção generalizada) e choque séptico.

Síndrome Pós-Covid

Boa parte dos recuperados permanece com algum sintoma por até quatro meses depois do fim da infecção, o que é chamado de Síndrome Pós-Covid. Casos graves que exigiram internação e UTI tendem a deixar mais sequelas, mas até mesmo episódios leves podem deixar repercussões prolongadas no organismo. Entre as manifestações observadas estão: fadiga, falta de ar, dor de cabeça, dores musculares, queda de cabelo, perda de paladar e olfato (temporária ou duradoura), dor no peito, tontura, tromboses, palpitações, depressão, ansiedade e dificuldades de linguagem, raciocínio e memória.

Síndrome Inflamatória Multissistêmica (SIM)

Complicação da COVID-19 que envolve a inflamação de mais de um órgão e sistema. Mais frequente em crianças em idade escolar e adolescentes, pode ocorrer de alguns dias a algumas semanas após a infecção aguda pelo SARS-CoV-2.  Além da elevação dos marcadores inflamatórios, as principais manifestações incluem:

  1. Cardiovasculares: disfunção miocárdica, miocardite, pericardite, aneurismas coronarianos, hipotensão arterial e choque cardiogênico.
  2. Renais: doença renal aguda levando a necessidade de diálise.
  3. Respiratórias: dispneia, taquipneia e hipoxemia.
  4. Hematológicas: trombose (localizada ou sistêmica), anemia, leucopenia, linfopenia, plaquetopenia e coagulopatia de consumo.
  5. Gastrointestinais: dor abdominal intensa, vômito e diarreia.
  6. Mucocutâneas: edema e fissura de lábios, língua em framboesa, eritema de orofaringe, conjuntivite, exantema polimórfico, vesículas e eritema pérnio.
  7. Neurológicas: cefaleia persistente, convulsão e psicose.
  8. Febre persistente.
  9. Insuficiência respiratória aguda e síndrome da disfunção de múltiplos órgãos. Em adultos, está associada à síndrome da tempestade de citocinas.
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  • Diagnóstico clínico (com base nos sintomas): mesmo com exame de RT-PCR negativo, a possibilidade de Covid-19, deve ser fortemente considerada na presença de dois ou mais sintomas da doença — em especial a perda de paladar (ageusia), perda de olfato (anosmia) e sintomas gastrointestinais — caso não exista confirmação de outros quadros passíveis de causar sintomas semelhantes.
  • Diagnóstico clínico-epidemiológico: presença de dois ou mais sintomas associados a histórico de contato próximo ou domiciliar com caso de Covid-19 confirmado nos 14 dias anteriores ao início dos sintomas.
  • Diagnóstico clínico + imagem: dois ou mais sintomas de Covid-19 associados a alterações em exames de imagem, como radiografia e/ou tomografia do pulmão.
  • Diagnóstico laboratorial: recomendado para pessoas com sintomas de Covid-19 e pessoas que tiveram contato próximo (distância inferior a 2 metros por 15 minutos ou mais) com alguém com Covid-19 confirmada. Há diversos tipos:
    • Teste de biologia molecular (RT-PCR): detecta a presença do vírus no organismo. É o mais sensível e por isso considerado padrão ouro. Considerações:
      • Quando realizado em sintomáticos entre o primeiro e o sétimo dia de início dos sintomas: 
        1. Se positivo, confirma a Covid-19.
        2. Se negativo (uma única amostra), não descarta o diagnóstico da doença. Uma segunda amostra pode ser solicitada, com pelo menos 24 horas de intervalo.
      • Em indivíduos assintomáticos, um RT-PCR negativo não descarta a infecção pelo SARS-CoV2. No entanto, não há recomendação de quarentena para essas pessoas.
    • Sorologia: detecta a presença de anticorpos (IgG e IgM), que indicam que a pessoa tem ou teve contato com o vírus. Por meio da sorologia não é possível determinar se há infecção ativa. Em pessoas com sintomas, como a produção de anticorpos não é imediata, recomenda-se que as amostras sejam coletadas a partir do oitavo dia (preferencialmente entre 14 e 21 dias) após o início do quadro.
    • Testes rápidos: há testes rápidos para avaliar a presença do vírus (feitos com swab de nasofaringe) ou de anticorpos (feitos a partir do sangue). A sensibilidade desses exames é inferior ao de RT-PCR, considerado padrão ouro. Resultados positivos são confiáveis, mas a chance de falso-negativo não é desprezível.
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  • Até o momento, não há terapêutica antiviral específica e eficaz para a Covid-19, seja para a prevenção, tratamento precoce ou casos mais graves.
  • Em geral, nos quadros leves são utilizados medicamentos para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos, e água ou fluidos intravenosos para hidratação. Recomenda-se repouso para ajudar o corpo a combater o vírus.
  • A automedicação é extremamente perigosa. Se você suspeitar que está com Covid-19, converse com o seu(sua) médico(a).
  • Para o manejo do paciente gravemente enfermo, hospitalizado, algumas intervenções têm se demonstrado seguras e efetivas, como a oxigenação suplementar, uso de anticoagulantes e corticoides, além de outras medidas de suporte.
  • Muitos estudos com novas drogas para o tratamento da Covid-19 estão em andamento, alguns com resultados promissores. 
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No Brasil, os principais fatores de risco para formas graves e óbito são:   

  • Idade superior a 60 anos
  • Diabetes mellitus
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras pneumopatias crônicas
  • Doença renal
  • Doenças cardiovasculares e cerebrovasculares
  • Hipertensão arterial grave
  • Indivíduos transplantados de órgãos sólidos
  • Anemia falciforme
  • Câncer
  • Obesidade mórbida (IMC≥40).

Outras comorbidades além das citadas acima podem aumentar a probabilidade de agravamento e morte.

Adultos mais velhos estão sob maior risco. As taxas de mortalidade específicas para pessoas com mais de 60 anos excedem as taxas de mortalidade registrada em pessoas abaixo dessa idade.

Covid-19 entre profissionais de saúde

Embora a proporção de profissionais de saúde na maioria dos países corresponda a menos de 3% da população em geral, a proporção de casos de Covid-19 nesse grupo é maior.  As ocorrências foram especialmente altas no primeiro ano da pandemia, quando esse grupo ainda não havia sido vacinado.

Covid-19 na população indígena

Relatório da Rede Eclesiástica Pan-Amazônica (REPAM) sobre o impacto da pandemia, que incluiu dados do Brasil e de outros países, informou que entre março e outubro de 2020 houve 1.377.609 casos e 34.054 mortes por Covid-19 na região, o que demonstrou que indígenas representavam 5,3% dos casos e 6,3% dos óbitos na ocasião.

De acordo com o Ministério da Saúde, os povos indígenas mais vulneráveis à Covid-19 são os que vivem em terras demarcadas. Os motivos são o modo de vida coletivo, que faz com que as doenças infecciosas atinjam rapidamente a maior parte da população em uma aldeia, e as dificuldades de implementação de medidas preventivas, como uso de máscaras e distanciamento. Além disso, a localização das aldeias complica o acesso aos postos de saúde. Em alguns casos, o deslocamento até um serviço de atenção especializada pode levar mais de um dia. Por isso optou-se por vacinar essa população prioritariamente.

Outros grupos com elevada vulnerabilidade social:

Também são considerados com maior risco pela vulnerabilidade social e econômica as populações ribeirinhas e quilombolas, pessoas em situação de rua, refugiados, pessoas com deficiências permanentes e a população privada de liberdade.

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Vacinas

As vacinas Covid-19 em uso no Brasil demonstraram segurança e eficácia nos estudos clínicos e têm trazido ótimos resultados no “mundo real”. As mortes e hospitalizações por Covid-19 vêm caindo, com raríssimos registros de eventos adversos graves pós-vacinação.

É importante destacar que não há garantias de que as vacinas já utilizadas previnam a infecção e a transmissão ou se elas serão eficazes contra novas variantes do vírus que possam surgir em decorrência da ainda intensa circulação viral. Avaliações considerando os diferentes cenários epidemiológicos e os vírus circulantes estão sendo feitas no mundo todo. Por tudo isso, pessoas vacinadas devem manter as demais medidas preventivas contra a Covid-19 listadas a seguir.

Outras medidas

  • Usar máscaras que cubram o nariz e a boca. Não as manipular pela parte da frente — sempre colocar e retirar pela alça. Trocar a cada três horas ou quando ficar úmida. No caso de máscaras de tecido, lavá-las adequadamente após o uso. Máscaras descartáveis não devem ser reaproveitadas.
  • Manter distanciamento social de ao menos 1,5 m.
  • Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão (por 20 segundos) ou álcool 70%.
  • Não tocar seus olhos, nariz e boca sem antes higienizar as mãos.
  • Evitar aglomerações.
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir com um lenço de papel ou com a parte interna do cotovelo. Em seguida, lavar as mãos.
  • Manter os ambientes arejados e ventilados.
  • Pessoas com Covid-19 devem permanecer isoladas de 10 a 14 dias, ou mais, a critério médico.
  • Limpar e desinfetar superfícies tocadas com frequência, como mesas, maçanetas, interruptores, bancadas, puxadores, telefones, teclados, torneiras e pias. Caso estejam sujas, limpá-las com detergente ou sabão e água antes da desinfecção.
  • Usar luvas, reutilizáveis ou descartáveis, para a aplicação de produtos de limpeza e de desinfecção. Seguir as instruções do fabricante.
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A imunização é uma ferramenta eficaz e segura para prevenir doenças infecciosas. A vacinação elimina ou reduz drasticamente o risco de adoecimento ou de manifestações graves, que podem levar à internação e até mesmo ao óbito. Por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), evita de duas a três milhões de mortes.

Por isso dizemos que:

  • A vacinação é tão importante para sua saúde quanto o consumo de uma dieta saudável e a prática de atividade física;
  • Estar vacinado(a) pode significar a diferença entre estar vivo(a) e saudável ou gravemente enfermo(a) ou com sequelas deixadas por doenças imunopreveníveis  
  • As vacinas estão entre os produtos farmacêuticos mais seguros que existem.

Proteção

A proteção gerada pelas vacinas decorre da capacidade que elas têm de induzir nosso sistema de defesa a produzir imunidade, seja por meio da ação de células e/ou de anticorpos específicos.

A proteção máxima conferida pela imunização acontece cerca de duas semanas após a última dose do esquema vacinal básico.

Por que se vacinar contra a Covid-19?

  • Porque a vacinação é uma forma segura e eficaz de prevenir a doença, de controlarmos a pandemia e recuperarmos o convívio social do qual tanto sentimos falta.
  • Porque as vacinas aprovadas para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) são seguras e eficazes. Não há a menor possibilidade de você adquirir Covid-19 por meio das vacinas. São vacinas inativadas, incapazes de se replicar no organismo.

Cuidados que devem permanecer após a vacinação

Apesar de a vacinação ter reduzido de forma drástica o número de casos e mortes por Covid-19 no Brasil e de sabermos que a taxa de transmissão a partir de pessoas vacinadas é muito baixa, as vacinas ainda não são capazes de prevenir totalmente a transmissão e a infecção.

É preciso manter a cautela, especialmente por vivermos em um cenário em que podem surgir novas variantes de preocupação (VOCs) capazes de escapar da imunidade adquirida pelas vacinas e causar novas ondas da doença.

As medidas recomendadas são simples:

  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%
  • Usar máscaras corretamente
  • Manter o distanciamento social, não causar aglomerações e não frequentar locais cheios.

Proteção coletiva

Estima-se que um percentual muito elevado da população precise estar completamente vacinado para conseguirmos obter a tão esperada imunidade coletiva ou imunidade de rebanho. O prazo para alcançarmos essa meta de cobertura vacinal depende do número de doses disponíveis e do tempo que vai levar para vacinar todo o público-alvo.  Caso eventualmente as vacinas sejam menos eficazes contra novas variantes em circulação, o percentual de vacinados necessário será ainda mais alto. 

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A pandemia de Covid-19 desencadeou uma corrida da ciência mundial por vacinas seguras e eficazes contra a doença. Foram registrados diversos estudos na Organização Mundial da Saúde (OMS). Grande parte está em fases avançadas de estudos clínicos e algumas foram aprovadas ou licenciadas por agências regulatórias e já incluídas em campanhas de vacinação.

Diferentes tecnologias vêm sendo empregadas: das clássicas — como as vacinas de vírus inteiros inativados, subunitárias proteicas, recombinantes e VLP — às novas plataformas de ácidos nucleicos (DNA e mRNA) e de vetores virais. Em todos os casos, o alvo dos imunizantes é a proteína S (spike), responsável pela ligação do vírus SARS-CoV-2 com as células humanas.

Destaca-se que as pesquisas prévias para a elaboração de vacinas contra outros coronavírus, como o SARS-CoV (2002) e o MERS (2012), e os vultosos investimentos realizados por governos dos países desenvolvidos, por organizações privadas e multilaterais e por empresas farmacêuticas multinacionais possibilitaram e foram determinantes para acelerar o processo.

A OMS mantém um portal com dados atualizados periodicamente sobre todas as vacinas Covid-19 em desenvolvimento e seus estágios até aprovação. É possível acessar informações como plataforma tecnológica, fabricante, esquemas vacinais e via de administração. Além disso, há links para os protocolos dos testes clínicos e para os estudos já publicados em periódicos científicos. Confira.

Informações detalhadas sobre as vacinas Covid-19 no Brasil estão disponíveis aqui.

Etapas de pesquisa

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Requisitos para aprovação

Em situações normais, exige-se que as vacinas tenham eficácia acima de 70%. No entanto, uma vez que a disponibilização urgente de vacinas Covid-19 é necessária para o controle de uma pandemia que em muito pouco tempo já matou mais de 4 milhões de pessoas, a OMS definiu que índices superiores a 50% são aceitáveis. Acredita- se que, esse valor é suficiente para diminuir a circulação do vírus quando altas coberturas vacinais forem alcançadas.

Segundo critérios da OMS, uma vacina com perfil ideal deve:

  • Conferir proteção contra doença grave e moderada e, se possível, proteção esterilizante (impedir a infecção e transmissão).
  • Ter eficácia elevada e estimular a produção de altos títulos de anticorpos neutralizantes e imunidade celular.
  • Ser segura, com mínimos eventos adversos.
  • Induzir memória imunológica de longa duração.
  • Ter a possibilidade de uso em todas as faixas etárias da população: crianças, adolescentes, adultos e idosos, além de grupos específicos de risco aumentado, incluindo gestantes e puérperas.
  • Conferir proteção, idealmente com dose única.
  • Poder ser administrada por via oral ou nasal.
  • Ser resistente a longos períodos em temperaturas de 2ºC a 8 ºC.
  • Apresentar tecnologia com alto rendimento na produção.
  • Apresentar tecnologia com baixo custo de produção para oferecer vacina de baixo custo.
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Plataforma tecnológicas das vacinas

As vacinas são feitas a partir do vírus SARS-CoV-2 inativado, ou seja, morto. A inativação é feita com o auxílio de substâncias químicas que destroem o material genético do vírus e, consequentemente, impedem a sua replicação, o que o torna incapaz de causar a doença. Esse processo, no entanto, mantém íntegra a cápsula do vírus, onde está a proteína S, responsável pela ligação e penetração em nossas células.

Uma vez no organismo, o vírus vacinal é percebido como um agente estranho e desencadeia a resposta do sistema imunológico. As primeiras células envolvidas nessa resposta (células apresentadoras de antígeno) “absorvem” o vírus, o destroem em seu interior e levam a proteína S para sua superfície.

Nesse momento, os chamados linfócitos T auxiliares entram em ação. Eles detectam a proteína, encaixam-se a ela e recrutam os linfócitos B, que produzirão os anticorpos específicos contra a proteína S. Os linfócitos B também são ativados pelo próprio vírus vacinal.

Como o sistema imune “aprendeu” a se defender da proteína S, em caso de contato com o vírus, e enquanto a imunidade durar, o organismo será capaz de neutralizar rapidamente o SARS-CoV-2

As vacinas de vírus inteiros inativados geralmente são seguras e imunogênicas, embora produzam títulos de anticorpos menores e induzam memória imunológica não duradoura.

Exemplos destas vacinas

  • Instituto Butantan/Sinovac (Coronavac)
  • Sinopharm Beijing
  • Sinopharm Wuhan
  • Bharat Biotech (Covaxin)
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Para desenvolver este tipo de vacina, os pesquisadores inserem somente os genes que codificam a produção de proteína S (responsável pela ligação do novo coronavírus com as nossas células) dentro de outro vírus que não causa doença em pessoas e ainda é modificado para que seja incapaz de se replicar dentro do organismo. Esse vírus “carreador” é apenas um vetor da informação genética necessária para as células humanas fabricarem a proteína S. Ele não altera o nosso código genético.

Após a vacinação e a entrada do vetor vacinal na célula humana, esse gene que codifica a proteína S é transformado em uma molécula chamada RNA mensageiro (mRNA), que contém instruções para a produção de proteínas S, o que ocorre fora do núcleo das nossas células, onde está o nosso genoma. Essas proteínas produzidas se fixam na superfície celular.

  • A partir desse momento, o sistema imunológico começa a atuar em diferentes “frentes”:
  • os chamados linfócitos T auxiliares detectam o agente estranho e recrutam os linfócitos B, que produzirão anticorpos específicos contra a proteína S;
  • os linfócitos B entram em contato diretamente com a proteína S da superfície das células “vacinadas” e produzem os anticorpos;
  • outro tipo de linfócitos T, chamados citotóxicos (ou assassinos), também são recrutados e destroem diretamente qualquer estrutura que exiba a proteína S
  • as células “vacinadas”, ao morrerem, liberam fragmentos da proteína S que também são identificados pelo nosso sistema imune, desencadeando toda a resposta vacinal.

Enquanto a imunidade durar, caso a pessoa vacinada tenha contato com o vírus, o organismo será capaz de “lembrar” como fazer para neutralizar rapidamente o SARS-CoV-2.

Exemplos destas vacinas

  • Fiocruz/Oxford/AstraZeneca — utiliza adenovírus de chimpanzé
  • CanSino — utiliza adenovírus humano 5 (Ad5)
  • Janssen/Johnson & Johnson — utiliza adenovírus humano 26 – (Ad26)
  • Instituto Gamaleya (Sputnik V) — utiliza dois adenovírus humanos distintos (Ad26 e Ad5) nas primeira e segunda doses, respectivamente.
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A tecnologia de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) é investigada há muitos anos. Em laboratório, os cientistas desenvolvem o mRNA sintético, que ensinará ao nosso organismo a fabricar a proteína S do SARS-CoV-2, responsável pela ligação do vírus com as nossas células. Por ser muito instável, o mRNA é recoberto por uma capa de lipídios (tipo de gordura) que o protegerá da degradação. É essencial deixar claro que a molécula não contém outra informação, não é capaz de realizar qualquer outra tarefa e não penetra no núcleo de nossas células. Então, não consegue causar a Covid-19 ou qualquer alteração em nosso genoma.

Uma vez que a vacina é injetada e capturada pelas chamadas células apresentadoras de antígeno, a partir das “instruções” do mRNA são fabricadas as proteínas S do novo coronavírus que, então, são transportadas até a superfície da célula, onde os processos de defesa são desencadeados:

  • Os chamados linfócitos T auxiliares detectam a proteína estranha e recrutam os linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos;
  • Os linfócitos B entram em contato com a proteína S da superfície e produzem os anticorpos específicos contra ela, que neutralizarão o novo coronavírus;
  • Outras células de defesa chamadas linfócitos T citotóxicos (ou assassinos) reconhecem e destroem diretamente qualquer estrutura que exiba a proteína S em sua superfície;
  • Quando a célula que absorveu o mRNA morre, a proteína S e seus fragmentos liberados podem ser identificados pelo nosso sistema de defesa que também desencadeia todo o processo.

Essa tecnologia permite a produção de volumes importantes de vacinas, mas exige, em geral, temperaturas muito baixas para conservação.

Exemplos destas vacinas

  • Moderna/NIH
  • Pfizer/BioNTec
  • CureVac
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São baseadas em fragmentos do vírus, como a proteína S (spike), responsável pela ligação do SARS-CoV-2 com as nossas células. Essas partículas são percebidas como agentes estranhos e desencadeiam a resposta do sistema imunológico:

  • As células apresentadoras de antígeno “absorvem” a substância, a destroem em seu interior e levam até a superfície
  • Os chamados linfócitos T auxiliares detectam a proteína estranha e recrutam os linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos;
  • Os linfócitos B entram em contato com as proteínas do vírus e produzem os anticorpos específicos contra elas, que neutralizarão o novo coronavírus;
  • Outras células de defesa chamadas linfócitos T citotóxicos (ou assassinos) reconhecem e destroem diretamente qualquer estrutura que exiba as partículas virais envolvidas.

Exemplos destas vacinas

  • Novavax — utiliza a proteína S, com adjuvante Matrix-M1™
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O que previne:

A Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2.

Dados sobre eficácia em estudos clínicos de fase 3 (Brasil, Reino Unido e África do Sul):

  • Geral: 70,42% (IC 95: 54,84-80,63%)
  • Duas doses plenas: 62,10% (IC95,84%:39,96%-76,08%)
  • Meia dose + dose plena: 90,05% (IC95,84%:65,84%-97,10%)

Efetividade (resultados na vida real):

  • A vacinação diminuiu de forma significativa o número de casos graves e óbitos por Covid-19 nos países que conseguiram boa cobertura vacinal. A esmagadora maioria das hospitalizações e mortes pela doença passou a se concentrar entre pessoas não vacinadas.
  • Embora as vacinas não previnam totalmente a infecção, já há evidências de que contribuam para a queda a da transmissão. Quando desenvolvem a doença, indivíduos vacinados apresentam menor carga viral na nasofaringe, o que reduz o potencial de transmissão.

Do que é feita:

Cada dose de 0,5 mL contém 5 × 1010 partículas virais (pv) do vetor adenovírus recombinante de chimpanzé, deficiente para replicação (ChAdOx1), que expressa a glicoproteína SARS-CoV-2 Spike (S). Excipientes: L-Histidina, cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio, edetato dissódico di-hidratado (EDTA) e água para injetáveis.

Como funciona:

Em laboratório, o gene que codifica a produção de proteína S, responsável pela ligação do SARS-CoV-2 com as nossas células, é inserido dentro de um adenovírus que circula entre chimpanzés. Esse adenovírus, que funciona como um vetor, é modificado para que seja incapaz de se replicar no nosso organismo, ou seja, ele não causa qualquer doença ou faz alterações no genoma.

Após a vacinação e a entrada do vetor vacinal na célula humana, o gene que codifica a proteína S é transformado em uma molécula chamada RNA mensageiro (mRNA), que contém instruções para a produção de proteínas S. As proteínas produzidas se fixam na superfície celular e o sistema imunológico começa a atuar em diferentes “frentes”:

  • os chamados linfócitos T auxiliares detectam o agente estranho e recrutam os linfócitos B, que produzirão anticorpos específicos contra a proteína S;
  • os linfócitos B entram em contato diretamente com a proteína S da superfície das células “vacinadas” e produzem os anticorpos;
  • outros tipos de linfócitos T, chamados citotóxicos (ou assassinos), também são recrutados e destroem diretamente qualquer estrutura que exiba a proteína S.
  • as células “vacinadas”, ao morrerem, liberam fragmentos da proteína S que também são identificados pelo nosso sistema imune, desencadeando toda a resposta vacinal.   

Enquanto a imunidade durar e a pessoa vacinada tenha contato com o vírus, o organismo será capaz de “lembrar” como fazer para neutralizar rapidamente o SARS-CoV-2.

Importante: em nenhum momento do processo o adenovírus e o material genético do SARS-CoV-2 entram no núcleo da célula humana, onde está localizado o genoma.

Indicação:

Vacina para uso em homens e mulheres a partir de 18 anos.

Contraindicação:

  • Alergia a qualquer um dos componentes presentes na vacina.
  • História de anafilaxia após dose anterior da vacina.
  • Pessoas que apresentaram trombose venosa ou arterial maior associadas à plaquetopenia após receberem a primeira dose.
  • Gestantes e puérperas.

Precauções para a vacinação:

  • Pessoas com histórico de tromboembolismo associado à plaquetopenia e em uso de heparina.
  • Lactação: lactantes devem ser informadas sobre os dados de eficácia e segurança conhecidos e da ausência de alguns dados, assim como dos riscos potenciais da infecção pelo SARS-CoV-2, para que possam tomar uma decisão esclarecida. Lactantes podem ser vacinadas e a vacinação é recomendada, com qualquer das vacinas Covid-19 disponíveis, se pertencentes aos grupos prioritários.

As que não concordarem em ser vacinadas devem ser instruídas a manter medidas de proteção como higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social. O aleitamento materno não deverá ser interrompido e a doação de leite é permitida. Não há necessidade de observar intervalos entre a vacinação da mãe contra a Covid-19 e a vacinação de rotina do bebê. O calendário de criança deve ser seguido normalmente.

  • Em caso de vacinação inadvertida de gestante ou puérpera, ela deve ser tranquilizada, informada sobre a baixa probabilidade de risco e encaminhada para o acompanhamento pré-natal de rotina. É necessário notificar a ocorrência como erro de imunização no sistema e-SUS Notifica, para fins de controle e monitoramento de ocorrência de eventos adversos.
  • Pacientes que usam imunoglobulina humana devem ser vacinados com pelo menos um mês de intervalo.
  • Assim como ocorre com outras aplicações intramusculares, deve haver cautela na aplicação da vacina em pessoas com trombocitopenia, coagulopatias ou em vigência de terapia anticoagulante, uma vez que nesses indivíduos pode ocorrer sangramento e hematoma após a administração.
  • Pessoas que já tiveram Covid-19 devem ser vacinadas desde que estejam restabelecidas e tenham se passado pelo menos quatro semanas do início dos sintomas ou do resultado positivo no exame RT-PCR.

Imunossuprimidos: como toda vacina inativada, pode ser utilizada com segurança em pessoas imunossuprimidas, inclusive em tratamento de câncer. Ainda assim, a decisão de vacinar deve ser individualizada, compartilhada entre o paciente e o(a) médico(a) que o acompanha.

Esquema de doses:

Duas doses de 0,5 ml com intervalo entre 4 e 12 semanas e uma dose de reforço de 4 a 6 meses após a segunda dose.

Pessoas imunocomprometidas devem receber esquema de três doses e um reforço 4 meses após a terceira dose.

Apesar de a bula recomendar que o esquema de vacinação seja feito com a mesma vacina (esquema homólogo), estudos que avaliaram a imunogenicidade e segurança de esquemas com vacinas diferentes (esquema heterólogo) — em especial de plataformas tecnológicas distintas — geram títulos de anticorpos mais altos sem alterar o perfil de segurança. As evidências apoiam as recomendações do Ministério da Saúde (leia mais aqui e aqui).

Via de aplicação:

Intramuscular, no músculo deltoide.

Apresentação:

Disponibilizada na forma líquida, em frascos com 5 ou 10 doses cada. 

Confira o resumo das especificidades de todas as vacinas Covid-19 disponíveis no PNI.     

Armazenamento e conservação:

  • A vacina deve ser armazenada entre 2°C e 8°C. Não congelar. O frasco fechado tem validade de seis meses.
  • Após o primeiro uso, administrar o mais rapidamente possível, em até 6 horas.
  • Manter os frascos na embalagem para proteger da luz.
  • Identifique o frasco logo após sua abertura com data e hora.
  • Despreze qualquer volume de vacina não utilizada dentro do tempo estabelecido de validade.
  • A vacina não contém nenhum conservante. Técnica asséptica deve ser usada para retirar a dose para administração
  • Para facilitar a rastreabilidade da vacina, o nome e o número do lote do produto administrado devem ser claramente registrados para cada destinatário.

Preparação:

  • A vacina Covid-19 Fiocruz/Oxford/AstraZeneca é uma solução incolor a ligeiramente castanha, límpida a ligeiramente opaca.
  • A vacina deve ser inspecionada visualmente antes da administração e descartada se houver partículas ou diferenças na aparência descrita. Não agitar o frasco.
  • Cada dose de 0,5 ml deve ser retirada por uma seringa para injeção a ser administrada por via intramuscular. Use uma agulha e seringa estéreis separadas para cada indivíduo. É normal que permaneça líquido no frasco após a retirada da dose final.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Antes da vacinação, é preciso questionar a mulher sobre a possibilidade de gravidez. Esta vacina não está recomendada para a vacinação de gestantes.
  • Diante da pandemia, qualquer vacinação deve ser postergada na presença de quadros respiratórios, febris ou não, independente da intensidade, até que se passem 10 a 14 dias do início dos sintomas.
  • Verificar histórico de Covid-19. Se houver, é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).
  • Compressas frias são indicadas para aliviar a reação no local da aplicação.
  • Se necessário, analgésicos e/ou antipiréticos (por exemplo, produtos contendo paracetamol) podem ser usados para minimizar o desconforto.
  • Qualquer evento adverso após a vacinação (EAPV), independentemente da gravidade, deve ser notificado.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
  • A vacina FioCruz/Oxford/AstraZeneca, por ser inativada, pode ser aplicada simultaneamente ou com qualquer intervalo em relação a outras vacinas (leia mais aqui).

Efeitos e eventos adversos:

Os eventos adversos mais comuns são sensibilidade no local da injeção (> 60%), cefaleia, fadiga (> 50%), mialgia e mal-estar (> 40%), febre; calafrios (> 30%), artralgia e náusea (> 20%). A maioria das reações adversas é de intensidade leve a moderada e usualmente resolvida dentro de poucos dias após a vacinação. Os eventos foram mais leves e menos comuns em idosos (idade igual ou acima 65 anos). Da mesma forma, frequência e a intensidade dos eventos foram menores na segunda dose.

Raros casos de eventos adversos com formação de trombo têm sido reportados na literatura mundial, mas o perfil de risco benefício da vacina é ainda favorável. No Brasil, a taxa observada foi de 0,89 evento tromboembólico para cada 100 mil doses aplicadas, taxa inferior à esperada para a população em geral.

Os profissionais de saúde devem ficar atentos a sinais e sintomas de trombose ou tromboembolismo associados a plaquetopenia, para tratá-los de acordo com as recomendações disponíveis. Além disso, o vacinado deve ser informado sobre os sinais e sintomas que indicam a necessidade de atendimento médico imediato. São eles: dispneia, dor torácica, edema de membro inferior, dor abdominal persistente, cefaleia intensa e persistente, turvação visual e petéquias fora do local da vacinação.

Atenção:  Indivíduos que na primeira dose receberam vacinas covid-19 que utilizam vetores virais (Astrazeneca/Oxford ou Janssen) e apresentaram em seguida um episódio de trombose venosa ou arterial maior associado à plaquetopenia devem completar o esquema com vacina de plataforma tecnológica distinta (Pfizer ou Coronavac). Saiba mais aqui.

Onde pode ser encontrada:

  • Nos locais definidos pelas secretarias municipais de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS); equipes volantes em hospitais e instituições de longa permanência; drive-thru; entre outros e de acordo com cronograma local.

Observação: até o momento não há previsão da disponibilidade desta vacina no setor privado no Brasil.

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O que previne:

A Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2.

Dados sobre eficácia dos estudos de fase 3 (Brasil):

  • Geral: 50,39% (IC95:35,26-61,98%)
  • Formas leves (sem necessidade de assistência médica*): 77,96% (IC95:46,15-90,44%)
  • Formas moderadas ou graves (exigem hospitalização**): não houve nenhum caso durante o estudo, mas os dados ainda não têm significância estatística (p=0,4967).

*Categoria 3 da Organização Mundial da Saúde (OMS)
**Categorias 4 a 6 da OMS

Efetividade (resultados na vida real):

  • As vacinas Covid-19 têm reduzido de forma drástica o número de mortes e hospitalizações no Brasil. A esmagadora maioria das hospitalizações e mortes pela doença passou a se concentrar entre pessoas não vacinadas.
  • Embora as vacinas não previnam totalmente a infecção, já há evidências de que contribuam para a queda a da transmissão. Quando desenvolvem a doença, indivíduos vacinados apresentam menor carga viral na nasofaringe, o que reduz o potencial de transmissão.

Do que é feita:

Trata-se de uma vacina de vírus inteiro inativado, portanto não é capaz de causar a doença.   Cada dose de 0,5 mL de suspensão injetável contém 600 SU do antígeno do vírus inativado SARS-CoV-2. Excipientes: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio, água para injetáveis e hidróxido de sódio para ajuste de pH. Não contém conservantes.

Como funciona:

Uma vez no organismo, o vírus vacinal é percebido como um agente estranho e desencadeia a resposta do sistema imunológico. As primeiras células envolvidas nessa resposta (células apresentadoras de antígeno) “absorvem” o vírus, o destroem em seu interior e levam a proteína S para sua superfície.

Nesse momento, os chamados linfócitos T auxiliares entram em ação. Eles detectam a proteína, encaixam-se a ela e recrutam os linfócitos B, que produzirão os anticorpos específicos contra a proteína S. Os linfócitos B também são ativados pelo próprio vírus vacinal.

Como o sistema imune “aprendeu” a se defender da proteína S, em caso de contato com o vírus, e enquanto a imunidade durar, o organismo será capaz de neutralizar rapidamente o SARS-CoV-2.

Indicações:

Vacina para uso em homens e mulheres a partir de 18 anos.

Foi solicitada à ANVISA liberação desta vacina para crianças e adolescentes de 3 a 17 anos O pedido encontra-se em análise pela agência até o momento dessa atualização.

Contraindicações:

  • Alergia a qualquer um dos componentes presentes na vacina.
  • História de anafilaxia após dose anterior

Precauções:

  • Gestantes: a segurança e a eficácia das vacinas não foram avaliadas em grávidas, mas estudos em animais não demonstraram haver risco de malformações ao feto. Qualquer evento adverso pós-vacinação com a gestante, o feto ou o bebê (até seis meses depois do nascimento) deve ser notificado. No PNO, gestantes e puérperas com comorbidades estão entre os grupos prioritários.
  • Pacientes que usam imunoglobulina humana devem ser vacinados com pelo menos um mês de intervalo.
  • Assim como ocorre com outras aplicações intramusculares, deve haver cautela na aplicação da vacina em pessoas com trombocitopenia, coagulopatias ou em vigência de terapia anticoagulante, uma vez que nesses indivíduos pode ocorrer sangramento e hematoma após a administração.
  • Pessoas que já tiveram Covid-19 devem ser vacinadas desde que estejam restabelecidas e tenham se passado pelo menos quatro semanas do início dos sintomas ou do resultado positivo no exame RT-PCR.
  • Imunossuprimidos: como toda vacina inativada, a CoronaVac é geralmente utilizada com segurança em pessoas imunossuprimidas, inclusive em tratamento de câncer. Ainda assim, a decisão de vacinar deve ser individualizada, compartilhada entre o paciente e o(a) médico(a) que o acompanha.

Esquemas de doses:

Duas doses, com intervalo de 14 a 28 dias, e uma dose de reforço de 4 a 6 meses após a segunda dose.

Pessoas imunocomprometidas devem receber esquema de três doses e um reforço 4 meses após a terceira dose.

Apesar de a bula recomendar que o esquema de vacinação seja feito com a mesma vacina (esquema homólogo), estudos que avaliaram a imunogenicidade e segurança de esquemas com vacinas diferentes (esquema heterólogo) — em especial de plataformas tecnológicas distintas — geram títulos de anticorpos mais altos sem alterar o perfil de segurança. As evidências apoiam as recomendações do Ministério da Saúde (leia mais aqui e aqui).

Via de aplicação:

Intramuscular, na região deltoide.

Apresentação:

Frasco-ampola de solução injetável contendo 10 doses de 0,5 mL cada (frasco multidose).

Armazenamento e conservação:

De 2°C a 8°C.

Preparação:

Suspensão injetável, opalescente. Nenhum aglomerado deve ser encontrado ao agitar. Esta vacina não deve ser utilizada caso haja alteração na coloração ou presença de partículas estranhas. Ao abrir o frasco, identificá-lo com data e hora, aplicar imediatamente após abertura e só utilizar a vacina até 8 horas após abertura do frasco. 

Confira o resumo das especificidades de todas as vacinas Covid-19 disponíveis no PNI

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Antes da vacinação é preciso questionar a mulher sobre a possibilidade de gravidez. A decisão de vacinar a grávida deve ser compartilhada entre o médico e a gestante.
  • Verificar histórico de Covid-19. Se houver, é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).
  • Diante da pandemia, qualquer vacinação deve ser postergada na presença de quadros respiratórios, febris ou não, independente da intensidade, até que se passem 10 a 14 dias do início dos sintomas.
  • Verificar histórico de Covid-19. Se houver, é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).
  • Compressas frias podem ser usadas para aliviar eventuais reações no local da aplicação.
  • Qualquer evento adverso após a vacinação (EAPV), independentemente da gravidade, deve ser notificado.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
  • Em maiores de 18 anos, a vacina Butantan/Sinovac, por ser inativada, pode ser aplicada simultaneamente ou com qualquer intervalo em relação a outras vacinas (leia mais aqui).

Efeitos e eventos adversos:

Os estudos demonstraram que a vacina tem um bom perfil de segurança. A frequência geral de ocorrências de eventos adversos solicitados (locais e sistêmicos) até sete dias após a segunda dose foi de 50,8% nos adultos de 18 a 59 anos e de 36,4% nos idosos – maiores de 60 anos.

A reação mais comum observada nos dois grupos foi dor no local da aplicação, que ocorreu em 40,1% dos adultos e 27,8% dos idosos. Outros eventos adversos muito comuns e comuns foram cefaleia, fadiga, febre, mialgia, calafrios, anorexia, diarreia, náusea, tosse, artralgia, prurido, rinorreia e congestão nasal, além de eventos locais como prurido, eritema e edema.

Não ocorreu nenhum evento adverso grave.

Onde pode ser encontrada:

  • Nos locais definidos pelas secretarias municipais de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS); equipes volantes em hospitais e instituições de longa permanência; drive-thru; entre outros, de acordo com cronograma local.

Observação: até o momento não há previsão da disponibilidade desta vacina no setor privado no Brasil

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O que previne:

A Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. 

Dados sobre eficácia em estudos de fase 3:

  • Geral:95%

Efetividade (vida real):

  • A vacinação diminuiu de forma significativa o número de casos graves e óbitos por Covid-19 nos países que conseguiram boa cobertura vacinal. A esmagadora maioria das hospitalizações e mortes pela doença passou a se concentrar entre pessoas não vacinadas.
  • Embora as vacinas não previnam totalmente a infecção, já há evidências de que contribuam para a queda a da transmissão. Quando desenvolvem a doença, indivíduos vacinados apresentam menor carga viral na nasofaringe, o que reduz o potencial de transmissão.

Do que é feita:

Dose da vacina de formulação para adultos diluída (0,3ml): contém 30 mcg de RNA mensageiro (mRNA) de cadeia simples com estrutura 5-cap altamente purificado, produzido usando transcrição in vitro sem células a partir dos modelos de DNA correspondentes, codificando a proteína S (spike) do coronavírus 2 vírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2).

Dose da formulação pediátrica diluída para crianças e adolescentes entre 5 e 11 anos de idade (0,2ml): contém 10mcg de mRNA de mesma produção e características em 0,2 ml.

Como funciona:

A vacina utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) sintético, que “ensina” o nosso organismo a fabricar a proteína S do SARS-CoV-2, responsável pela ligação do vírus com as nossas células. Por ser muito instável, o mRNA é recoberto por uma capa de lipídios (tipo de gordura) que o protege. A molécula não contém outra informação, não é capaz de realizar qualquer outra tarefa e não penetra no núcleo de nossas células. Dessa forma, não consegue causar a Covid-19 ou qualquer alteração em nosso genoma. Uma vez que a vacina é injetada e capturada pelas células apresentadoras de antígeno, a partir das “instruções” do mRNA são fabricadas as proteínas S do novo coronavírus que, então, são transportadas até a superfície da célula, onde os processos de defesa são desencadeados:

  • os chamados linfócitos T auxiliares detectam a proteína estranha e recrutam os linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos;
  • os linfócitos B entram em contato com a proteína S da superfície e produzem os anticorpos específicos contra ela, que neutralizarão o novo coronavírus (SARS-CoV-2);
  • outras células de defesa chamadas linfócitos T citotóxicos (ou assassinos) reconhecem e destroem diretamente qualquer estrutura que exiba a proteína S em sua superfície;
  • quando a célula que absorveu o mRNA morre, a proteína S e seus fragmentos liberados podem ser identificados pelo nosso sistema de defesa que também desencadeia todo o processo.

Indicação:

Crianças de 5 a 11 anos: com a formulação pediátrica, que tem um terço da concentração de antígenos e apresentação diferente da vacina para maiores de 12 anos (10mcg/0,2 ml).

Pessoas a partir de 12 anos: com a formulação adulta, de 30 mcg/0,3 ml.

Contraindicações:

  • Alergia a qualquer um dos componentes presentes na vacina.
  • Histórico de anafilaxia após dose anterior

Precauções para a vacinação:

  • Diante da pandemia, qualquer vacinação deve ser postergada na presença de quadros respiratórios, febris ou não, independente da intensidade, até que se passem 10 a 14 dias do início dos sintomas.
  • Verificar histórico de Covid-19. Se houver, é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).
  • Assim como ocorre com outras aplicações intramusculares, deve haver cautela na aplicação da vacina em pessoas com trombocitopenia, coagulopatias ou em vigência de terapia anticoagulante, uma vez que nesses indivíduos pode ocorrer sangramento e hematoma após a administração.
  • Apenas para crianças de 5 a 11 anos é recomendando um intervalo de 14 dias entre a administração da vacina Covid-19 e qualquer outra vacina. A partir de 12 anos, por ser inativada, pode ser aplicada simultaneamente ou com qualquer intervalo em relação a outras vacinas (leia mais aqui).

Esquemas de doses:

Crianças de 5 a 11 anos: O Ministério da Saúde optou pelo esquema de duas doses, com intervalo de 8 semanas.

Pessoas a partir de 12 anos: O Ministério da Saúde optou pelo esquema primário de duas doses, com intervalo de 8 semanas, e um reforço quatro meses após a segunda dose.

O intervalo previsto em bula é de 21 dias. Como os municípios têm autonomia para definir o intervalo que adotarão, busque as informações sobre o intervalo adotado pela cidade onde você reside.

 A dose de reforço deverá ser, preferencialmente, da plataforma de RNA mensageiro (Pfizer) ou, de maneira alternativa, vacina de vetor viral (Janssen ou AstraZeneca), independente do esquema vacinal primário. Saiba mais

Via de aplicação:

Intramuscular, na região deltoide.

Apresentação

De 5 a 11 anos: Frasco-ampola multidose. Após diluição, os frascos contêm dez doses de vacina, com 0,2 mL cada.

Maiores de 12 anos: Frasco-ampola multidose. Após diluição, os frascos contêm seis doses de vacina, com 0,3 mL cada.

Armazenamento e conservação:

Apresentação para crianças de 5 a 11 anos:

  • No máximo 10 semanas em temperatura de +2°C a +8°C;
  • Durante o período de validade (6 meses), antes da distribuição, deve ser conservada em freezer de temperatura ultrabaixa (-80°C à -60°C). 

Apresentação para maiores de 12 anos:

  • No máximo 30 dias em temperatura de +2°C a +8°C;
  • Até 14 dias (2 semanas) em temperatura de -25°C a 15°C.
  • Durante o período de validade (9 meses), antes da distribuição, deve ser conservada em freezer de temperatura ultrabaixa (-80°C a 60°C).

Preparação:

  • O frasco multidose é conservado congelado e deve ser descongelado antes da diluição. Os frascos congelados devem ser transferidos para um ambiente a temperatura entre 2 °C e 8 °C para descongelar.
  • Deixe o frasco descongelado atingir a temperatura ambiente e inverta-o suavemente 10 vezes antes da diluição. Não agite. Antes da diluição, a dispersão descongelada pode conter partículas amorfas e opacas de cor branca a esbranquiçada.
  • A vacina descongelada deve ser diluída no frasco original com 1,8 mL de solução injetável de cloreto de sódio 9 mg/mL (0,9%) para a apresentação adolescentes e adultos (> 12 anos) e 1,3 mL para a apresentação pediátrica (5 a 11 anos), utilizando uma agulha de calibre igual ou inferior a 21 gauge e técnicas assépticas.
  • Iguale a pressão do frasco antes de retirar a agulha do batoque de borracha do frasco, retirando 1,3 mL (apresentação pediátrica) ou 1,8 mL (apresentação para adultos) de ar para dentro da seringa de diluição vazia.
  • Inverta suavemente a dispersão diluída 10 vezes. Não agite. A vacina diluída deve apresentar-se como uma dispersão esbranquiçada, sem partículas visíveis. Descarte a vacina diluída se observar a presença de partículas ou descoloração.
  • Os frascos diluídos devem ser marcados com a data e hora apropriada. Após a diluição, conservar entre 2°C e 25°C e utilizar dentro de 6 horas a apresentação de adolescentes e adultos (12 anos ou mais) e 12 horas a apresentação pediátrica (5 a 11 anos), O tempo inclui o utilizado para o transporte.
  • Após a diluição, o frasco da vacina pediátrica (5 a 11 anos) contém 2,6 mL, com possibilidade de extração de 10 doses de 0,2 mL. O frasco da vacina de adolescentes e adultos (12 anos ou mais) contém 2,25 mL, com possibilidade de extração de 6 doses de 0,3 mL.

Diferenças entre as formulações adulta e pediátrica:

vacina-pfizer-formulacoes.png

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Antes da vacinação é preciso questionar a mulher sobre a possibilidade de gravidez. A decisão de vacinar a grávida deve ser compartilhada entre o médico e a gestante.
  • Verificar histórico de Covid-19. Se houver, é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).
  • Diante da pandemia, qualquer vacinação deve ser postergada na presença de quadros respiratórios, febris ou não, independente da intensidade, até que se passem 14 dias do fim dos sintomas.
  • Compressas frias podem ser usadas para aliviar eventuais reações no local da aplicação.
  • Qualquer evento adverso após a vacinação (EAPV), independentemente da gravidade, deve ser notificado.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
  • A partir dos 12 anos, a vacina Pfizer, por ser inativada, pode ser aplicada simultaneamente ou com qualquer intervalo em relação a outras vacinas (leia mais aqui). Por precaução, para crianças de 5 a 11 anos, indica-se um intervalo de 14 dias (leia mais aqui).

Efeitos e eventos adversos:

  • Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos vacinados): dor e inchaço no local de injeção, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, calafrios e febre.
  • Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos vacinados): vermelhidão no local de injeção e náusea.
  • Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos vacinados): aumento dos gânglios linfáticos (ou ínguas), sensação de mal-estar, dor nos membros, insônia e prurido no local de injeção.
  • Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos vacinados): paralisa facial aguda.
  • Desconhecida (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis): reação alérgica grave (anafilaxia), hipersensibilidade, diarreia, vômito e dor nas extremidades (braço).
  • Órgãos de vigilância de eventos adversos relacionados às vacinas Covid-19 verificaram um aumento nas notificações de miocardite e pericardite (inflamação do músculo cardíaco e da estrutura que envolve o coração) após a vacinação com vacinas de mRNA em adolescentes e adultos jovens. Os sistemas de monitoramento concluíram que existem poucos relatos desta condição até o momento, a maioria leve e tratável, e que esses casos parecem ocorrer predominantemente:
    • em adolescentes e adultos jovens;
    • em homens do que mulheres;
    • após a segunda dose;
    • dentro de 4 dias após a vacinação.

É importante ressaltar que o risco de miocardite/pericardite após a vacinação existe, mas é raro. A possibilidade de o quadro ser causado pela COVID-19 é muito maior. Por isso, agências regulatórias de vários países continuam a recomendar a vacinação para todos os indivíduos a partir de 12 anos de idade — muitas para crianças a partir de 5 anos de idade. 

Onde pode ser encontrada:

  • Nos locais definidos pelas secretarias municipais de saúde.

Observação: até o momento não há previsão da disponibilidade desta vacina no setor privado no Brasil.

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O que previne:

A Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. 

Dados sobre eficácia em estudos de fase 3:

  • Casos moderados e graves: 66% (América Latina); (72%) Estados Unidos; 57% (África do Sul).
  • Casos graves: 85%

Efetividade (resultados na vida real):

  • As vacinas Covid-19 têm reduzido de forma drástica o número de mortes e hospitalizações no Brasil. Embora não previnam totalmente a infecção, já há evidências de que as vacinas reduzem a transmissão, uma vez que pessoas vacinadas que desenvolvem a doença apresentam menor quantidade de vírus na nasofaringe.
  • Embora as vacinas não previnam totalmente a infecção, já há evidências de que contribuam para a queda a da transmissão. Quando desenvolvem a doença, indivíduos vacinados apresentam menor carga viral na nasofaringe, o que reduz o potencial de transmissão.

Do que é feita:

Cada dose (0,5 ml) contém: adenovírus tipo 26 que codifica a glicoproteína S (spike*) do SARS-CoV-2 (Ad26.COV2-S), não inferior a 8,92 log10 unidades infecciosas (U.Inf.).

* Produzida numa linha celular PER.C6 TetR e por tecnologia de DNA recombinante. Esta vacina contém organismos geneticamente modificados (OGMs).

Como funciona?

Em laboratório, o gene que codifica a produção de proteína S, responsável pela ligação do SARS-CoV-2 com as nossas células, é inserido dentro de um adenovírus que circula entre chimpanzés. Esse adenovírus, que funciona como um vetor, é modificado para que seja incapaz de se replicar no nosso organismo, ou seja, ele não causa qualquer doença ou faz alterações no genoma.

Esse vírus “carreador” do código genético que instrui a formação da proteína S é, portanto, apenas um vetor da informação genética para que as células humanas passem a fabricar a proteína S.

Após a vacinação e a entrada do vetor vacinal na célula humana, esse gene que codifica a proteína S é transformado em uma molécula chamada RNA mensageiro (mRNA), que contém instruções para a produção de proteínas S, o que ocorre fora do núcleo das nossas células (onde está o nosso genoma). As proteínas produzidas se fixam na superfície celular, e o sistema imunológico começa a atuar em diferentes “frentes”:

  • os chamados linfócitos T auxiliares detectam o agente estranho e recrutam os linfócitos B, que produzirão anticorpos específicos contra a proteína S;
  • os linfócitos B entram em contato diretamente com a proteína S da superfície das células “vacinadas” e produzem os anticorpos;
  • outro tipo de linfócitos T, chamados citotóxicos (ou assassinos), também são recrutados e destroem diretamente qualquer estrutura que exiba a proteína S.
  • as células “vacinadas”, ao morrerem, liberam fragmentos da proteína S que também são identificados pelo nosso sistema imune, desencadeando toda a resposta vacinal.

Enquanto a imunidade durar e a pessoa vacinada tenha contato com o vírus, o organismo será capaz de “lembrar” como fazer para neutralizar rapidamente o SARS-CoV-2.

Importante: em nenhum momento do processo o adenovírus e o material genético do SARS-CoV-2 entram no núcleo da célula humana, onde está localizado o genoma.

Indicação:

Pessoas a partir de 18 anos.

Contraindicação:

  • Gestantes.
  • Alergia a qualquer um dos componentes presentes na vacina.
  • História de anafilaxia após dose anterior da vacina.

Precauções para a vacinação:

  • Diante da pandemia, qualquer vacinação deve ser postergada na presença de quadros respiratórios, febris ou não, independente da intensidade, até que se passem 10 a 14 dias do início dos sintomas.
  • Verificar histórico de Covid-19. Se houver, é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).

Esquema de doses:

Duas doses com intervalo de 2 a 6 meses.

Via de aplicação:

Intramuscular, no músculo deltoide.

Apresentação:

Frasco para injetáveis multidose que contém 5 doses de 0,5 ml.

Armazenamento e conservação:

Deve ser conservada entre -25ºC e -15ºC por até 24 meses a partir da data de fabricação. Estudos demonstraram que é possível armazenamento por até três meses em temperaturas de 2ºC a 8ºC. Após aberta, a vacina pode ser usada em até seis horas, desde que refrigerada entre 2ºC e 8ºC. Não deve ser congelada ou exposta à luz.

Preparação:

A suspensão é incolor a ligeiramente amarela, límpida a muito opalescente.  Suspensão injetável. Nenhum aglomerado deve ser encontrado ao agitar. Esta vacina não deve ser utilizada caso haja alteração na coloração ou presença de partículas estranhas. Aplicar imediatamente após abertura.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Diante da pandemia, qualquer vacinação deve ser postergada na presença de quadros respiratórios, febris ou não, independente da intensidade, até que se passem 14 dias do fim dos sintomas.
  • Verificar histórico de Covid-19. Se houver, é necessário aguardar o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas (ou do primeiro resultado positivo no exame de RT-PCR).
  • Compressas frias são indicadas para aliviar a reação no local da aplicação.
  • Se necessário, analgésicos e/ou antipiréticos (por exemplo, produtos contendo paracetamol) podem ser usados para minimizar o desconforto.
  • Qualquer evento adverso pós-vacinação (EAPV), independentemente da gravidade, deve ser notificado.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
  • Por ser inativada, a vacina da Janssen pode ser aplicada simultaneamente ou com qualquer intervalo em relação a outras vacinas (leia mais aqui).

Efeitos e eventos adversos:

  • O perfil de segurança da vacina foi considerado aceitável, com base nos dados de curto prazo disponíveis. As reações observadas foram locais e sistêmicas, leves e moderadas, transitórias, autolimitadas e bem toleradas. Houve relatos de febre baixa em 9% dos vacinados e de febre alta em 0,2%. A reatogenicidade foi menor em adultos a partir de 65 anos.
  • Raros casos de eventos adversos com formação de trombo e plaquetopenia foram reportados. Uma possível explicação deste fenômeno seria uma resposta imunológica semelhante ao quadro conhecido como HIT (trombocitopenia induzida pela heparina). O perfil de risco-benefício da vacina ainda é favorável, mas diversos países da Europa passaram a não recomendar esta vacina para mulheres abaixo de 55 ou 60 anos, dependendo do país.  A situação continuará a ser monitorada. O Brasil contraindica o uso em gestantes.

Onde pode ser encontrada:

  • Oferecida nos locais definidos pelas secretarias municipais de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS); equipes volantes em hospitais e instituições de longa permanência; drive-thru; entre outros.

Observação: até o momento não há previsão da disponibilidade desta vacina no setor privado no Brasil.

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Desenvolvido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) em cooperação com o comitê de especialistas da Câmara Técnica Assessora, o Plano Nacional de Operacionalização da Campanha de Vacinação contra a Covid-19 (PNO) contém as diretrizes para a condução da campanha no país.

O documento foi elaborado de acordo com a viabilidade operacional das ações e sob princípios similares aos estabelecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O conteúdo é atualizado por meio de informes técnicos sempre que necessário.   

Objetivos

  • Estabelecer as ações e estratégias para a operacionalização da vacinação contra a Covid-19 no Brasil;
  • Definir a população-alvo e os grupos prioritários;
  • Otimizar os recursos existentes por meio de planejamento e programação oportunos para operacionalização da vacinação nas três esferas de gestão;
  • Instrumentalizar estados e municípios para vacinação contra a Covid-19.

Grupos prioritários

Diante da falta de vacinas pata atender a demanda mundial, os focos iniciais da vacinação no Brasil foram:

  • A redução da morbimortalidade causada pelo novo coronavírus com a imunização prioritária de indivíduos com maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos por Covid-19, bem como aqueles em situação de maior vulnerabilidade.
  • A manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e de outros serviços essenciais.

Na medida em que a vacinação no país avança e novas vacinas são incorporadas, mais grupos populacionais são contemplados.

Observações

  • O plano apresenta diretrizes gerais da campanha. Especificidades e alterações em função da disponibilidade de vacinas são divulgadas por Informes Técnicos do PNI;
  • A organização dos calendários para a vacinação dos públicos-alvo de cada fase é responsabilidade das prefeituras. Para saber quando e onde se vacinar, consulte as informações do seu município.

A íntegra do Plano e outros informes técnicos podem ser acessados em https://sbim.org.br/informes-e-notas-tecnicas/outras-entidades.

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Considerando-se a complexidade da vacinação, é de suma importância que os serviços de imunização trabalhem com base em conhecimentos e condutas que garantam a qualidade e a segurança de todo o processo.  Essas ações, chamadas de Boas Práticas, são divididas em algumas etapas. Clique sobre os tópicos abaixo para acessá-las e para conhecer os principais erros na vacinação contra a Covid-19 e como evitá-los.

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Armazenamento, conservação e manuseio de vacinas Covid-19

  • É responsabilidade da equipe de enfermagem da sala de vacinação, fabricantes e distribuidores garantir a qualidade do imunobiológico e manter a cadeia de frio.
  • O armazenamento e o manuseio incorretos podem reduzir a eficácia da vacina, resultando em respostas imunológicas inadequadas e proteção insuficiente contra a doença.
  • O controle rigoroso da temperatura deve ser mantido durante todo percurso: da saída do fabricante até o momento da aplicação. As vacinas não deverão ser usadas se forem expostas a temperaturas fora do recomendado — nesses casos, a Coordenação Estadual de Imunização e/ou o fabricante devem ser imediatamente notificados. Se houver suspeita de quebra da cadeia de frio, as vacinas devem permanecer sob a temperatura preconizada até que tenhamos dados quanto à possibilidade de se utilizá-las ou descartá-las.
  • As vacinas precisam estar acondicionadas em equipamentos que garantam a manutenção da temperatura adequada durante toda atividade de vacinação. Se a vacinação ocorrer fora da sala de vacinação, como em residências e drive thrus podem ser utilizadas caixas térmicas exclusivas para as vacinas. As temperaturas devem ser monitoradas rigorosamente, com termômetros próprios, e registradas no mapa de temperatura. Nunca armazene e transporte vacinas sem termômetro.
  • A quebra na cadeia de frio pode exigir a aplicação de doses extras, o que aumenta os custos para os serviços de saúde e compromete a confiança da população nas vacinas.
  • Mais importante: os indivíduos que recebem vacina com eficácia reduzida e recusam a revacinação por falta de confiança permanecem suscetíveis à COVID-19. As práticas adequadas de armazenamento e manuseio são essenciais para a proteção de indivíduos e comunidades.
  • Toda a equipe (profissionais de saúde, motoristas e equipe de apoio) que realizará o monitoramento, o transporte e o manuseio das vacinas deverá ser treinada e orientada sobre todos os cuidados para mantê-las em condições adequadas de conservação.
  • As caixas térmicas nunca devem ser expostas ao sol.

As condições de temperatura necessárias para a conservação das vacinas podem variar de acordo com o produto. Clique para saber mais.

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A pandemia de COVID-19 ressalta a importância da implementação de práticas de prevenção de infecções, incluindo distanciamento físico, higiene respiratória e das mãos, descontaminação de superfície e controle de fonte (no caso de unidades de saúde).

Os profissionais devem ter acesso aos Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) antes de administrar as vacinas. O uso correto aumenta a segurança de todos no ambiente, inclusive das pessoas que serão vacinadas;

EPIs obrigatórios durante a rotina de vacinação

  • Máscara cirúrgica: obrigatória para os profissionais de saúde durante todo o período de vacinação. A troca deve ser feita sempre que estiver suja ou úmida.

EPI recomendados pelo Ministério da saúde para a vacinação contra a COVID-19

  • Proteção ocular: Proteção facial (faceshield) ou óculos de proteção;
  • Avental descartável para uso diário ou avental de tecido higienizado diariamente.
  • Pacientes e outras pessoas que acessarem o local de vacinação devem usar máscaras descartáveis ou de tecido durante todo o período de permanência.

EPI com possibilidade de uso eventual (somente para situações específicas)

Luvas: Não estão indicadas na rotina. Recomenda-se para vacinadores com lesões abertas nas mãos ou nas raras situações em que pode haver contato com fluidos corporais do paciente. Os profissionais devem retirar as luvas, higienizar as mãos e colocar um novo par a cada atendimento.

As luvas não evitam ferimentos com agulhas. Qualquer ferimento por picada de agulha deve ser relatado imediatamente ao supervisor do local, com os devidos cuidados e acompanhamento de acordo com as diretrizes estaduais e locais. 

Acolhimento

O acolhimento é um momento importante para que a pessoa a ser vacinada se sinta segura, por isso deve envolver gentileza. Olhar nos olhos, chamar pelo nome e responder as dúvidas com clareza são atitudes essenciais para o processo de adesão à vacinação. O profissional deve oferecer o máximo de informações possível sobre o benefício das vacinas e o risco das doenças imunopreveníveis. Além disso, manter o ambiente físico limpo, higienizado, organizado e confortável é essencial. para o bem-estar e a satisfação do indivíduo.

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O profissional deve analisar o histórico de saúde do paciente e possíveis contraindicações/precauções, bem como confirmar o seu nome para evitar a aplicação em pessoa errada. O procedimento deve ser feito mesmo em pessoas que já receberam a primeira dose, uma vez que as condições podem ter mudado.

Avaliar a condição atual de saúde e questionar se o(a) paciente:

  • Teve febre nas últimas 24 horas;
  • Apenas para crianças de 5 a 11 anos: se alguma outra vacina foi administrada há menos de 15 dias;
  • Teve Covid-19. Se sim, há mais de 30 dias?
  • Usa medicamentos de rotina. Se sim, quais?
  • Tem histórico de evento adverso pós-vacinação com qualquer vacina
  • Está grávida ou amamentando.
    • Já recebeu dose anterior de vacina COVID-19. Se sim: verificar o laboratório e se o intervalo mínimo entre as doses está sendo respeitado ou se está sendo respeitado o intervalo para as doses de reforço.
    • Verificar se houve EAPV, independente da gravidade.

A triagem deve ser feita com o auxílio de uma ferramenta de triagem abrangente e padronizada. Confira um exemplo.

Intercambialidade

Os esquemas de vacinação devem ser completados com a mesma vacina. No caso de pessoas vacinadas de maneira inadvertida com duas vacinas diferentes, a orientação do Ministério da Saúde (MS) é informar no “e-SUS Notifica” como erro de imunização e acompanhar possíveis eventos adversos e episódios de falha vacinal. Isso é importante porque ainda não há dados bem estabelecidos sobre a segurança e/ou eficácia em situação de intercambialidade.

O MS também determina que “estes indivíduos não poderão ser considerados devidamente imunizados”, mas que, no momento atual, “não é recomendada a administração de doses adicionais de vacinas Covid-19.”

O MS poderá atualizar essa e outras recomendações por meio de “Informes Técnicos” que têm sido divulgados periodicamente. Fique atento.

Coadministração com outras vacinas

Nenhuma das vacinas contra a COVID-19 aprovadas atualmente é de vírus vivo atenuado. É improvável, portanto, que a administração simultânea com as demais vacinas do calendário vacinal incorra em redução da resposta imune ou risco aumentado de eventos adversos.

Sempre é importante ressaltar que a administração de múltiplas vacinas em apenas uma visita amplia as chances de se ter um cartão de vacinação atualizado e aumentar as coberturas vacinais.

Link para repositório

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Após realizar a triagem, o profissional deve tomar todos os cuidados no preparo e administração para garantir que seja administrada a vacina correta e de forma adequada.

Ao selecionar a vacina a ser administrada, o profissional deve checar, em ao menos três momento distintos, o nome, a composição, a estabilidade e o prazo de validade. A vacina deve ser preparada de acordo com a sua administração. Clique para saber mais.

Algumas vacinas Covid-19 disponíveis no Brasil têm apresentação multidose, portanto essencial atenção para os pontos a seguir:

Vacinas Multidoses

  • Quando o frasco ainda estiver fechado, deverá ser identificado com data e hora da abertura. Se já estiver aberto, verificar a data e hora de abertura e só aspirar a dose desejada se o prazo não estiver vencido. Clique para saber mais.
  • Aspirar o volume da dose de acordo com a vacina e a faixa etária, cuidando para que o êmbolo seja posicionado corretamente na marcação da seringa. No momento da aspiração, o ar deve ser desprezado da seringa ainda com a agulha dentro do frasco. A agulha só deve ser desconectada após a certificação de que não há bolhas de ar na seringa e que a dose aspirada está correta.
  • As vacinas multidoses devem ser preparadas a cada paciente, não podendo ser preparadas previamente (seringas previamente preenchidas).
  • Uma agulha e uma seringa devem ser utilizadas para aspirar cada dose. Não é permitido manter a agulha conectada no frasco para a aspiração das próximas doses.
  • Após aspiração de uma dose, o frasco com as doses restantes deve ser devolvido imediatamente para o equipamento que mantém a temperatura adequada.
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Cuidados a serem observados pelo vacinador:

  • Paciente certo: confirmar o nome do paciente para evitar a aplicação em pessoa errada;
  • Vacina certa: conferir, ao menos em três momentos distintos do processo de vacinação, qual vacina deve ser preparada para administração;
  • Momento certo: analisar cuidadosamente os históricos de saúde e vacinal — caso o paciente esteja com a carteira de vacinação — para ter certeza de que é o momento correto para administrar a vacina.
  • Dose certa: administrar a dose correta. O cuidado deve ser redobrado quando a apresentação da vacina for multidose.

Preparo e administração certos: preparar a vacina de acordo com sua apresentação. Utilizar a agulha e a seringa corretas e escolher a melhor área para a aplicação da vacina. A via obrigatória de administração das vacinas COVID-19 é a instramuscular, de preferência no deltoide, mas podem ser administradas também no vasto lateral da coxa e ventroglúteo. O importante é utilizar agulhas mais longas para garantir que a vacina seja administrada no músculo. Recomenda-se a técnica em Z, sem fazer a prega. O bisel da agulha deve seguir o sentindo das fibras musculares e não é recomendada a aspiração antes da administração da vacina. Ao final da administração, deve ser realizada uma compressão.

Redução da dor

Dentro de uma abordagem mais humanizada e buscando reduzir a dor durante a vacinação em pessoas maiores de 18 anos são indicadas várias estratégias, como bolsa de gelo, técnica em Z e até uma boa conversa (distração).

A utilização de uma técnica correta reduz a chance de dor pós-vacinação. Compressas frias também podem ajudar a minimizar o desconforto local.

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Os resíduos gerados na sala de vacinação são classificados como resíduos infectantes, perfurocortantes e comuns. Cada resíduo deve ser descartado de acordo com a sua classificação:

  • Os infectantes são os EPIs e os algodões que tenham material biológico, como sangue;
  • Os perfurocortantes são as agulhas, seringas e frascos de vacinas, que devem ser descartados em coletores próprios;
  • Os resíduos comuns são as embalagens e bulas das vacinas, como as caixinhas.

A sala de vacina deve ter um Plano de Gerenciamento de Resíduo de Serviço de Saúde (PGRSS) descrevendo quais são os tipos de resíduos produzidos na sala, como são embalados, transportados, descartados e qual a destinação final. Toda sala de vacina deve ter contrato com uma empresa especializada para retirar, tratar e dar destinação final aos resíduos.

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Sempre deve ser entregue um comprovante de vacinação que inclua o registro da vacina realizada com:

  • o nome da vacina;
  • o fabricante;
  • o lote;
  • a data da administração;
  • a data da próxima dose, quando aplicável;
  • a identificação do vacinador.
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A pessoa vacinada pode apresentar eventos adversos, esperados diante do processo de construção de imunidade. Essas ocorrências podem afetar a capacidade de realizar as atividades diárias, mas costumam desaparecer em poucos dias. Os mais comuns são:

  • Locais: dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção.
  • Sistêmicos: fadiga, febre, calafrios, mialgia, diarreia, náusea e dor de cabeça.

O profissional de saúde sempre deve informar o paciente sobre a possibilidade desses eventos e as práticas para amenizar os sintomas:

  • Redução da dor e desconforto no local da injeção:
    • Aplicar uma toalha limpa, fresca e úmida sobre a área onde foi administrada a vacina.
  • Redução do desconforto da febre:
    • Ingerir líquidos.
    • Vestir-se com roupas leves
    • Utilizar o antitérmico de costume, com orientação médica.
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A ocorrência significativa de notificações de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) é esperada durante a introdução de novas vacinas — em especial no contexto da atual pandemia, em que a produção de vacinas foi acelerada, algumas se valendo de novas tecnologias, e um número massivo de pessoas vem sendo vacinado.

Para o manejo apropriado dos EAPV de uma nova vacina, o sistema de vigilância é essencial. É ele que permitirá analisar a segurança do produto e responder prontamente às preocupações da população relacionadas às vacinas.

Considerando a necessidade de se estabelecer o perfil de segurança das vacinas COVID-19, orienta-se que TODOS os eventos (não graves e graves), erros de imunização, problemas com a rede de frio e queixas técnicas sejam notificados.

O formulário do e-SUS Notifica deverá ser preenchido com o maior número de informações possíveis. Principalmente a identificação do tipo de vacina suspeita de provocar o EAPV, como número de lote e fabricante.

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Segundo o Manual de Vigilância de Eventos Adversos Pós-Imunização, um erro de imunização é qualquer evento evitável que pode levar ao uso inapropriado de vacinas ou acarretar dano ao paciente.

Para evitar erros durante a vacinação, o profissional de saúde deve:

  • Ter conhecimentos sobre as especificidades de cada vacina e dos calendários vacinais;
  • Realizar todos os procedimentos que assegurem a cadeia de frio durante todo o processo de vacinação, até o momento da aplicação;
  • Conferir o nome da pessoa que será vacinada e a vacina que deve ser administrada;
  • Ter habilidade para avaliar o local utilizado para vacinação de acordo com a idade e via de administração;
  • Dispor de insumos adequados para a vacinação, considerando o local de aplicação, via de administração e especificidade da vacina;
  • Checar pelo menos 3 vezes a vacina a ser administrada;
  • Lavar as mãos antes de iniciar o preparo da vacina e assegurar que todas as técnicas assépticas serão utilizadas no preparo;
  • Preparar a vacina conforme orientação técnica, dando atenção especial ao volume da dose a ser administrada;
  • Verificar a via correta de administração e o local de injeção, escolhendo a agulha adequada para tal;
  • Se houver vários pacientes, vacinar um de cada vez, identificando cada paciente individualmente antes da vacinação;
  • Descartar os frascos de vacina, seringas e agulhas em coletores de perfurocortante. Estes devem ser utilizados até o limite demarcado no coletor (3/4 da capacidade máxima). EPIs e algodão com sangue são considerados resíduos infectantes, portanto devem ser descartados em saco branco leitoso devidamente identificado. Já as caixas, embalagens de plástico e bulas das vacinas são consideradas resíduos comuns e devem ser descartadas em saco de lixo preto.

Durante a Campanha de Vacinação contra a Covid-19, houve muitos erros em imunização. Os mais comuns foram:

  • Agulha não conectada corretamente à seringa, o que levou a grande extravasamento da vacina;
  • Administração de dose errada (inferior ou superior a recomendada pelo laboratório fabricante);
  • Conservação da vacina em temperatura fora da especificada pelo laboratório fabricante;
  • Administração da vacina pela via subcutânea;
  • Administração da vacina em pessoas com idades inferiores às preconizadas pelo laboratório fabricante;
  • Administração da segunda dose com intervalo menor ao mínimo recomendado pelo laboratório fabricante;
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Para ajudar você saber mais sobre indicação, eficácia, segurança e outros temas relacionados com as vacinas Covid-19, a SBIm elaborou as respostas para as perguntas mais frequentes. Acesse e fique atualizado(a) com #InformaçãoDeVerdade!

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O vírus SARS-CoV-2 e a Covid-19

Os coronavírus fazem parte de uma velha conhecida família de vírus, responsáveis por infecções respiratórias em seres humanos (resfriados) e em animais. O SARS-CoV-2, também conhecido como novo coronavírus, é uma cepa identificada em 2019 que, infelizmente, tem algumas características genéticas que o tornam mais transmissível e capaz de causar quadros clínicos mais graves.

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Os sinais clínicos mais comuns são semelhantes aos de um resfriado: tosse, febre, coriza e dor de garganta. Também é possível haver perda de olfato e de paladar (ageusia), conjuntivite, náuseas, dor de estômago, diarreia, dor de cabeça e lesões de pele e alteração do nível de consciência. Alguns casos evoluem para pneumonia, insuficiência respiratória e morte.

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Pessoas que:

  • Tiveram contato próximo, prolongado e desprotegido — isto é, a menos de 2 metros de distância, por 15 minutos ou mais, sem uso de máscaras adequadas — com um paciente com infecção confirmada por SARS-CoV-2, independentemente da presença de sintomas.
  • Permanecem com frequência em ambientes onde há aglomeração
  • Moram ou estiveram recentemente em áreas com alta transmissão também estão em maior risco de infecção.
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Atualmente, o tratamento é baseado nos sintomas individuais de cada paciente. Medicamentos específicos contra a Covid-19 estão em estudo, alguns com resultados muito promissores em pacientes internados de alto risco para formas graves da doença.

Ainda não há medicação eficaz na prevenção do vírus. Hidroxicloroquina, cloroquina, nitazoxanida, azitromicina, ivermectina, corticosteroide sistêmico e ozonioterapia são comprovadamente ineficazes tanto para a prevenção quanto para o tratamento precoce.

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A principal forma de transmissão é via contato direto com secreções contaminadas, por meio de pequenas gotículas (aerossóis) expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Também existe a possibilidade de ser infectado após tocar em um objeto ou superfície onde essas gotículas tenham se depositado e levar as mãos aos olhos, nariz ou boca. Por isso, o uso de máscara, a higienização das mãos com água e sabão ou álcool 70% e as medidas de distanciamento são fundamentais.

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O vírus SARS-CoV-2 inteiro já foi isolado em amostras do trato respiratório superior e do fluido de lavagem broncoalveolar, bem como em cultura de células das fezes de alguns pacientes. O RNA, material genético, foi detectado em amostras do trato respiratório superior e inferior e em amostras de sangue e fezes. 

Não há certeza se fluidos corporais não respiratórios de uma pessoa infectada, como sangue, vômito, fezes urina, leite materno ou sêmen, podem conter SARS-CoV-2 infeccioso viável (capaz de causar covid-19). Da mesma forma, não se sabe por quanto tempo é possível detectar o RNA, mas o período pode levar algumas semanas, sem que o paciente necessariamente seja capaz de transmitir a doença.

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Sim. A transmissão do SARS-CoV-2 se estende do período de incubação do vírus (dois a 14 dias antes do início dos sintomas) até, em média, sete dias após o surgimento do quadro clínico. Além disso, pessoas que não têm sintomas ou apresentam quadros leves — a maioria — são capazes de disseminar a doença sem saber. Por isso, é importante adotar medidas gerais, como lavar as mãos com frequência, usar máscaras, distanciamento e não compartilhar objetos de uso pessoal.

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Com base nas evidências atuais, acredita-se que pessoas com quadros leves e moderados de COVID-19 podem transmitir o vírus por até 10 dias após o início dos sintomas. Um pequeno número de indivíduos com covid-19 grave, incluindo imunocomprometidos, pode transmitir por até 20 dias. A transmissão se inicia ainda durante o período de incubação, geralmente 48 horas antes dos primeiros sintomas.

Em alguns casos, o RNA (material genético) do SARS-CoV-2 é detectado por exames laboratoriais semanas após o início da doença. O achado, no entanto, não significa necessariamente que exista vírus viável (capaz de causar covid-19).

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Apesar de não ser uma situação comum, a pessoa pode ser infectada mais de uma vez (e voltar a transmitir), especialmente diante do surgimento de novas variantes do vírus. Por esse motivo, é essencial se vacinar e, mesmo que já vacinado, não abandonar as medidas de distanciamento e higienização das mãos.

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O sequenciamento genético do vírus SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, demonstrou que ele tem mais de 92% de similaridade com um tipo de coronavírus que circula em morcegos. As diferenças genéticas entre ambos se distribuem de forma aleatória, o que indica um processo de evolução natural, provavelmente com um hospedeiro intermediário entre os morcegos e os humanos.

Se essas modificações genômicas fossem artificiais não teriam características aleatórias e seriam facilmente detectáveis. Fora isso, do ponto de vista econômico, não faz sentido um laboratório criar um vírus sem ter a solução e dividir os lucros com todos os concorrentes.

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Como explicado na resposta anterior, o sequenciamento genético demonstrou que o vírus SARS-Cov2, que causa a Covid-19, é fruto de um processo de evolução natural de um tipo de coronavírus que circula em morcegos. Não foi criado artificialmente.

A origem do vírus, porém, ainda não é clara. Apesar de os primeiros casos de Covid-19 terem sido relatados no fim de dezembro de 2019, na província de Wuhan, na China, indícios do vírus foram encontrados em amostras de esgoto congeladas por pesquisadores em datas anteriores. Uma delas no Brasil, no Espírito Santo, em novembro de 2019.

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Vacinas Covid-19: desenvolvimento, aprovação, licenciamento e tecnologias

É a aprovação por órgão regulatórios — no caso do Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — para que um produto possa ser usado excepcionalmente em uma emergência, para diagnosticar, tratar ou prevenir doenças graves ou fatais, quando não houver alternativas adequadas disponíveis e já licenciadas.

Essa aprovação não permite a comercialização do produto, que deve ser usado com indicações específicas até receber a licença definitiva.

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As vacinas chanceladas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) até dezembro de 2021 são as seguintes:

  • Pfizer/BioNTech
  • Oxford/AstraZeneca
  • Janssen
  • Moderna
  • Sinopharm
  • Sinovac (Coronavac)
  • Covaxin
  • Covovax
  • Novavax

O processo de análise, com diversas vacinas candidatas à aprovação, é muito dinâmico, portanto, a lista é atualizada periodicamente. Para consultar a informação mais recente divulgada pela OMS, acesse https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/covid-19-vaccines (em inglês).

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Sim. Apesar da agilidade no desenvolvimento, todas as vacinas licenciadas passaram obrigatoriamente por rígidos testes, desde a fase laboratorial até os estudos de fases 1, 2 e 3, que confirmam a segurança e eficácia em humanos. Os dados foram avaliados por especialistas independentes e entidades regulatórias e continuarão a ser monitorados na medida em que as vacinas forem aplicadas.

A possibilidade de desenvolver vacinas em curto espaço de tempo diante de uma emergência não devia ser motivo de desconfiança, mas de comemoração. Isso só é viável graças aos avanços de tecnologias que permitiram sequenciar em apenas uma semana o genoma do vírus e posteriormente aplicar esse saber no desenvolvimento de vacinas de diferentes plataformas.

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Várias são as tecnologias aplicadas nas vacinas que estão em desenvolvimento e/ou já em uso ao redor do mundo. Todas se dirigem contra a proteína S (de spike: espícula, em português), que é responsável pela adesão do SARS-CoV-2 às nossas células, com consequente invasão e infecção.

De acordo com as plataformas tecnológicas utilizadas, podemos dividi-las em categorias:

  • Vacinas de vírus inteiros, atenuados ou inativados. Exemplo: Butantan/Sinovac (Coronavac) e Covaxin;
  • Vacinas genéticas, de RNA mensageiro (mRNA) ou DNA. Exemplos: Pfizer/BioNTech e Moderna;
  • Vacinas baseadas em vetores replicantes ou não replicantes. Exemplos: Fiocruz/Oxford/AstraZeneca, Janssen/Johnson & Johnson e Sputnik V;
  • Vacinas de subunidades baseadas em proteína do vírus. Exemplo: Novavax e Covovax;
  • De partículas semelhantes ao vírus (VLP).

Dessas, já se encontram em uso as vacinas de mRNA, as de vetores não replicantes, as de vírus inteiros inativados e as de subunidades. No Brasil, estão aprovadas para uso emergencial ou já registradas as vacinas Fiocruz/Oxford/AstraZeneca, Butatan/Sinovac (Coronavac), Pfizer/BioNTech e Janssen.

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As vacinas são feitas a partir do vírus SARS-CoV-2 inativado, ou seja, morto. A inativação é feita com o auxílio de substâncias químicas que destroem o material genético do vírus e, consequentemente, impedem a sua replicação, o que o torna incapaz de causar a doença. Esse processo, no entanto, mantém íntegra a cápsula do vírus, onde está a proteína S, responsável pela ligação e penetração em nossas células.

Uma vez no organismo, o vírus vacinal é percebido como um agente estranho e desencadeia a resposta do sistema imunológico. As primeiras células envolvidas nessa resposta (células apresentadoras de antígeno) “absorvem” o vírus, o destroem em seu interior e levam a proteína S para sua superfície.

Nesse momento, os chamados linfócitos T auxiliares entram em ação. Eles detectam a proteína, encaixam-se a ela e recrutam os linfócitos B, que produzirão os anticorpos específicos contra a proteína S. Os linfócitos B também são ativados pelo próprio vírus vacinal.

Enquanto a imunidade durar, caso a pessoa vacinada tenha contato com o vírus SARS-CoV-2, o organismo será capaz de “lembrar” como neutralizá-lo rapidamente.

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Para desenvolver este tipo de vacina, os pesquisadores inserem apenas o gene que codifica a produção de proteína S, responsável pela ligação do novo coronavírus com as nossas células, dentro de outro vírus, modificado para que seja incapaz de se replicar dentro do nosso organismo e causar doença ou qualquer alteração no genoma de nossas células. Esse vírus “carreador” do código genético que instrui a formação da proteína S é, portanto, apenas um vetor da informação genética para que as células humanas passem a fabricar a proteína S.

Após a vacinação e a entrada do vetor vacinal na célula humana, esse gene que codifica a proteína S é transformado em uma molécula chamada RNA mensageiro (mRNA), que contém instruções para a produção de proteínas S, o que ocorre fora do núcleo das nossas células, onde está o nosso genoma. Essas proteínas produzidas se fixam na superfície celular.

A partir desse momento, o sistema imunológico começa a atuar em diferentes “frentes”:

  • os chamados linfócitos T auxiliares detectam o agente estranho e recrutam os linfócitos B, que produzirão anticorpos específicos contra a proteína S;
  • os linfócitos B entram em contato diretamente com a proteína S da superfície das células “vacinadas” e produzem os anticorpos;
  • outro tipo de linfócitos T, chamados citotóxicos (ou assassinos), também são recrutados e destroem diretamente qualquer estrutura que exiba a proteína S.
  • as células “vacinadas”, ao morrerem, liberam fragmentos da proteína S que também são identificados pelo nosso sistema imune, desencadeando toda a resposta vacinal.

Enquanto a imunidade durar, caso a pessoa vacinada tenha contato com o vírus SARS-CoV-2, o organismo será capaz de “lembrar” como neutralizá-lo rapidamente.

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Vacinas usando a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) e sendo aplicadas em larga escala pode ser uma novidade, mas a tecnologia já vem sendo estudada há bastante tempo.

Em laboratório, os cientistas desenvolvem o mRNA sintético, que ensinará ao organismo a fabricar a proteína S do SARS-CoV-2, responsável pela ligação do vírus com as nossas células. Por ser muito instável, o mRNA é recoberto por uma capa de lipídios (tipo de gordura) que o protegerá. É essencial deixar claro que a molécula não contém outra informação, não é capaz de realizar qualquer outra tarefa e não penetra no núcleo de nossas células. Ou seja, não consegue causar a Covid-19 ou qualquer alteração no genoma humano.

Uma vez que a vacina é injetada e capturada pelas células apresentadoras de antígeno, são fabricadas a partir das “instruções” do mRNA as proteínas S do novo coronavírus. Elas, então, são transportadas até a superfície da célula, onde os processos de defesa são desencadeados:

  • os chamados linfócitos T auxiliares detectam a proteína estranha e recrutam os linfócitos B, responsáveis pela produção de anticorpos;
  • os linfócitos B entram em contato com a proteína S da superfície e produzem os anticorpos específicos contra ela, que neutralizarão o novo coronavírus;
  • outras células de defesa chamadas linfócitos T citotóxicos (ou assassinos) reconhecem e destroem diretamente qualquer estrutura que exiba a proteína S em sua superfície.

Esses mecanismos também podem ser ativados depois que a célula que absorveu o mRNA morrer e liberar no organismo a proteína S e seus fragmentos.

Enquanto a imunidade durar, caso a pessoa vacinada tenha contato com o vírus SARS-CoV-2, o organismo será capaz de “lembrar” como neutralizá-lo rapidamente.

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Vacinas Covid-19: eficácia, segurança e duração de proteção

Eficácia é a capacidade de uma vacina prevenir determinada doença. É verificada em estudos clínicos controlados, que envolvem dois grupos de voluntários: um grupo recebe a vacina em estudo e outro recebe placebo (substância imunologicamente neutra) ou uma vacina contra outra doença.

A capacidade de produzir anticorpos e a capacidade de prevenir a doença é então comparada. Quando se fala que uma vacina tem 95% de eficácia, significa que as pesquisas demonstraram que o número de pessoas vacinadas que se infectaram foi 95% menor do que o das pessoas que não receberam a vacina (grupo placebo).

Estes estudos clínicos envolvem muitos voluntários e seguem regras rígidas. Os resultados são revisados por especialistas independentes e por órgãos regulatórios, que verificam a robustez dos dados e das conclusões apresentadas. As vacinas só podem ser aprovadas para aplicação caso a segurança e a eficácia pretendidas sejam comprovadas.

Todas as vacinas licenciadas para uso emergencial ou registradas no Brasil alcançaram os parâmetros de segurança e eficácia estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Os resultados dos testes de Fase 3 da vacina do Instituto Butantan/Sinovac (Coronavac) foram muito bons, embora tenham gerado desconfiança em parte da população pela divulgação deste percentual de eficácia. Para entender estes dados é preciso separar as informações:

  • Eficácia global de 50,4%: significa que o risco de ter a doença com sintoma, em qualquer grau, diminui pela metade.
  • Eficácia de 78% contra casos que necessitam de assistência médica: significa que a maioria dos vacinados tem casos leves, que podem ser tratados em casa. Esse dado é extremamente relevante porque reduzirá muito o número de pessoas que precisam de internação e assistência médica, reduzindo a sobrecarga do sistema de saúde.
  • Eficácia próxima de 100% contra casos graves e mortes.
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Evidências indicam que pessoas totalmente vacinadas têm menos probabilidade de infecção, incluindo assintomática, de adoecer de forma grave e de transmitir o vírus a outras pessoas. O grau de proteção, entretanto, pode variar de acordo com a resposta imunológica de cada indivíduo, das variantes do vírus em circulação e do tempo decorrido desde a vacinação.

É importante ressaltar que completar o esquema é essencial para obter a proteção máxima contra a enfermidade. Além disso, com um grande percentual da população adequadamente vacinado, podemos reduzir a circulação do vírus, as chances de infecção das pessoas que não respondem bem às vacinas ou não podem ser vacinadas e dificultar o surgimento de variantes mais agressivas.

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As evidências atuais indicam que pode haver alguma perda de eficácia a depender da variante e da vacina, sobretudo com esquemas incompletos. No entanto, as vacinas continuam cumprindo seu principal papel: mesmo com aumento de casos por novas variantes, a maioria dos pacientes graves e internados são pessoas que não se vacinaram.

Essa questão é acompanhada de perto pela ciência. Caso surja alguma variante que escape das vacinas atuais, os esquemas vacinais poderão ser revisados e os fabricantes rapidamente poderão adaptar suas vacinas.

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No geral, as vacinas que vêm sendo aprovadas ao redor do mundo apresentaram bom perfil de segurança. A maioria dos registros é de casos leves a moderados, que se resolvem em poucos dias. Os eventos adversos graves, sobre os quais trataremos em outras respostas a seguir, são raros.

As quatro vacinas já aprovadas no Brasil apresentam um perfil de segurança semelhante ao das outras que utilizamos há anos. Elas não causam efeitos colaterais importantes na maioria das pessoas que as recebem. Os eventos mais comuns são dor no local da injeção e febre. Outros sintomas observados são aparecimento de gânglios, cansaço, mialgia, dor de cabeça e outros, que cessam em poucos dias.

É importante destacar que estamos falando de novas vacinas que estão sendo aplicadas em milhões de pessoas, então eventos inesperados podem ser registrados. Cabe à vigilância exercer um acompanhamento rigoroso. Não podemos esquecer que eventuais riscos de raros eventos adversos graves pós-vacinais são muito menores do que as consequências e complicações da própria Covid-19.

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Episódios de hipersensibilidade imediata grave (anafilaxia), que exigem injeção imediata de adrenalina ou suporte hospitalar, podem ocorrer após qualquer vacina, inclusive as vacinas Covid-19. Mas até o momento poucos casos foram registrados no Brasil.

Recomenda-se, de todo modo, que a administração de qualquer vacina seja feita em local com estrutura para atendimento e com profissionais capacitados para reconhecer rapidamente os primeiros sinais e tratar a reação.

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Há evidências de perda de proteção com o tempo, em especial entre idosos e pessoas com comprometimento do sistema imunológico, tanto após a vacinação como após a doença. A perda se reflete na probabilidade de infecção ou reinfecção, principalmente diante do surgimento das variáveis do SARS-CoV-2.

Essa e outras questões, como o grau de controle da circulação viral ao redor do mundo, a evolução da pandemia e o surgimento de variantes de preocupação são continuamente monitorados por cientistas. Tais informações levaram à inclusão de dose(s) de reforço nos esquemas vacinais.

No Brasil, até o momento, todas as pessoas a partir de 18 anos de idade devem receber o esquema primário e um reforço quatro meses após a última dose. Imunossuprimidos devem receber esquema primário de três doses e um reforço quatro meses após a terceira dose.

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A proteção conferida pela doença, chamada de “imunidade natural”, pode variar de pessoa para pessoa. Como estamos lidando com uma nova doença e com um vírus de comportamento muito peculiar, esse tempo ainda é incerto. As evidências disponíveis até o momento sugerem que é incomum contrair a doença pela segunda vez. Quando isso acontece, raramente ocorre em menos de 90 dias após a primeira infecção. Já existem dados demonstrando que a proteção pode durar pelo menos oito meses em grande parte das pessoas que adoeceram.

Também não sabemos com exatidão por quanto tempo as vacinas prevenirão a Covid-19. Dados demonstram que a infecção de pessoas com o esquema vacina completo é muito pouco frequente nos primeiros seis meses após a vacinação. O acompanhamento da pandemia e dos indivíduos vacinados, na vigência de vacinação em massa no mundo real, tem trazido cada vez mais evidências sobre o que poderemos esperar em termos de duração de proteção pelas vacinas. O mais importante é lembrar que, mesmo que a proteção eventualmente seja menos longa, as vacinas não envolvem os riscos do adoecimento.

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Nenhuma vacina tem 100% de eficácia. É possível desenvolver a doença após a vacinação, mas as chances de Covid-19 grave são baixas. É importante destacar que todas as notificações de reinfecção estão sendo acompanhadas e investigadas pela Vigilância, que também tem avaliado a efetividade das vacinas na vida real, a duração de proteção e possíveis falhas vacinais.

Essa estratégia permitiu concluir que são necessárias doses adicionais para garantir a imunidade por mais tempo. Assim, o Ministério da Saúde definiu que todos os brasileiros acima de 18 anos devem recebem um reforço quatro meses após a última dose do esquema primário. Já os imunossuprimidos devem receber esquema primário de três doses e um reforço quatro meses após a terceira dose.

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A imunidade coletiva, ou de rebanho, é obtida quando a maior proporção de indivíduos em uma comunidade está protegida, seja porque teve a doença ou porque foi vacinada. Com poucas pessoas vulneráveis, a circulação do agente que causa a doença cai, protegendo de modo indireto aqueles que não estão imunizados.

A porcentagem necessária de vacinados para conseguirmos a imunidade de rebanho varia de acordo com a doença e com a efetividade da vacina. Ainda faltam informações sobre qual o percentual exato de imunizados é necessário para a adequada imunidade coletiva contra a Covid-19, sobretudo se consideramos a possibilidade de surgimento de variantes que podem escapar às vacinas. Contudo, dada a grande capacidade de contágio do SARS-CoV-2 (inclusive por assintomáticos), quanto maior a cobertura vacinal, maior a redução na circulação viral, menor a transmissão e, consequentemente, menor a chance de os vírus produzirem variantes.

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Recomendações gerais de vacinação e cuidados de proteção

  • Use máscara sobre o nariz e a boca e não coloque as mãos na frente da máscara.
  • Fique a pelo menos um metro e meio de distância das outras pessoas.
  • Evite multidões e aglomerações.
  • Evite espaços mal ventilados.
  • Lave as mãos frequentemente, ou use álcool em gel a 70%.
  • Não saia de casa se estiver com algum sintoma respiratório e não visite ninguém que esteja com algum sintoma desse tipo.
  • Proteja os idosos e cuide para não levar infecções para suas casas. 
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Apesar de a vacinação ter reduzido de forma drástica o número de casos e mortes por Covid-19 no Brasil e de sabermos que a taxa de transmissão a partir de pessoas vacinadas é mais baixa, as vacinas ainda não são capazes de prevenir totalmente a transmissão e a infecção.

É preciso manter a cautela, especialmente por vivermos em um cenário em que podem surgir novas variantes de preocupação (VOCs) capazes de escapar, ainda que parcialmente, da imunidade adquirida pelas vacinas e causar novas ondas da doença.

As medidas recomendadas são simples:

  • Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%
  • Usar máscaras corretamente
  • Manter o distanciamento social, não causar aglomerações e não frequentar locais cheios.
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Como a duração da proteção natural gerada pela própria doença é desconhecida e por existir a possibilidade de reinfecção, ainda que pouco frequente, a vacinação é indicada, independentemente de histórico de Covid-19.

Mas para vacinar é necessário adiar a vacinação até o completo restabelecimento e no mínimo quatro semanas após o início dos sintomas. Pessoas assintomáticas e que tiveram resultado positivo no exame de RT-PCR também devem aguardar quatro semanas para vacinar.

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Para garantia da eficácia esperada e documentada nos estudos, as doses das vacinas devem ser aplicadas de acordo os intervalos estipulados para cada uma. No entanto, em caso de atraso, não é preciso recomeçar o esquema e basta completá-lo.

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De maneira geral, os indivíduos devem preferencialmente completar o esquema com a mesma vacina, pois ainda não há estudos de eficácia/efetividade e segurança em larga escala de esquemas com vacinas de diferentes fabricantes e plataformas. No entanto, estudos menores publicados recentemente indicam que a intercambialidade entre as vacinas Pfizer e AstraZeneca levam a uma resposta imune vigorosa, com bom perfil de segurança.

A Organização Mundial da Saúde, diante dos dados, passou a orientar que vacinas diferentes sejam usadas em situações excepcionais, em que não seja possível administrar a segunda dose com o mesmo produto — falta do imunizante, contraindicações ou precauções em relação a eventos adversos, anafilaxia após primeira dose, entre outras.

O Ministério da Saúde, em consonância com as orientações internacionais, publicou Nota Técnica na qual recomenda que a intercambialidade seja adotada nas mesmas situações. Caso vacinas diferentes tenham sido usadas por engano, o profissional deve informar no “e-SUS Notifica” que houve erro de imunização e acompanhar possíveis eventos adversos e falha vacinal.

Veja detalhes sobre as recomendações nessa situação em https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/secovid-nt-n6-2021-intercambialidade.pdf.

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Sim. Apesar de não conhecermos a duração exata da proteção em vacinados e em quem se infectou ou desenvolveu a Covid-19, já sabemos que a dose de reforço é necessária para aumentar ou prolongar a imunidade, principalmente no caso de grupos específicos, como idosos e imunodeficientes. Informações futuras esclarecerão se mais reforços deverão ser administrados.

A indicação de dose de reforço se baseia na análise de diversas evidências:

  • cenários epidemiológicos nos diferentes em que se verifique aumento no risco de adoecimento entre vacinados, ainda que de forma branda;
  • desempenho das vacinas quanto à capacidade de prevenir infecção e formas graves, em diferentes contextos de circulação de variantes de preocupação;
  • maior quantitativo de doses disponíveis;
  • prioridade para grupos de maior risco, que demandam esquema diferenciado de vacinação;
  • momento ideal para a dose de reforço;
  • possibilidade de reforços com vacinas de diferentes plataformas, para garantir o efeito de reforço da imunidade;
  • viabilidade, sustentabilidade e equidade da vacinação em nível global.

Considerando os aspectos citados acima, levando em conta que a possibilidade de menor e menos duradoura resposta vacinal de idosos e imunossuprimidos, o Ministério da Saúde inicialmente recomendou dose adicional para os dois grupos e para os profissionais da saúde, que estão mais expostos ao vírus. Diante do aumento do quantitativo de doses disponível, o reforço foi estendido para toda a população acima de 18 anos. Saiba mais aqui, aqui e aqui.

Na medida em que estados e municípios têm autonomia para estabelecer seus calendários de acordo com a disponibilidade de vacinas, situação epidemiológicas locais e estágio da campanha de vacinação, é preciso consultar a Secretaria Municipal de Saúde ou os meios de comunicação oficiais da prefeitura para verificar o calendário da sua cidade.

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Pode. O Ministério da Saúde deixou de recomendar intervalo entre a administração das vacinas Covid-19 e demais vacinas ou imunoglobulinas em 28 de setembro de 2021.

A exceção são pessoas que tiveram Covid-19 e utilizaram como parte do tratamento anticorpos monoclonais, imunoglobulina ou plasma convalescente específicos contra o Sars-CoV-2. Nesses casos, a orientação é aguardar, preferencialmente, 90 dias.

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Medicamentos para reduzir a febre e a dor podem ser indicados para tratar sintomas locais ou sistêmicos após a vacinação, se necessário. A administração antes da vacinação não é recomendada porque não conhecemos se isso pode afetar a respostas à vacina.

Pelo mesmo motivo, a administração de anti-histamínicos antes da vacinação não é recomendada. Os anti-histamínicos não prevenirão quadros de anafilaxia e têm o potencial de mascarar sintomas cutâneos, o que pode atrasar o diagnóstico e o pronto tratamento.

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Vacinação de crianças contra a Covid-19

Até o momento, estão aprovadas duas vacinas no Brasil: a da Pfizer, para crianças de 5 a 11 anos, e a do Butantan/Sinovac (Coronavac), para crianças a partir de 6 anos. A Coronavac não deve ser aplicada em crianças imunossuprimidas.

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Não. Como não há estudos sobre a coadministração com outras vacinas da vacina Pfizer (Cominarty®️) para a faixa etária abaixo de 12 anos e da Coronavac para a faixa etária abaixo de 17 anos, a recomendação atual é a de respeitar um intervalo de 15 dias. Para as demais faixas etárias, não há restrição.

Saiba mais aqui, aqui e aqui.

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Diante de quadro sugestivo ou confirmado de covid-19, a vacinação contra deve ser adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou do resultado positivo de PCR-RT.

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Sim. A apresentação pediátrica da vacina da Pfizer tem embalagem com tampa laranja para diferenciação e minimização de erros de aplicação — para o público acima de 12 anos a tampa é roxa. Após a diluição, cada frasco contém 1,3 ml de suspensão injetável com 10 doses/frasco, em embalagens com 10 frascos.

O volume da dose infantil é equivalente a um terço (10 mcg em 0,2 ml) da formulação aprovada no Brasil para uso a partir de 12 anos, que tem 30 mcg em 0,3 ml. A vacina para adultos não pode ser utilizada para crianças, mesmo que diluída.

Para mais informações, acesse o bulário eletrônico da Anvisa e a Nota Técnica do Ministério da Saúde.

Veja também como a vacina funciona em https://sbim.org.br/covid-19, clicando no tópico “Vacinas disponíveis no Brasil”

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Os resultados preliminares de ensaios clínicos, com participação inicial de 2.268 crianças de 5 a 11 anos, mostraram que duas doses da formulação pediátrica reduziu o risco de Covid-19 sintomática em 90,9% por pelo menos dois meses. A resposta imune foi a mesma ou melhor do que a verificada nos vacinados de 16 a 25 anos que receberam duas doses da formulação com 30 mcg em 0,3 ml.

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Não. A formulação pediátrica deve ser mantida na segunda dose.

É importante ressaltar que, em situações como essa, os responsáveis não devem aguardar a criança completar 12 anos para fazer a primeira dose com a formulação adulta. É necessário vacinar as crianças e adolescentes o mais rápido possível.

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As mesmas contraindicações válidas para as outras faixas etárias:

  • Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer dos excipientes da vacina.
  • Crianças que já apresentaram uma reação anafilática confirmada a uma dose anterior da vacina COVID-19 de mRNA.
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Nos estudos analisados pela Anvisa para a aprovação da vacina no Brasil, durante os sete dias após a vacinação, cerca de 90% das crianças relataram reações locais, principalmente dor no local da injeção, e duas a cada três relataram reações sistêmicas, em especial fadiga e dor de cabeça.

A grande maioria dos episódios foi leve ou moderado e resolvido em 1 a 2 dias. As reações foram mais brandas do que aquelas relatadas por adultos jovens que receberam a formulação da tampa roxa. As reações sistémicas foram mais prováveis ​​de serem notificadas após a dose 2.

Não foram observados acontecimentos adversos graves relacionados com a vacinação no ensaio clínico.

Segundo o Centro de Controle de Prevenção e Doenças dos Estados Unidos (CDC), entre 3 e 19 de dezembro de 2021, após a aplicação de aproximadamente 8,7 milhões de doses da vacina Covid-19 da Pfizer19 em crianças de 5 a 11 anos, foram notificados no país 4.249 eventos adversos, dos quais:

  • 149 (97,6%) não eram graves. Entre eles dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, febre, fadiga, dor de cabeça, calafrios, mialgia, artralgia e linfadenopatia.
  • 100 (2,4%) eram graves, como convulsão e miocardite. Todos evoluíram de forma benigna.
  • Entre os 15 casos suspeitos de miocardite relatados durante o período analisado, 11 foram confirmados. Destas 11 crianças, sete já estavam recuperadas e quatro se recuperavam no momento em que o relatório foi publicado.
  • Não houve mortes associadas à vacina.
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No ensaio de fase 3 que avaliou segurança e eficácia e permitiu o licenciamento nos Estados Unidos, Brasil e em outros países, não houve nenhum caso de miocardite e pericardite entre as 1.444 crianças de 5 a 11 anos vacinadas.

Nos relatórios de vigilância americanos, entre 3 e 19 de dezembro de 2021, foram notificados 15 casos suspeitos de miocardite, sendo 11 confirmados. Das 11 crianças, sete já estavam recuperadas e quatro se recuperavam no momento em que o relatório foi publicado.

Casos de miocardite e pericardite têm sido relatados muito raramente em vários países após a vacinação com as vacinas de mRNA, entre elas a da Pfizer. Os episódios identificados até o momento ocorreram na maioria das vezes dentro de 14 dias após a vacinação — em especial na segunda dose —, e entre adolescentes do sexo masculino e homens jovens.

De qualquer forma, os profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais e sintomas de miocardite e pericardite e orientar seus pacientes a procurar atendimento médico imediato caso sintam dor no peito, dispneia (falta de ar) ou palpitações.

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Apesar de não constar nas notas técnicas do Ministério da Saúde (leia aqui e aqui), entendemos que há situações em que os benefícios da vacinação superam os potenciais riscos desconhecidos da coadministração em intervalos menores.

São exemplos a imunoprofilaxia para tétano no manejo de feridas em um indivíduo suscetível, administração de soros antiofídicos após acidente, profilaxia pós-exposição da raiva humana, e a vacinação para controle de surtos de sarampo ou de hepatite A.

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É improvável que a vacina da Pfizer aumente o risco de eventos adversos nesses pacientes. Ainda que a eficácia possa ser menor em imunocomprometidos, a vacinação é recomendada, salvo situações de contraindicações específicas.

Com relação à Coronavac, ainda existem poucos dados sobre a vacinação em crianças imunodeprimidas. Por isso, no momento, a vacina não deve ser usada nesta população.

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Transplantados de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) perdem a imunidade protetora no pós-transplante. Se foram vacinados antes do transplante, devem ter o esquema vacinal refeito, preferencialmente seis meses após o procedimento. Porém, a depender da situação epidemiológica local, o intervalo para a vacinação pode ser reduzido para três meses.

Com relação à Coronavac, ainda existem poucos dados sobre a vacinação em crianças imunodeprimidas. Por isso, no momento, a vacina não deve ser usada nesta população.

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Exames laboratoriais e vacinação

Da mesma forma que não há recomendação para sorologia após a vacinação, a pesquisa viral (RT-PCR) ou a sorológica para verificação de infecção anterior não são recomendadas com o propósito de tomada de decisão sobre a vacinação.

Os dados disponíveis indicam que as vacinas são seguras em pessoas previamente acometidas pela Covid-19. Também é possível, embora ainda não tenha sido cientificamente estabelecido, que a vacinação possa conferir proteção adicional a esses indivíduos.

Na medida em que a vacinação de pessoas com infecção prévia é segura e pode até trazer benefício extra, não existe motivo para solicitar exames antes da vacinação. A vacinação deve ser oferecida independentemente da história de infecção anterior por SARS-CoV-2, sintomática ou assintomática.

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Os testes sorológicos não são recomendados para esse fim porque não permitem uma conclusão inequívoca sobre a resposta à vacina. Isso ocorre por alguns motivos:

  • Não se sabe o nível de anticorpos necessários (correlato de proteção) para prevenir a Covid-19, portanto o resultado positivo não significa necessariamente que a pessoa está protegida.
  • O resultado negativo pode refletir a baixa sensibilidade do exame (falso negativo). Pessoas protegidas pela vacina podem testar negativo.
  • As vacinas contra Covid-19 têm como alvo a produção de anticorpos contra a proteína S do SARS-CoV-2, responsável pela ligação com nossas células e a consequente infecção – esses anticorpos é que seriam os marcadores de proteção a serem investigados. Os testes atuais podem verificar tanto o nível desses anticorpos quanto de anticorpos contra outro componente do vírus, a proteína do nucleocapsídeo (N). Como nem sempre essa informação consta no laudo, pode haver equívocos de interpretação.
  • Mesmo que o resultado seja positivo para anticorpos contra a proteína S, pode não ser possível distinguir se foi resposta imunológica pela vacina ou se foi fruto de infecção prévia pelo vírus.
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Até o momento, a única conclusão a que a presença de IgG/IgM contra a Covid-19 no organismo permite chegar é a de que houve contato prévio com o vírus. Ainda não se sabe o nível de anticorpos necessário para evitar a doença, se os anticorpos desenvolvidos em resposta à infecção por SARS-CoV-2 são neutralizantes, se impedem a transmissão ou por quanto tempo vão durar.

Por esses motivos, o resultado dos testes não permite descartar a vacinação e as demais medidas preventivas nem aferir a resposta vacinal (saiba mais).

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Não. Grande parte dos pacientes recuperados não terão mais o RNA do SARS-CoV-2 detectável, mas em algumas pessoas o material genético pode ser identificado de forma persistente. Além disso, há registros de indivíduos que voltaram a testar positivo, sem evidência de nova infecção, após terem feito dois exames consecutivos com resultado negativo.

Estudos que investigaram por quanto tempo o RNA do SARS-CoV-2 pode ser detectado demonstraram que o período pode ser de algumas semanas. Isso, no entanto, não significa que há presença de vírus viável (capaz de causar a doença).

Uma vez que não é possível chegar a conclusões a partir dos resultados, não há recomendação para realizar os testes com este objetivo.

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Com base na experiência com outros vírus, é improvável que pessoas com concentrações detectáveis e baixas de RNA viral após a recuperação clínica tenham vírus viáveis no organismo, ou seja, capazes de causar a doença. Ainda não foi definitivamente estabelecido se isso é válido para o SARS-CoV-2, mas não há evidências de que pessoas clinicamente recuperadas com resultado positivo persistente tenham transmitido o vírus.

O entendimento atual é o de que o isolamento domiciliar e as demais precauções podem ser interrompidos de 10 a 14 dias após o início dos sintomas, desde que haja melhora dos sintomas e ausência de febre por pelo menos 24 horas.

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Via de regra, a carga viral detectável cai progressivamente após o início da doença, o que leva a uma redução da capacidade de isolar vírus vivos. Embora em pacientes com Covid-19 grave — em geral imunocomprometidos — já tenha sido documentada a presença de vírus vivos de 10 a 20 dias depois do início dos sintomas, os esforços para isolá-los em amostras do trato respiratório superior colhidas 10 dias após o início dos sintomas não são bem-sucedidos na maioria das vezes.

Além disso, a cultura viral do SARS-CoV-2 exige tecnologia complexa, deve ser conduzida em laboratórios de nível de biossegurança muito elevado e demandam bastante tempo. O exame, portanto, não é adequado na rotina prática e para orientar o manejo de pessoas infectadas.

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Recomendações para grupos especiais, precauções e contraindicações

Pessoas imunocomprometidas por doença ou tratamento são mais propensas a desenvolver covid-19 grave e apresentam resposta imunológica menor e mais curta às vacinas. A intensidade da resposta e o tempo de duração variam de acordo com o grau de imunossupressão. Estudos científicos demonstram que uma dose adicional é capaz de aumentar o nível de anticorpos nesses indivíduos, o que se associa a maior proteção. Além disso, a incidência de eventos adversos não é diferente da observada nas doses anteriores.

Diante do potencial benefício e do perfil de segurança aceitável, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a estratégia. No Brasil, o esquema determinado pelo PNI para imunossuprimidos é de três doses e uma dose de reforço quatro meses após a terceira. Saiba mais aqui.

É importante ressaltar que a possibilidade de resposta imunológica reduzida permanece após a dose adicional. As demais medidas de prevenção, como uso de máscara e evitar aglomerações, devem ser mantidas para limitar o risco de exposição ao vírus

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Todas as vacinas Covid-19 atualmente disponíveis são contraindicadas para pessoas com histórico de reação alérgica grave (por exemplo, anafilaxia) após dose anterior ou a qualquer componente da fórmula.

A vacina AstraZeneca também é contraindicada para pacientes que sofreram trombose venosa e/ou arterial importante em combinação com trombocitopenia após vacinação com qualquer vacina para a Covid-19.

As vacinas AstraZeneca e Janssen, especificamente, são contraindicadas para gestantes, puérperas e pessoas com histórico de síndrome de extravasamento capilar.

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  • Pessoas com histórico de desmaio após injeções devem ser colocadas em observação por pelo menos 15 minutos após a administração da vacina.
  • Pessoas que usam anticoagulantes ou têm algum distúrbio de coagulação devem ter o local da injeção pressionado com algodão seco por mais tempo, para evitar sangramento e formação de hematoma. Compressas geladas antes e após a aplicação também são recomendadas.
  • Diante de doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro, para não haver confusão entre a manifestação da doença febril e uma eventual reação vacinal.
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Da mesma forma que as pessoas com comorbidades, as imunodeprimidas e com outras condições que comprometem o sistema imunológico têm risco aumentado para a Covid-19 grave. Ainda que a resposta à vacina possa ser inferior, esse é um grupo cuja proteção pela vacina deve ser priorizada.

As vacinas disponíveis são inativadas, portanto, incapazes de causar doença em imunodeprimidos. Da mesma forma que acontece com pacientes com doenças crônicas, a avaliação de risco-benefício e a decisão de vacinar deve ser compartilhada com o(a) médico(a) assistente.

Leia as recomendações do Ministério da Saúde.

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Pessoas com condições médicas subjacentes (comorbidades) podem receber as vacinas Covid-19 aprovadas ou licenciadas pela Anvisa, desde que não tenham apresentado reação alérgica imediata ou grave após dose anterior ou a algum componente da fórmula.

Estes grupos constituem grupo de risco para quadros graves de Covid-19, por isso foram incluídos entre as prioridades pelo Ministério da Saúde e devem ser vacinados. Mas, como são poucos os dados de estudos com esses pacientes, a avaliação de risco-benefício e a decisão pela vacinação deve ser compartilhada com o(a) médico(a) assistente, considerando não apenas o risco de Covid-19 grave, mas a doença de base, os medicamentos em uso, e a existência de contraindicações.

Leia as recomendações do Ministério da Saúde.

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Grávidas e puérperas (até 45 dias após o parto) constituem população de risco para doenças respiratórias, portanto tem probabilidade aumentada de desenvolver formas graves de Covid-19 e complicações obstétricas, tais como parto prematuro, óbito fetal, abortamento, entre outros.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) incluiu estes grupos como prioritários. No entanto, na medida em que não há dados específicos sobre segurança e eficácia em puérperas e gestantes, é exigida prescrição médica. O(A) profissional deve avaliar a paciente individualmente, considerando situação da pandemia, a elevada circulação do SARS-CoV-2, o número de óbitos maternos pela Covid-19 e o perfil de risco vs benefício da vacinação.

O teste de gravidez não deve ser um pré-requisito para a administração das vacinas nas mulheres com potencial para engravidar e que se encontram em um dos grupos prioritários para vacinação.

Atenção: Diante da ocorrência de um evento adverso grave com provável associação causal com a vacina AstraZeneca/Fiocruz em uma gestante, optou-se pela interrupção temporária da vacinação das gestantes e puérperas com vacinas de vetor viral (AstraZeneca/Fiocruz e Janssen). Podem ser utilizadas as vacinas Sinovac/Butantan ou Pfizer.

O Ministério da Saúde atualiza suas recomendações para esta e outras situações por meio de “Informes Técnicos” divulgados periodicamente (acesse).

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Para gestantes ou mulheres que estejam no puerpério (até 45 dias pós-parto) na data da segunda dose deverá ser ofertada, preferencialmente, a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, a vacina Coronavac é uma opção. O(A) médico(a) que as acompanha deve orientá-las sobre as limitações dos dados existentes e o perfil de risco benefício.

Veja mais em https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/secovid-nt-n6-2021-intercambialidade.pdf

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A vigilância de eventos adversos após a vacinação com as vacinas Covid-19 detectou um caso desta síndrome, que se caracteriza pela aparição de trombos e problemas de coagulação decorrentes do surgimento de autoanticorpos contra o fator 4 plaquetário. Diferente de outras situações em que ocorre trombose, essa é uma síndrome muito específica. Não é esperado que haja um risco aumentado de ocorrência da TTS em indivíduos com histórico ou outros fatores predisponentes para trombose.

Pessoas com histórico de trombose e que usam antiagregantes plaquetários ou anticoagulantes (varfarina, apixabana, dabigatrana, edoxabana e rivaroxabana) não têm contraindicação para nenhuma das vacinas Covid-19 — por cautela, a vacina pode ser administrada o mais longe possível da última dose do anticoagulante. Pessoas com trombocitopenia prévia e em uso de heparina devem avaliar a vacinação com o médico assistente.

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Como parte do processo de vigilância de eventos adversos relacionados às vacinas Covid-19, Estados Unidos e Israel verificaram um aumento nas notificações de miocardite e pericardite (inflamação do músculo cardíaco e da estrutura que envolve o coração) após a vacinação com vacinas de mRNA em adolescentes e adultos jovens. Os sistemas de monitoramento concluíram que existem poucos relatos desta condição até o momento, a maioria leve e tratável, e que esses casos parecem ocorrer:

  • predominantemente em adolescentes e adultos jovens,
  • mais frequentemente em homens do que mulheres,
  • mais frequentemente após a dose 2 do que após dose 1, e
  • normalmente dentro de 4 dias após a vacinação.

O risco de miocardite/pericardite após a vacinação existe, mas é raro. A possibilidade de o quadro ser causado pela COVID-19 é muito maior. Por isso, agências regulatórias de vários países continuam a recomendar a vacinação para todos os indivíduos a partir de 12 anos de idade — muitas para crianças a partir de 5 anos de idade.

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Depende:

  • Se o episódio não tiver relação com a vacina: podem receber qualquer vacina Covid-19 atualmente disponível, desde que sob orientação médica e que o episódio de miocardite ou pericardite esteja completamente resolvido. Ou seja, sem sintomas e sem evidências de inflamação ou sequelas cardíaca.
  • Se o episódio tiver relação com a vacina: a segunda dose deve ser adiada até que dados de segurança adicionais estejam disponíveis. A decisão, ainda assim, deve ser debatida com a equipe médica assistente.
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Porque não sabemos se as terapias com anticorpos passivos contra Covid-19, incluindo anticorpos monoclonais e plasma convalescente, podem reduzir a eficácia da vacinação com vacinas Covid-19. Como precaução, recomenda-se aguardar ao menos 90 dias após essas terapias para iniciar vacinação. Pessoas que tiveram Covid-19 após a primeira dose da vacina e foram submetidas a terapia passiva com anticorpos também devem esperar 90 dias antes de receber a segunda dose. Não é preciso recomeçar o esquema.

No caso de terapias com anticorpos não específicos para o tratamento com Covid-19 (por exemplo, imunoglobulina intravenosa e anti-Rh), é improvável haver prejuízo substancial à resposta vacinal. Por esse motivo, não há necessidade de intervalo.

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Atualmente, não há dados sobre a segurança e eficácia das vacinas Covid-19 em pessoas com este histórico. Os mecanismos da Síndrome não são bem compreendidos, mas incluem uma resposta imune desregulada à infecção por SARS-CoV-2.

A decisão sobre a vacinação e quanto tempo aguardar após a recuperação da síndrome deve ser tomada em conjunta pelo médico e o paciente, considerando os benefícios da vacinação e o risco de infecção pelo SARS-CoV-2.

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Não. O consumo moderado de bebidas alcoólicas não interfere na resposta gerada por nenhuma vacina e não aumenta o risco de eventos adversos pós-vacinais. Por outro lado, a ingestão excessiva ou o uso crônico e abusivo podem enfraquecer o organismo como um todo, incluindo o sistema imunológico, o que facilita infecções.

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Mitos e dúvidas frequentes

É preciso pesquisar as exigências de cada país na ocasião da viagem, em sites oficiais ou junto a consulados, porque as recomendações são alteradas com certa frequência. Além disso, muitas vezes são necessários documentos específicos ou períodos de quarentena.

Em nota técnica publicada em 22 de outubro de 2021 (leia), o PNI definiu que:

  • Viajantes que não receberam duas doses da vacina podem antecipar a segunda dose respeitando o intervalo mínimo de 21 dias para a vacina da Pfizer/Wyeth e 28 dias para a vacina AstraZeneca/Fiocruz (esquema homólogo);
  • Viajantes que completaram o esquema da vacina Butantan/Sinovac (coronavac) e se dirigirão a países que não a incluíram entre as vacinas autorizadas poderão receber uma terceira dose de outro imunizante aceito pelo país de destino. O intervalo mínimo entre o fim do esquema primário e a terceira dose é de 28 dias.
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Não há evidências que apoiem quaisquer preocupações sobre o efeito das vacinas na fertilidade ou no ciclo menstrual. Alegações associando as vacinas Covid-19 com alterações na integridade dos órgãos reprodutivos são especulativas e não são suportadas por dados científicos.

Não existem mecanismos biologicamente plausíveis para as vacinas causarem algum impacto na fertilidade. Os ensaios iniciais com animais indicaram não haver efeitos prejudiciais ao sistema reprodutivo, e resultados preliminares de estudos sobre toxicidade reprodutiva mostram que não há alteração na contagem de espermograma em homens vacinados.

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Dados preliminares de um estudo realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) sugerem que a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) poderia interferir positivamente na evolução da doença por SARS-Cov-2, evitando casos sintomáticos.

A pesquisa, ainda não publicada, parte da premissa já conhecida de que vacinas atenuadas —a exemplo da tríplice viral — por estimularem com maior robustez o sistema imune e a chamada imunidade inata inespecífica, são capazes de prevenir a evolução mais grave de outras infecções.

Como os detalhes do estudo não são conhecidos e ainda não existem dados conclusivos, a SBIm não recomenda a prescrição da tríplice viral para este fim e orienta que a população seja informada de que ela não substitui em hipótese alguma as vacinas Covid-19. Em nota oficial (leia), a UFSC e a Prefeitura de Santa Catarina seguiram caminho semelhante.

Observação: em virtude da situação epidemiológica do sarampo no Brasil, devemos recomendar a atualização da vacinação com a tríplice viral para as pessoas não vacinadas ou parcialmente vacinadas, para a prevenção do próprio sarampo.

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Infelizmente o vírus influenza, causador da gripe, não tem parentesco ou semelhança genética com o SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19.

Entretanto, neste momento de pandemia, a vacinação contra a gripe é importantíssima para evitar uma sobrecarga maior no sistema de saúde e reduzir a possibilidade de confusão de diagnóstico.

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Não. É certo que as vacinas de vírus inteiros, da mesma forma que diversos medicamentos, precisam ser cultivadas em células que têm rápida capacidade de multiplicação, como as embrionárias. Mas essas células podem ser de animais (ovos de galinha), vegetais ou humanas. As humanas são replicações em laboratório de células que foram obtidas décadas atrás.

É importante destacar dois pontos:

  • Para obtenção das células humanas para pesquisas científicas não foi provocado aborto para fornecer o material para pesquisa científica. Reconhecendo isso, o próprio Vaticano se manifestou favorável à vacina da Covid-19 e disse que o uso dessas células “não constitui em si uma legitimação, mesmo indireta, da prática do aborto”.
  • As vacinas passam por processos que eliminam possíveis vestígios das células embrionárias.
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Os ingredientes de todas as vacinas Covid-19 em teste estão publicamente disponíveis em base de dados online e reunidos no site da Organização Mundial da Saúde (OMS). Componentes distintos dos informados podem ser identificados com facilidade por meio de testes laboratoriais.

Esta teoria conspiratória surgiu a partir da deturpação da fala do empresário Bill Gates sobre uma tecnologia futura que permitiria auxiliar na identificação de quem já teve Covid-19 ou foi vacinado. Isso, no entanto, não tem nenhuma relação com a vacina ou com o 5G, que nada mais é do que a evolução do 4G que usamos hoje. Mesmo que quisessem, seria impossível usá-lo para controlar pessoas.

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Não. As vacinas “genéticas”, como as de RNA mensageiro (mRNA), apenas “ensinam a receita” para nossas células produzirem a proteína S (de spike), responsável pela ligação do SARS-Cov2 com nossas células. A apresentação da proteína S estimula a atuação do sistema imune, que gerará os anticorpos contra ela e, assim, evitar a doença.

Não há nenhum risco de alterações no nosso DNA, modificações físicas, entre outros boatos que circularam por aí. Inclusive, é interessante destacar que em uma infecção natural, os vírus invadem as células e as destroem por completo. Se fosse possível modificar o nosso DNA com tanta facilidade, um simples resfriado faria isso. Não a vacina.

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Nesta seção estão reunidos todos os documentos produzidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para orientar sobre a vacinação contra a Covid-19 no país.

Plano Nacional de Operacionalização

Demais informes

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Posicionamento SBIm/SBI/SBP sobre a vacinação infantil com a vacina CoronaVac – Sociedades entendem que, em um primeiro momento, a vacina deve ser aprovada para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos — 18/01/2022

Nota de repúdio às declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a vacinação infantil contra a Covid-19 – Discurso do mandatário pode causar mortes e sofrimento. Vacinas são seguras e salvam vidas — 07/01/2022

SBIm/SBI/SBP: Posicionamento sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 com a vacina Pfizer/BioNTech – Consultadas pela Anvisa, entidades manifestaram-se favoráveis ao licenciamento — 20/12/2021

Nota pública de membros da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI-COVID) sobre a vacinação em crianças – Grupo, do qual a SBIm faz parte, esclarece que já manifestou ao Ministério da Saúde parecer favorável à vacinação de crianças de 5 a 11 anos com a vacina da Pfizer/BioNTech, licenciada pela Anvisa para essa faixa etária — 18/12/2021

Posicionamento sobre a suspensão da vacinação de adolescentes sem comorbidades contra a Covid-19 – Justificativas para recuo do Ministério da Saúde não são claras ou não se sustentam — 16/09/2021

Vacinação contra COVID-19 em gestantes: boletim conjunto SBIm, SBP, AMB e Febrasgo – Documento elenca as principais informações sobre a suspensão temporária da aplicação da vacina AstraZeneca/Fiocruz em gestantes e puérperas — 13/07/2021

Nota Técnica SBIm/SBP: Intervalo entre as doses das vacinas COVID-19 AstraZeneca/Oxford e Pfizer – As sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm) e Pediatria (SBP) manifestam posição contrária à redução no intervalo entre as doses das vacinas COVID-19 Oxford/Astrazeneca e Pfizer, anunciada por algumas unidades federativas como forma de minimizar a propagação da variante Delta — 13/07/2021.

Boletim conjunto SBIm, SBP, AMB e Febrasgo – Elenca as principais informações sobre a suspensão temporária da aplicação da vacina AstraZeneca/Fiocruz em gestantes e puérperas, bem como as orientações de uso nesse grupo das vacinas disponíveis no país que não utilizam vetores virais (Coronavac© e Pfizer, neste momento) — 25/05/2021

Nota Técnica SBIm: sorologia para avaliar resposta à vacina COVID-19 não é recomendada – Dosagem de anticorpos neutralizantes não é suficiente para chegar a conclusões sobre a proteção contra o SARS-CoV-2 após a vacinação — 25/03/2021.

SBP: Vacinação contra a COVID-19 em lactantes – Documento elaborado pelos Departamentos Científicos de Imunização, Infectologia e Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria – recomenda a vacinação de mulheres amamentando "independentemente da idade de seu filho, sem necessidade de interrupção do aleitamento materno, ressaltando todos os benefícios de ambas as ações (imunização e amamentação) — 03/03/2021.

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VacinAção pela Vida - Covid-19. Assista aos vídeos.