O que previne

Formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês.

Do que é feito

Trata-se de um anticorpo específico contra o VSR, elaborado por técnica de engenharia genética (imunização passiva).

Indicação

Indicado para todos os lactentes com até 8 meses de idade. Pode ser administrado independentemente da sazonalidade, em especial um mês antes ou durante o primeiro período de maior circulação do VSR (sazonalidade) após o nascimento do bebê. Pode ser aplicado simultaneamente com qualquer vacina (no mesmo dia, em locais de aplicação diferentes) ou com qualquer intervalo, sem prejuízo à eficácia ou segurança. 

Na segunda sazonalidade, é recomendado para crianças que fazem parte de grupos de risco, como crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade e necessidade de suporte médico, imunocomprometimento grave, fibrose cística e cardiopatias congênitas não corrigidas com repercussão hemodinâmica e síndrome de Down.

Contraindicação

Não há contraindicações, exceto reações alérgicas a doses anteriores do produto.

Esquema de doses

Recomendações da SBIm e critérios de elegibilidade:

  1. Crianças menores de 8 meses de idade, cujas mães não se vacinaram na gestação:
    • uma dose de 50 mg para crianças com peso inferior a 5 Kg;
    • uma dose de 100mg para crianças com peso a partir de 5 Kg.
  2. Crianças de 8 a 23 meses de idade com risco para infecção grave por VSR:
    • 200 mg (duas doses de 100mg administradas simultaneamente), independente de peso.
  3. Situações em que o uso de Nirsevimabe está formalmente recomendado, mesmo com a vacinação da gestante contra o VSR:
    • Recém-nascidos prematuros;
    • Mãe imunossuprimida vacinada durante a gestação;
    • Parto ocorrido antes de 14 dias da vacinação materna;
    • RN de alto risco, que pode incluir, mas não se limita a: doença pulmonar crônica da prematuridade, doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa, imunocomprometidos, Síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas
  4. Administração a critério médico (fora das indicações em bula):
    • A administração da vacina VSR na gestante pode proteger o bebê de forma eficaz nos seus primeiros 6 meses, com maior eficácia nos primeiros 3 a 4 meses. A administração do nirsevimabe em menores de 8 meses sem condições de risco cujas mães se vacinaram na gravidez, assim como em bebês maiores de 8 meses sem comorbidades — independentemente de vacinação maternapode ser considerada pelo pediatra, a depender de situação epidemiológica e da existência de risco individual, caso o profissional entenda que haverá benefícios.
    • Apesar da ausência de dados quanto à dose ideal para crianças a partir de 8 meses que não tenham risco para VSR grave, a SBIm sugere, nessa situação:
      • uma dose IM de 100 mg se o peso for < 10 Kg;
      • 200 mg (duas doses de 100mg administradas simultaneamente) se o peso for ≥10 Kg.

Recomendações do PNI e critérios de elegibilidade

Em 2026, o sistema público ainda dispõe de doses de palivizumabe em período de transição, que vai variar conforme os estoques em cada unidade federada. Diante dessa realidade, os municípios adotarão as seguintes diretrizes para os anticorpos monoclonais:

1. Crianças na primeira sazonalidade:

  • Prematuros (até 36 semanas e 6 dias): durante todo o ano, independentemente da vacinação materna.
    • 50 mg para crianças com peso inferior a 5 kg
    • 100 mg para crianças a partir de 5 kg
  • Crianças com comorbidades: durante o período sazonal (fevereiro a agosto).
    • 50 mg para crianças com peso inferior a 5 kg
    • 100 mg para crianças a partir de 5 kg

2. Crianças na segunda sazonalidade:

  • Com comorbidades e menores de 24 meses que não receberam palivizumabe em 2025: aplicação durante o período sazonal (fevereiro a agosto).
    • 200 mg (duas doses de 100 mg administradas simultaneamente), independente do peso.

Comorbidades elegíveis: cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.

Observações:

  1. Nos municípios onde não houver estoques remanescentes de palivizumabe, ou assim que estes se esgotarem, o nirsevimabe será utilizado para crianças com comorbidades na segunda sazonalidade.
  2. É responsabilidade dos municípios garantir que crianças com comorbidades que iniciaram o esquema com palivizumabe em 2026 tenham as cinco doses asseguradas, de modo a evitar a intercambialidade com o nirsevimabe.

Importante: Consulte critérios de exclusão e outras informações em https://sbim.org.br/images/guia-de-estrategia-contra-virus-sincicial-para-criancas-prematuras.pdf_2026-01-22.pdf

Local de aplicação

Via intramuscular, no vasto lateral da coxa.

Cuidados antes, durante e após a vacinação

  • Não há nenhum cuidado antes ou após a administração;
  • Pode ser administrado em bebês hospitalizados;
  • Pode ser administrado no mesmo momento ou com qualquer intervalo das vacinas da rotina infantil.

Efeitos e eventos adversos

O produto é seguro e não apresenta eventos adversos importantes além de reações locais raras leves e transitórias.

Onde pode ser encontrado

Nos serviços privados de vacinação.

Sistema Único de Saúde (SUS): Disponível nos locais que integram a Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (RIE), conforme pactuação das Comissões Intergestores Bipartite (CIB) de cada estado. A depender da pactuação, os locais para administração podem variar entre municípios:

  • Maternidades que prestam serviço ao SUS enquadradas como Centro Intermediário de Imunobiológicos Especiais (CIIE) da RIE, com estoque próprio de nirsevimabe.
  • Maternidades que prestam serviço ao SUS sem estoque próprio: mediante validação à distância da indicação do nirsevimabe e posterior envio para aplicação.
  • Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e CIIE definidos pela RIE.
  • Unidades de saúde que prestem serviço ao SUS e apliquem vacinas e outros imunobiológicos, sem estoque de nirsevimabe: mediante validação à distância da indicação e posterior envio do medicamento para aplicação.

O que previne

As formas graves de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em bebês de alto risco.

Do que é feito

Trata-se de um anticorpo específico contra o VSR, elaborado por técnica de engenharia genética (imunização passiva).

Indicação

Está indicado no Calendário de vacinação SBIm prematuro para:

  • Recém-nascidos pré-termo com até 28 semanas gestacionais, no primeiro ano de vida;
  • Recém-nascidos pré-termo de 29 a 32 semanas gestacionais, nos primeiros seis meses de vida.
  • Bebês com doença pulmonar crônica da prematuridade e/ou cardiopatia congênita, nascidos com qualquer idade gestacional, nos dois primeiros anos de vida, desde que estejam em tratamento destas condições nos últimos seis meses.

O Ministério da Saúde e os planos ou seguros de saúde oferecem para:

  • Bebês prematuros nascidos com idade gestacional ≤ 28 semanas (até 28 semanas, 6 dias), durante o primeiro ano de vida;
  • Crianças com até 2 anos de idade com doença pulmonar crônica associada com a prematuridade (displasia broncopulmonar) ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada, independentemente da idade gestacional.

Observação: o palivizumabe pode ser utilizado em recém-nascidos e bebês hospitalizados e no mesmo momento em que as vacinas de rotina do calendário. 

Contraindicação

Não há contraindicações, exceto reações alérgicas a doses anteriores do produto.

Esquema de doses

  • Doses mensais de 15 mg/kg de peso, por até cinco meses, durante a temporada de maior circulação do vírus (sazonalidade). A primeira dose deve ser aplicada um mês antes do início do período.
  • A sazonalidade varia conforme o local onde vive a criança. Na Região Norte, de acordo com o Ministério da Saúde, ocorre entre fevereiro e junho. Nas demais regiões, de março a julho.

Local de aplicação

Via intramuscular no vasto lateral da coxa.

Cuidados antes, durante e após a vacinação

Não há nenhum cuidado antes ou após a administração.

Pode ser administrado em bebês hospitalizados e no mesmo momento que as vacinas de rotina do calendário.

Efeitos e eventos adversos

O produto é seguro e não apresenta eventos adversos importantes além de reações locais raras leves e transitórias.

Onde pode ser encontrada

O Ministério da Saúde (MS) disponibiliza gratuitamente para:

  • prematuros com idade gestacional até 28 semanas e 6 dias, no primeiro ano de vida;
  • bebês com displasia broncopulmonar ou cardiopatia congênita com repercussão, independentemente de idade gestacional ao nascer, até os 2 anos de idade.

O palivizumabe também está disponível nos serviços privados de vacinação. Desde 2018, a ANS incluiu a aplicação entre os procedimentos que devem ser fornecidos ou reembolsados pelos planos de saúde, nas mesmas situações em que é oferecido pelo Ministério da Saúde.

O que previne:

Doenças causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b, principalmente meningite.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

É composta de pó liofilizado com polissacarídeo da cápsula da bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib) conjugado com toxoide tetânico, lactose, cloreto de sódio, água para injeção. As apresentações multidose contêm fenol. Na vacina disponível na rede pública há timerosal (derivado do mercúrio).

Pode ser encontrada isolada ou combinada com a vacina tríplice bacteriana (DTPw ou DTPa).

Indicação:

  • Crianças a partir de 2 meses, até 5 anos de idade.
  • Crianças com mais de 5 anos, adolescentes e adultos com condições médicas que aumentam o risco para doenças por Hib: ausência de baço ou disfunção nesse órgão; antes e/ou após transplante de órgão ou medula óssea; após quimioterapia; entre outras.

Contraindicação:

Pessoas que apresentaram anafilaxia provocada por qualquer componente da vacina ou por dose anterior.

Esquemas de doses:

  • O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda e disponibiliza a vacina em três doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade. As sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam uma quarta dose entre 12 e 18 meses, em especial para crianças vacinadas com a vacina DTPa.
  • Crianças com mais de 5 anos, adolescentes e adultos não vacinados e com doenças que aumentem o risco da doença: duas doses com intervalo de dois meses.

Via de aplicação:

Subcutânea ou intramuscular (nunca pelas vias intravascular ou intradérmica).

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos, pode-se usar medicação para dor, sob recomendação médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Pode ocorrer dor no local da aplicação em 3% a 29% dos vacinados; e inchaço, endurecimento e vermelhidão em 0,2% a 17% deles.
  • Em relação às manifestações gerais, a febre nas primeiras 24 horas após a vacinação é relatada por 1% a 6% dos vacinados; cansaço, tontura, dor de cabeça, irritabilidade e desconforto gastrintestinal leve podem aparecer em 1% a 20% dos vacinados.
  • Um a cada 600 mil vacinados apresenta alergia a algum componente da vacina, sobretudo ao timerosal (derivado do mercúrio), sendo mais raro em crianças e adolescentes.

Onde pode ser encontrada:

  • A vacina Hib faz parte da rotina de vacinação infantil, compondo a vacina penta dos postos de saúde (tríplice bacteriana de células inteiras, hepatite B e Hib – DTPw-HB/Hib).
  • Nos serviços privados de vacinação, é encontrada nas vacinas penta (tríplice bacteriana acelular, poliomielite inativada (VIP) e Hib – DTPa-VIP/Hib) e hexa (tríplice bacteriana acelular, poliomielite inativada, Hib e hepatite B – DTPa-VIP-HB/Hib) e também na apresentação isolada.
  • Nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE), para pessoas com algumas condições clínicas específicas de risco para a doença ou para complementação de esquemas vacinais, na apresentação isolada.

Resultados da vacinação no mundo:

Cobertura vacinal no Brasil da 3ª dose de Hib em crianças - 1990-2014

O que previne:

Tuberculose – principalmente as formas graves, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar (espalhada pelo corpo).

Do que é feita:

É composta pelo bacilo de Calmette-Guérin – origem do nome BCG – obtido pela atenuação (enfraquecimento) de uma das bactérias que causam a tuberculose. Completam sua composição o glutamato de sódio e a solução fisiológica (soro a 0,9%).

Indicação:

A vacina é indicada de rotina a partir do nascimento até antes de a criança completar 5 anos de idade.

Pessoas de qualquer idade que convivem com portadores de hanseníase (lepra).

Contraindicação:

  • Pessoas imunodeprimidas e recém-nascidos de mães que usaram medicamentos que possam causar imunodepressão do feto durante a gestação.
  • Prematuros, até que atinjam 2 kg de peso.

Esquema de doses:

Dose única.

Local de aplicação:

Intradérmica.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

A vacinação não requer qualquer cuidado prévio.

Na maioria das vezes, haverá uma reação no local da aplicação com posterior formação de cicatriz. É importante não colocar produtos, medicamentos ou curativos, pois trata-se de uma resposta esperada e normal à vacina.

A revacinação de crianças que não desenvolveram cicatriz deixou de ser recomendada pelo Ministério da Saúde em fevereiro de 2019.

Efeitos e eventos adversos:

A BCG quase sempre deixa uma cicatriz característica, com até 1 cm de diâmetro, no local em que foi aplicada – como rotina, no braço direito. Essa reação é esperada! A resposta à vacina demora cerca de três meses (12 semanas), podendo se prolongar por até seis meses (24 semanas), e começa com uma mancha vermelha elevada no local da aplicação, evolui para pequena úlcera, que produz secreção até que vai cicatrizando.

Eventos adversos possíveis: úlceras com mais de 1 cm ou que demoram muito a cicatrizar; gânglios ou abscessos na pele e nas axilas; disseminação do bacilo da vacina pelo corpo, causando lesões em diferentes órgãos.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), os gânglios surgem em cerca de 10% dos vacinados.

Qualquer que seja o evento, o serviço de vacinação deve notificá-lo ao órgão de vigilância em Saúde e encaminhar o paciente ao posto de saúde para acompanhamento e tratamento adequados.

Onde pode ser encontrada:

Nas Unidades Básicas de Saúde e nos serviços privados de vacinação.

Resultados da prevenção no Brasil e no mundo:

A vacina BCG não oferece eficácia de 100% na prevenção da tuberculose pulmonar, mas sua aplicação em massa permite a prevenção de formas graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar (forma disseminada).

No Brasil, embora a incidência de tuberculose pulmonar venha aumentando, quase não são mais registradas as formas graves da doença. Outro exemplo da importância da vacinação foi o aumento do número de casos de tuberculose em crianças, registrado quando a Suécia suspendeu a vacinação de rotina.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, nos países onde a tuberculose é frequente e a vacina integra o programa de vacinação infantil, previna-se mais de 40 mil casos anuais de meningite tuberculosa. Impacto como este depende de alta cobertura vacinal, razão pela qual é tão importante que toda criança receba a vacina BCG.

O que previne

A covid-19, em pessoas a partir de 6 meses.

Em maio de 2023, o Grupo Consultivo Técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre composição de vacinas covid-19 recomendou que as novas vacinas, ou atualizadas, sejam formuladas como vacinas monovalentes, com uma linhagem do vírus SARS-CoV-2 descendente da variante XBB.1.

O objetivo é fornecer maior proteção contra a covid-19 causada pelas variantes que predominam no momento. A composição das vacinas disponíveis no SUS deve atender ao recomendado pela OMS, sempre com a versão mais atualizada.

Do que são feitas

As vacinas covid-19 da Moderna (Spikevax®) e da Pfizer (Comirnaty®) são vacinas inativadas compostas por RNA mensageiro (RNAm) modificado, encapsulado em partículas nanolipídicas. Esse RNAm codifica as células humanas para transcreverem a proteína S (spike) do vírus SARS-CoV-2, o que estimula a produção de anticorpos contra ela e, consequentemente, previne a infecção.

Já a vacina covid-19 da Serum /Zalika é inativada, recombinante, e contém a proteína S (spike) do SARS-CoV-2, associada ao adjuvante Matrix-M.

Indicações do PNI

Vacinação de rotina:

  • Crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto;
  • Pessoas a partir de 60 anos;
  •  Gestantes.

Vacinação Especial:

  • Pessoas imunocomprometidas ou em situação de imunossupressão, a partir de 6 meses de idade:
    • transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea;
    • pessoas vivendo com HIV (PVHIV);
    • pessoas com doenças inflamatórias imunomediadas em atividade que usem ≥ 20 mg/dia de corticoides (prednisona ou equivalente) há no mínimo 14 dias;
    • crianças de até 10 Kg que usem ≥ 2 mg/kg/dia de corticoides (prednisona ou equivalente) há no mínimo 14 dias;
    • pessoas em uso de imunossupressores e/ou imunobiológicos que levam à imunossupressão;
    • pessoas com erros inatos da imunidade (imunodeficiências primárias);
    • pessoas com doença renal crônica em hemodiálise;
    • pacientes oncológicos que realizam ou realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico e estão em acompanhamento, bem como pessoas com neoplasias hematológicas;
  • Pessoas com comorbidades não imunossupressoras a partir de 5 anos de idade (saiba mais);
  • Pessoas a partir de 5 anos de idade pertencentes a outros grupos de maior vulnerabilidade:
    • pessoas vivendo em instituições de longa permanência;
    • indígenas vivendo em terra Indígena e fora da terra Indígena;
    • população ribeirinha;
    • quilombolas;
    • trabalhadores da saúde;
    • pessoas com deficiência permanente;
    • pessoas privadas de liberdade;
    • funcionários do sistema de privação de liberdade;
    • adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas;
    • pessoas em situação de rua.

 Contraindicações

  • Alergia a qualquer um dos componentes presentes na vacina;
  • Histórico de anafilaxia após dose anterior.

Esquemas de doses

Rotina para crianças de 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, com as vacinas covid-19 mRNA da Moderna (Spikevax®) ou da Pfizer (Comirnaty®) versão pediátrica
Histórico vacinalEsquemaIntervalos entre as dosesReforços
Nunca vacinadas

Vacina Moderna
Duas doses de 0,25ml

ou
Vacina Pfizer

Três doses de 0,2 ml

Vacina Moderna
Quatro semanas entre as duas doses

Vacina Pfizer

- Quatro semanas entre a primeira e a segunda doses
- Oito semanas entre a segunda e a terceira doses

-
Com esquema das vacinas anteriores incompleto Completar esquema com a vacina disponível para a faixa etária Mínimo de três meses após a dose mais recente -
Imunocomprometidas completamente vacinadas com as vacinas anteriores Duas doses de qualquer vacina atualizada disponível para a faixa etária Mínimo de seis meses entre as duas doses Dois reforços anuais com a vacina atualizada. Seis meses de intervalo entre as doses
Imunocomprometidas nunca vacinadas Três doses de qualquer vacina atualizada disponível para a faixa etária

- Quatro semanas entre a primeira e a segunda doses
- Oito semanas entre a segunda e a terceira doses

Dois reforços anuais com a vacina atualizada. Seis meses de intervalo entre as doses
Crianças com comorbidades com esquema completo com as vacinas anteriores Uma dose da vacina atualizada disponível para a faixa etária - Uma dose anual com a vacina atualizada
Crianças em situação de revacinação (transplante de células-tronco hematopoiéticas) Três doses da vacina atualizada disponível para a faixa etária

- Quatro semanas entre a primeira e a segunda doses;

- Oito semanas entre a segunda e a terceira doses

Dois reforços anuais, com seis meses de intervalo, enquanto durar a imunodepressão

 Observação: Crianças saudáveis a partir de 5 anos que receberam ao menos uma dose, mas não completaram o esquema vacinal indicado antes desta idade, são consideradas devidamente vacinadas.  O esquema deve ser qualificado como encerrado.

Rotina para pessoas a partir de 60 anos, gestantes e puérperas, com as vacinas RNAm da Pfizer ou da Moderna ou com a vacina recombinante da Serum/Zalika
Histórico vacinalEsquemasIntervalos entre dosesReforços
A partir dos 60 anos, independentemente de histórico vacinal Duas doses anuais da vacina atualizada Intervalo de seis meses entre as doses Dois reforços anuais, com seis meses de intervalo
Gestantes e puérperas, independentemente do histórico vacinal Uma dose, preferencialmente de vacina RNAm*, em qualquer momento da gestação   A cada gestação, respeitando o intervalo mínimo de seis meses

* Devido à limitação nos dados disponíveis sobre o uso da vacina covid-19 recombinante em gestantes, a administração desta vacina deve ser realizada apenas quando os benefícios superarem eventuais riscos para a mãe e o feto.

Vacinação Especial: pessoas a partir de 5 anos de idade pertencentes aos grupos prioritários
Histórico vacinalEsquemasIntervalos entre dosesReforços
Pessoas com comorbidades ou de maior vulnerabilidade incluídas no grupo de vacinação especial, não imunodeprimidas, independentemente do histórico vacinal

Menores de 11 anos

Uma dose da vacina covid-19-RNAm da formulação pediátrica da vacina da Pfizer (Comirnaty®) pediátrica ou da vacina Moderna (Spikevax®), com volume de dose recomendado para a idade

A partir dos 12 anos

Uma dose. Podem  ser utilizadas as vacinas

covid-19 RNAm da Pfizer (Comirnaty®) Moderna (Spikevax®) ou ainda a vacina covid-19 recombinante da  Serum/Zalika

Mínimo de três meses após a última vacinação Um reforço anual, com seis meses de intervalo
Imunocomprometidos sem vacinação prévia

Entre 5 e 11 anos
Três doses de vacina RNAm da Pfizer (Comirnaty®) ou da Moderna (Spikevax®)

A partir de 12 anos
três doses de vacina RNAm da Pfizer ou da Moderna ou ainda três doses da vacina recombinante da Serum/Zalika

Em qualquer idade, intervalo de quatro semanas entre a primeira e a segunda doses e de oito semanas entre a segunda e a terceira Dois reforços anuais, com seis meses de intervalo
Imunocomprometidos com esquema de vacinação incompleto Completar esquema de três doses da vacina atualizada disponível, com volume adequado para a idade. Em qualquer idade, intervalo de quatro semanas entre a primeira e a segunda doses e de oito semanas entre a segunda e a terceira Dois reforços anuais, com seis meses de intervalo
Imunocomprometidos com esquema de vacinação completo Duas doses da vacina atualizada disponível, com o volume adequado para a idade Intervalo de seis meses entre as doses Dois reforços anuais, com seis meses de intervalo
Pessoas em situação de revacinação (transplante de células-tronco hematopoiéticas) Três doses da vacina atualizada disponível para a faixa etária

- Quatro semanas entre a primeira e a segunda doses

- Oito semanas entre a segunda e a terceira doses

Dois reforços anuais, com seis meses de intervalo, enquanto durar a imunodepressão

Observações

  • Intercambialidade: o esquema vacinal pode ser completado com vacinas covid-19 de fabricantes diferentes (esquema heterólogo) nas situações de indisponibilidade ou descontinuidade da vacina utilizada inicialmente ou em caso de contraindicação da vacina utilizada em dose anterior. Mais informações podem ser acessadas no documento publicado pelo Ministério da Saúde. Leia aqui;
  • As secretarias municipais de saúde têm autonomia para estabelecer as estratégias de vacinação dentro de seus territórios, de acordo com a disponibilidade de vacinas e particularidades populacionais ou epidemiológicas. É possível, portanto, que a oferta seja estendida para outros grupos além dos contemplados pelo Ministério de Saúde. Fique atento aos meios de comunicação das prefeituras ou acesse o site de sua Secretaria Municipal de Saúde.

 Via de aplicação

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação

  • A vacinação deve ser postergada na presença de quadros respiratórios febris até a melhora do quadro clínico e ausência de febre por 24 horas;
  • Pessoas que tiveram covid-19 podem receber a vacina desde que estejam plenamente restabelecidas e tenham passado pelo período de isolamento respiratório;
  • Gestantes: as evidências atuais demonstram não haver risco de malformação do feto. Gestantes e puérperas, sobretudo com comorbidades, estão entre os grupos prioritários para vacinação;
  • O uso de imunoglobulinas não exige intervalo para a vacina, exceto para pacientes que utilizaram como parte do tratamento contra covid-19 anticorpos monoclonais, imunoglobulina ou plasma convalescente específicos contra o SARS-CoV-2. Nesses casos, a orientação é aguardar, preferencialmente, 90 dias;
  • Assim como ocorre com outras aplicações intramusculares, deve haver cautela na técnica de aplicação da vacina em pessoas com trombocitopenia, coagulopatias ou em vigência de terapia anticoagulante, uma vez que nesses indivíduos pode ocorrer sangramento e hematoma após a administração;
  • Imunossuprimidos: como toda vacina inativada, pode ser utilizada com segurança em pessoas imunossuprimidas, inclusive naquelas em tratamento de câncer;
  • Não há necessidade de intervalo para outras vacinas. As vacinas podem, inclusive, ser administradas no mesmo dia.
  • Pessoas com histórico de anafilaxia a outras vacinas ou medicamentos injetáveis não têm contraindicação absoluta à vacinação contra covid-19, mas devem ser observadas por trinta minutos após a aplicação.
  • Uma dose adicional de vacina de um determinado fabricante está contraindicada para aqueles que tiveram anafilaxia após uma dose anterior deste mesmo fabricante.
  • Lactantes: as vacinas RNAm não representam risco para o lactente. Além disso, estudos mostram que os anticorpos produzidos pela vacina são encontrados no leite materno, o que pode ajudar a proteger os bebês. Quanto à vacina recombinante, não existem dados sobre excreção no leite humano.
  • Indivíduos que desenvolveram miocardite/pericardite após uma dose da vacina Covid-19 RNAm não devem receber doses adicionais de qualquer vacina contra a covid-19, a menos que seja recomendado após criteriosa avaliação médica do benefício-risco da vacinação.
  • Reações associadas à ansiedade — desmaios (reações vasovagais), hiperventilação, tremores, sensação de falta de ar ou agitação — podem ocorrer em algumas pessoas durante a vacinação, como resposta ao ato da injeção. Por precaução, os profissionais de saúde devem estar atentos para identificar e manejar a situação, conforme as recomendações vigentes para a vacinação segura.
  • Exacerbações da síndrome de transudação capilar (STC): a exacerbação da STC foi notificada raramente nos primeiros dias após a vacinação com a primeira versão da Spikevax®. Os profissionais de saúde devem permanecer atentos aos sinais e aos sintomas da síndrome (hipotensão, hipoalbuminemia, edema e hemoconcentração) para realizar o tratamento oportuno.
  • Doação de sangue: indivíduos vacinados com as vacinas covid-19 de RNAm devem aguardar pelo menos sete dias para doar sangue.

Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI):

A segurança das vacinas originais de mRNA e suas atualizações está bem estabelecida, com base nos dados de estudos clínicos e no monitoramento das mais de 10 bilhões de doses aplicadas em todo o mundo.

Eventos adversos possíveis

  • Muito comuns (ocorrem em 10% dos vacinados): dor e inchaço no local de injeção, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, calafrios e febre;
  • Comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos vacinados): vermelhidão no local de injeção e náusea;
  • Incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos vacinados): aumento dos gânglios linfáticos (ou ínguas), sensação de mal-estar, dor nos membros, insônia e prurido no local de injeção;
  • Raros (em menos de 0,1% dos vacinados): reação alérgica grave (anafilaxia) e fenômenos de hipersensibilidade;
  • Órgãos de vigilância de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI) de diversos países verificaram um aumento nas notificações de miocardite e pericardite (inflamação do músculo cardíaco e da estrutura que envolve o coração) após a vacinação com vacinas de mRNA em adolescentes e adultos jovens. A maioria dos episódios foi leve e tratável, ocorreu em indivíduos do sexo masculino, geralmente após a segunda dose, e entre quatro e 30 dias depois da aplicação.

É importante ressaltar que o risco de miocardite/pericardite após a vacinação existe com qualquer vacina covid-19 disponívei, mas é muito raro e muito menor do que o causado pela própria doença. Por isso, agências regulatórias do mundo continuam a recomendar a vacinação. No Brasil, os casos notificados ocorreram com frequência ainda mais rara do que em outros países, todos sem gravidade e com recuperação total.

Mais informações estão disponíveis aqui.

Onde pode ser encontrada:

No sistema público de vacinação.

O que previne:

Febre amarela.

Do que é feita:

No Brasil estão disponíveis duas vacinas: a produzida por Bio-Manguinhos – Fiocruz, utilizada pela rede pública, e a produzida pela Sanofi Pasteur, utilizada pelos serviços privados de vacinação e eventualmente pela rede pública. Ambas são elaboradas a partir de vírus vivo atenuado, cultivado em ovo de galinha. A vacina de Biomanguinhos apresenta em sua formulação gelatina bovina, eritromicina, canamicina, cloridrato de L-histidina, L-alanina, cloreto de sódio e água para injeção. Já a da Sanofi Pasteur contém: lactose, sorbitol, cloridrato de L-histidina, L-alanina e solução salina.

As duas têm perfis de segurança e eficácia semelhantes, estimados em mais de 95% para maiores de 2 anos.

É importante ressaltar que os estudos para o uso de doses fracionadas, recomendado apenas durante campanhas do Ministério da Saúde, em localidades e períodos bem definidos, foram realizados apenas com a vacina de Bio-Manguinhos. Não há, portanto, autorização para a administração de doses fracionadas da vacina da Sanofi Pasteur.

Indicação:

Pessoas a partir de 9 meses de idade.

Contraindicações:

  • Crianças abaixo de 6 meses de idade.
  • Indivíduos infectados pelo HIV, sintomáticos e com imunossupressão grave comprovada por exame de laboratório.
  • Pessoas com imunodepressão grave por doença ou uso de medicação.
  • Pacientes que tenham apresentado doença neurológica desmielinizante no período de seis semanas após a aplicação de dose anterior da vacina.
  • Mulheres amamentando bebês com até 6 meses. Se a vacinação não puder ser evitada, suspender o aleitamento materno por 10 dias. Procure o pediatra para mais orientações.
  • Pacientes submetidos a transplante de órgãos.
  • Pacientes com câncer.
  • Pessoas com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina bovina ou outras).
  • Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).
  • Em princípio, há contraindicação para gestantes, mas a administração deve ser analisada de acordo com o grau de risco, como na vigência de surtos;
  • Na vigência de risco epidemiológico, pode ser considerada a administração em crianças entre 6 e 9 meses de idade.

Grupos com precaução para vacinação:

Em situações de aumento das chances de infecção pelo vírus selvagem da febre amarela, a vacinação pode ser recomendada para pessoas com algumas condições clínicas que inicialmente seriam consideradas contraindicação. Cabe a(o) médico(a) avaliar a relação risco-benefício.

  • Pessoas vivendo com HIV/Aids, assintomáticas e que apresentem o LT-CD4 ≥ 350 células/mm3. Poderá ser utilizado o último exame de LT-CD4 (independentemente da data), desde que a carga viral atual (menos de seis meses) se mantenha indetectável;
  • Pessoas após término de tratamento com quimioterapia (venosa ou oral) e sem previsão de novo ciclo: administrar a vacina após três meses do término da quimioterapia;
  • Pessoas que fizeram uso de medicamento anticélulas B e Fludarabina: aguardar seis meses de intervalo;
  • Pessoas submetidas a transplante de células tronco hematopoiéticas: administrar a vacina a partir de 24 meses após o transplante se não houver doença do enxerto versus hospedeiro e/ou recaída da doença de base e/ou uso de imunossupressor;
  • Síndrome Mieloproliferativa Crônica: administrar a vacina se padrão laboratorial for estável e com neutrófilos acima de 1500 céls/mm³;
  • Síndrome Linfoproliferativa: administrar a vacina três meses após o término da quimioterapia (exceto no caso de uso de medicamento anti-células B, quando o intervalo deve ser de seis meses);
  • A administração da vacina em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico ou outras doenças autoimunes deve ser avaliada com cuidado, pois pode haver imunossupressão nesses pacientes.
  • Doenças hematológicas:
    • Hemofilia e doenças hemorrágicas hereditárias: administrar a vacina conforme orientação do Calendário Nacional de Vacinação. Recomenda-se o uso de compressas frias antes e depois da aplicação da vacina;
    • Doença Falciforme: sem uso de hidroxiureia: administrar a vacina conforme o Calendário Nacional de Vacinação; em uso de hidroxiureia: administrar a vacina somente se contagem de neutrófilos acima de 1500 céls/mm³;

Esquema de doses:

Rotina

  • Crianças até 4 anos: duas doses, aos 9 meses e aos 4 anos;
  • A partir de 5 anos: O PNI disponibiliza dose única. A SBIm, no entanto, recomenda duas doses, com intervalo de 10 anos, pois há dados que demonstram perda de proteção com o tempo (falha secundária);
  • No PNI, pessoas a partir de 5 anos de idade que receberam uma dose da vacina antes de completarem 5 anos de idade devem receber uma segunda dose, independentemente da idade em que procurarem o serviço de vacinação, respeitando intervalo mínimo de 30 dias entre as doses (saiba mais).

Exigência de vacinação para viajantes

Como o Brasil é considerado endêmico para a febre amarela, alguns países (acesse a lista) só permitem a entrada de viajantes brasileiros que apresentem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) com registro de dose aplicada no mínimo 10 dias da viagem. A dose fracionada, utilizada para conter o surto de grandes proporções que atingiu o país em 2018, não é válida para esse fim.

O documento é disponibilizado de forma automática no aplicativo ou site do Meu SUS Digital desde 30/12/2022. Pessoas vacinadas anteriormente ou que não tiveram o certificado incluído na plataforma podem solicitar a emissão aqui ou entrar em contato com a Anvisa pelo telefone 0800-642-9782.

Quando há contraindição para a vacinação, o médico(a) poderá emitir o certificado de isenção da vacinação contra febre amarela com a justificativa da isenção. O modelo elaborado pelo Ministério da Saúde pode ser acessado em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/certificado-internacional-de-vacinacao/arquivos/modelo-de-atestado-de-isencao_vacina-febre-amarela.pdf

Via de aplicação:

Subcutânea.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre recomenda-se adiar a vacinação até a melhora.
  • Para crianças até 2 anos de idade, não aplicar simultaneamente com a vacina tríplice viral e aguardar intervalo mínimo de 30 dias entre as duas vacinas.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Todo e qualquer evento adverso grave e/ou inesperado deve ser notificado às autoridades de Saúde.

Efeitos e eventos adversos:

  • Manifestações gerais, como febre, dor de cabeça e muscular são os eventos mais frequentes e acontecem em cerca de 4% dos que são vacinados na primeira vez e menos de 2% nas segundas doses.
  • Manifestações locais como dor na área de aplicação ocorrem em 4% dos adultos vacinados e um pouco menos em crianças pequenas. A dor dura um ou dois dias, na forma leve ou moderada.
  • Reações alérgicas como erupções na pele, urticária e asma acontecem com frequência de um caso para 130 mil a 250 mil vacinados.
  • Apesar de muito raros, podem acontecer eventos graves: reações alérgicas, doença neurológica (encefalite, meningite, doenças autoimunes com envolvimento do sistema nervoso central e periférico) e doença em órgãos (infecção pelo vírus vacinal causando danos semelhantes aos da doença). No Brasil, entre 2007 e 2012, a ocorrência destes eventos graves foi de 0,42 caso por cem mil vacinados.
  • Entre 1999 e 2009, ocorreu anafilaxia na proporção de 0,023 caso para cem mil doses aplicadas.
  • Entre 2007 e 2012, aconteceram 116 casos (0,2 caso em cem mil vacinados) de doença neurológica, principalmente quando se tratava de primeira dose e em idosos. Já a doença nos órgãos, chamada “viscerotrópica”, neste mesmo período, ocorreu em 21 pessoas (0,04 caso em cem mil vacinados).

Onde pode ser encontrada:

Nos serviços privados de vacinação credenciadas junto à Anvisa e nas Unidades Básicas de Saúde.

Resultados da vacinação no mundo:

Cobertura vacinal mundial e número de casos reportados de febre amarela - 1980-2015

O que previne:

Infecção do fígado (hepatite) causada pelo vírus da hepatite B.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

É composta por proteína de superfície do vírus da hepatite B purificado, hidróxido de alumínio, cloreto de sódio e água para injeção. Pode conter fosfato de sódio, fosfato de potássio e borato de sódio.

A rede pública utiliza a apresentação multidose (mais de uma dose por frasco), que contém timerosal (derivado do mercúrio) como conservante.

Indicação:

Para pessoas de todas as faixas etárias. Faz parte da rotina de vacinação das crianças, devendo ser aplicada, de preferência, nas primeiras 12-24 horas após o nascimento, para prevenir hepatite crônica – forma que acomete 90% dos bebês contaminados ao nascer.

Especialmente indicada para gestantes não vacinadas.

Contraindicação:

Não deve ser aplicada em pessoas que apresentaram anafilaxia com qualquer componente da vacina ou com dose anterior. Ou nas que desenvolveram púrpura trombocitopênica após dose anterior de vacina com componente hepatite B.

Esquema de doses:

  • Para a vacinação rotineira de crianças, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou o esquema de quatro doses: uma dose em formulação isolada ao nascimento e doses aos 2, 4 e 6 meses de vida, incluídas na vacina pentavalente de células inteiras, única vacina com componente hepatite B disponível no PNI para a rotina do primeiro ano de vida.
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam o esquema de três doses: ao nascimento, em formulação isolada, e aos 2 e 6 meses de vida, como parte da vacina hexavalente acelular. O esquema pode ser igualmente de quatro doses, como no PNI, caso no quarto mês também seja administrada a vacina hexavalente, em vez da pentavalente acelular (que não contém o componente hepatite B).    
  • Para crianças mais velhas, adolescentes e adultos não vacinados no primeiro ano de vida, o PNI, a SBP e a SBIm recomendam três doses, com intervalo de um ou dois meses entre primeira e a segunda doses e de seis meses entre a primeira e a terceira (intervalo mínimo de 4 meses entre D1 e D3).
  • Pessoas com condições clínicas que comprometam a resposta vacinal podem ter necessidade de esquemas adaptados. Veja calendários de vacinação dos pacientes especiais.

Avaliação sorológica de resposta vacinal

O exame sorológico só é válido para averiguar a resposta à vacinação contra a hepatite B se for realizado de 30 a no máximo 90 dias após o fim do esquema (título de anticorpos anti-HBS ≥ 10 mUI/ml é considerado correlato de proteção).  Sorologias realizadas além desse período, não permitem esclarecer se houve falha na resposta ou se os anticorpos caíram naturalmente, o que é normal e não significa ausência de proteção.

A sorologia após vacinação não é recomendada na rotina pois a eficácia da vacina é muito alta em indivíduos saudáveis. Por outro lado, pessoas em situações de imunocomprometimento, que têm a resposta vacinal prejudicada, devem realizar a sorologia de 30 a 60 dias após o término do esquema ou periodicamente, de acordo com o a condição (saiba mais nos Calendários de Vacinação SBIm Pacientes Especiais). 

São exemplos:

  • Diabetes
  • Hepatopatias graves com imunocomprometimento, hepatopatia terminal ou transplante hepático;
  • Pessoas vivendo com HIV/AIDS;
  • Doença renal crônica;
  • Erros inatos da imunidade;
  • Doenças oncológicas em atividade;
  • Uso de imunossupressores na ocasião da vacinação;
  • Doenças autoimunes que cursam com imunossupressão;
  • Pessoas vacinadas no pós-transplante de órgão sólidos;
  • Transplantados de células tronco hematopoiéticas.

Outro grupo em que a sorologia deve ser solicitada 30 a 60 dias após vacinação e está estabelecida por legislação são os TRABALHADORES DA ÁREA DA SAÚDE, pelo maior risco de exposição ao vírus da hepatite B em suas atividades laborais.

Conduta para os grupos acima:

  1. Caso a sorologia tenha sido feita no período recomendado (30 a 60 dias após o fim do esquema), títulos de anti-HBS abaixo de 10 mUI/ml requerem a administração de novo esquema vacinal e nova sorologia. Se o resultado permanecer inferior, o indivíduo é considerado “não respondedor” e continuará suscetível.
  2. Caso a sorologia tenha sido realizada mais de 90 dias após vacinação, é preciso avaliar se houve falha na resposta ou queda natural de anticorpos. Nessa situação, indica-se a aplicação de uma dose (chamada dose de desafio) e repetir a sorologia 30 a 60 dias depois:
    • Se positivo: considerar protegido. Em imunocompetentes, o resultado é válido para toda a vida, pode ser usado como prova de soroconversão e elimina a necessidade de novas sorologias e administração de doses adicionais, mesmo em caso de exposição. Isso porque a infecção pelo vírus da hepatite B tem incubação extremamente longa, muito maior que o tempo necessário para desencadear a resposta de memória nos indivíduos saudáveis que já soroconverteram;
    • Se negativo: completar o esquema recomendado e repetir o anti-HBs 30 a 60 dias após o fim do novo esquema. Se permanecer negativo, considerar não respondedor.

Importante: Indivíduos não respondedores em situações de exposição suspeita ou comprovada ao vírus da hepatite B devem receber Imunoglobulina anti-HB (HBIG).

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais que 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Em 3% a 29% dos vacinados pode ocorrer dor no local da aplicação; endurecimento, inchaço e vermelhidão acometem de 0,2% a 17% das pessoas.
  • Em relação às manifestações gerais, de 1% a 6% dos vacinados apresentam febre bem tolerada e autolimitada nas primeiras 24 horas após a aplicação; cansaço, tontura, dor de cabeça, irritabilidade e desconforto gastrintestinal acometem de 1% a 20%.
  • A ocorrência de púrpura trombocitopênica idiopática após administração da vacina hepatite B é um evento raro, registrado em menos de 0,01% dos vacinados, e até hoje não foi bem estabelecido se esses poucos casos estão de fato relacionados à vacina ou se foi apenas coincidência. Nestes casos, as manchas roxas ou avermelhadas na pele e a diminuição da contagem de plaquetas que caracterizam a doença surgiram poucos dias a até dois meses depois da vacinação.
  • Anafilaxia também é muito rara: um caso em 600 mil adolescentes e adultos vacinados, sendo mais rara ainda em crianças.
  • Tais eventos adversos estão relacionados à vacina hepatite B isolada. Aqueles associados às vacinas combinadas com componente hepatite B podem ser encontrados nos tópicos que tratam de cada uma especificamente: DTPa-VIP-HB/Hib e DTPw-HB/Hib e vacina combinada hepatite A e B.

Onde pode ser encontrada:

  • Na rede pública, para todas as pessoas. Pode ser usada a vacina hepatite B isolada ou, para as doses dos 2, 4 e 6 meses de idade, na apresentação combinada a outras vacinas (vacina DTPw-HB/Hib).
  • Nos serviços privados de vacinação é encontrada em apresentação isolada para todas as idades; em apresentação combinada DTPa-VIP-HB/Hib para menores de 7 anos; e na apresentação combinada com a vacina hepatite A (vacina hepatite A e B) para crianças maiores de 1 ano, adolescentes e adultos.

O que previne:

Poliomielite (paralisia infantil).

Do que é feita:

Por ser inativada, não tem como causar a doença. É uma vacina trivalente e injetável, composta por partículas dos vírus da pólio tipos 1, 2 e 3. Contém ainda 2-fenoxietanol, polissorbato 80, formaldeído, meio Hanks 199, ácido clorídrico ou hidróxido de sódio. Pode conter traços de neomicina, estreptomicina e polimixina B, utilizados durante a produção.

A formulação isolada só  é oferecida na rede pública. No sistema privado, a vacina está disponível nas combinações hexa (DTPa-VIP-HB/Hib), penta (DTPa-VIP/Hib) e tetra bacteriana acelular infantil (DTPa-VIP) e adulto (dTpa-VIP).

Importante: em 4 de novembro de 2024, a vacina oral poliomielite (VOP) deixou de ser utilizada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) nas doses do esquema de rotina, incluindo a do reforço aos 15 meses. A decisão foi tomada com base em critérios epidemiológicos, evidências científicas e recomendações internacionais.

Indicação:

  • Rotina para todas as crianças menores de 5 anos.
  • Para viajantes adolescentes e adultos com destino a países onde a doença é endêmica, como o Paquistão e o Afeganistão, ou a locais onde há risco de transmissão e registro de casos de poliomielite causada pelo vírus vacinal ou por vírus derivado do vírus vacinal.

Contraindicação:

História de reação alérgica grave (anafilaxia) à dose anterior da vacina, ou a algum de seus componentes.

Esquemas de doses:

  • No PNI, na rotina de vacinação infantil: aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 15 e 18 meses.
  • A SBIm recomenda, na rotina infantil, uma dose aos 2, 4 e 6 meses, com reforços entre 15 e 18 meses e também aos 4 anos de idade.

Via de aplicação:

 Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

Em crianças com febre moderada a alta (acima de 38ºC), a vacinação deve ser adiada até que o quadro clínico melhore.

Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou. Esses eventos adversos graves, inesperados ou persistentes devem ser investigados para verificação de outras causas.

Eventos supostamente atribuíveis à vacinação e à imunização (Esavi)adversos:

Pode ocorrer eritema discreto no local da aplicação (em menos de 3% dos vacinados), endurecimento (em menos de 12%), e dor, geralmente leve, em menos de 30% dos vacinados. A febre é rara: ocorre em menos de 10% dos vacinados. A anafilaxia também, com risco adicional para pessoas que têm alergia grave aos antibióticos da fórmula (estreptomicina, neomicina e polimixina B).

Nas apresentações combinadas com outras vacinas, os eventos adversos possíveis também se relacionam às outras vacinas que estão combinadas (ver DTPa-Hib-VIPDTPa-Hib-VIP-HB e dTpa-VIP).

Onde pode ser encontrada:

UBS: VIP isolada, para as três primeiras doses do esquema infantil de rotina e para a dose de reforço dos 15-18 meses.

CRIE: VIP isolada, para crianças e adultos imunodeprimidos ou contactantes de imunodeprimidos. As apresentações combinadas (DTPa-VIP/Hib e DTPa-VIP-HB/Hib) estão disponíveis para algumas situações especiais. Saiba mais no Manual dos Crie.

Nos serviços privados de vacinação: disponível apenas em apresentações combinadas com outras vacinas: DTPa-VIP/Hib e DTPa-VIP-HB/Hib (para crianças com menos de 7 anos) e dTpa-VIP (para crianças a partir de 3 anos, adolescentes e adultos).

O que previne:

Doenças causadas pelo meningococo C (incluindo meningite e meningococcemia).

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença .

Contém antígeno formado por componente da cápsula da bactéria (oligossacarídeo) do sorogrupo C conjugado a uma proteína que, dependendo do fabricante, pode ser o toxoide tetânico ou o mutante atóxico da toxina diftérica, chamado CRM 197. Contém também adjuvante hidróxido de alumínio, manitol, fosfato de sódio monobásico monoidratado, fosfato de sódio dibásico heptaidratado, cloreto de sódio e água para injeção.

Indicação:

  • Para crianças e adolescentes.
  • Para adultos e idosos com condições que aumentem o risco para a doença meningocócica ou de acordo com a situação epidemiológica.
  • Para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.

Contraindicação:

Pessoas que tiveram anafilaxia após uso de algum componente da vacina ou a dose anterior.

Esquemas de doses:

  • A SBIm recomenda que a vacina meningocócica conjugada quadrivalente (ACWY) seja preferida para crianças, adolescentes e adultos, visto que protege contra três outros tipos de meningococos, além do C (ver calendários de vacinação: Criança, Adolescente, Mulher, Homem e Idoso.
  • Para crianças, a vacinação de rotina deve iniciar aos 3 meses de idade com duas doses no primeiro ano de vida e reforços entre 12 e 15 meses, entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade.
  • Para adultos, somente em situações que justifiquem, em dose única.
  • O PNI disponibiliza duas doses da vacina meningocócica C na infância: aos 3 e 5 meses. O reforço dos 12 meses é feito com a vacina meningocócica conjugada quadrivalente (ACWY). Crianças em atraso vacinal podem atualizar seus esquemas antes de completarem 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias). Para adolescentes, uma dose da vacina meningocócica conjugada quadrivalente (ACWY) é oferecida entre os 11 e 14 anos (como reforço ou dose única, a depender da situação vacinal).

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode-se usar medicação para dor, sob recomendação médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais que 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • As reações, quando acontecem, manifestam-se nas primeiras horas após a vacinação e melhoram em cerca de 72 horas. Em mais de 10% dos vacinados ocorrem: vermelhidão, inchaço, dor ou sensibilidade no local da aplicação; dor de cabeça (principalmente em adultos). Em crianças com menos de 2 anos podem ocorrer vômitos, diarreia, inapetência, sonolência e agitação.
  • Entre 1% e 10% dos vacinados são acometidos por febre maior ou igual a 38°C, irritabilidade, choro intenso (em crianças com menos de 2 anos) e dores musculares.
  • Muito raramente (em menos de 0,01%) ocorre aumento de gânglios, nódulo no local da aplicação, reação alérgica grave (chiados, inchaço facial, queda da pressão, dificuldade de respiração), tontura, convulsões, flacidez dos músculos, enjoo, dor na barriga, manchas na pele, problemas de rim, dermatite com formação de bolhas na pele, urticária.

Onde pode ser encontrada:

  • Nas Unidades Básicas de Saúde, para crianças de 3 meses a menores de 5 anos de idade e para adolescentes de 11 e 12 anos.
  • Nos serviços privados de vacinação, para crianças a partir de 2 meses, adolescentes e adultos.
  • Nos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais (CRIE), para pessoas com algumas condições clínicas específicas de risco para a doença.

O que previne:

Meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

Contém antígenos das cápsulas dos meningococos dos sorogrupos A, C, W e Y conjugados a uma proteína que, dependendo do fabricante, pode ser o toxoide tetânico, diftérico, ou o mutante atóxico da toxina diftérica, chamado CRM-197. Pode conter também sacarose; trometamol; fosfato de potássio diidrogenado; cloreto de sódio; fosfato de sódio diidrogenado monoidratado; fosfato dissódico hidrogenado diidratado; cloreto de sódio e água para injeção.

Indicação:

  • Para crianças a partir de 2 meses e adolescentes.
  • Para adultos e idosos com condições que aumentem o risco para a doença meningocócica ou de acordo com a situação epidemiológica.
  • Para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.

Contraindicação:

Pessoas que tiveram anafilaxia após o uso de algum componente da vacina ou após dose anterior.

Esquema de doses:

  • A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda o uso rotineiro dessa vacina para crianças e adolescentes. Na impossibilidade de usar a vacina ACWY, deve-se utilizar a vacina meningocócica C conjugada.
  • Para crianças, a vacinação de rotina deve iniciar aos 3 meses de idade com duas doses no primeiro ano de vida e reforços entre 12 e 15 meses, entre 5 e 6 anos e aos 11 anos de idade. Para adolescentes que nunca receberam a vacina meningocócica conjugada ACWY, são recomendadas duas doses com intervalo de cinco anos;
  • Para adultos, dose única, a depender de risco epidemiológico ou condição de saúde;
  • No PNI, é oferecida para a dose de reforço dos 12 meses de idade e para adolescentes de 11 a 14 anos. Crianças que perderam a oportunidade de receber o reforço aos12 meses, poderão recebê-lo até os 4 anos, 11 meses e 29 dias;
  • Adolescentes e adultos com algumas doenças de risco especial podem ser vacinados nos CRIE (link para calendários dos especiais)..

Via de aplicação:

Exclusivamente pela via intramuscular profunda.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode-se usar medicação para dor, sob recomendação médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
  • Pode ser aplicada no mesmo momento em que a vacina meningocócica B.

Efeitos e eventos adversos:

  • Em 10% dos vacinados ocorrem: inchaço, endurecimento, dor e vermelhidão no local da aplicação; perda de apetite; irritabilidade; sonolência; dor de cabeça; febre; calafrios; cansaço; e dor muscular. Entre 1% e 10% dos vacinados apresentam sintomas gastrintestinais (incluindo diarreia, vômito e náusea); hematoma grande no local da aplicação; erupções na pele e dor nas articulações. Em 0,1% a 1% dos vacinados ocorrem: insônia; choro persistente; sensibilidade diminuída da pele no local da aplicação; vertigem; coceira; dor muscular; dor nas mãos e pés e mal-estar. Em 0,01% a 0,1%, principalmente em adultos, acontece inchaço extenso no membro em que foi aplicada a vacina, com frequência associado à vermelhidão, algumas vezes envolvendo a articulação próxima ou inchaço de todo o membro.
  • As reações tendem a desaparecer em até 72 horas.

Onde pode ser encontrada:

  • Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), para crianças aos 12 meses e para adolescentes de 11 e 14 anos.
  • Nos CRIE, para pacientes com algumas doenças crônicas.
  • Nos serviços privados de vacinação.

Saiba mais:

Perguntas e respostas sobre meningites

O que previne

Doença diarreica causada por rotavírus.

Do que é feita

A vacina oral monovalente (VRH1) contém um tipo de rotavírus vivo “enfraquecido”, além de sacarose, adipatodissódico, meio Eagle modificado Dulbecco (DMEM) e água estéril.

A vacina oral atenuada pentavalente (VRH5) é composta por cinco tipos de rotavírus vivos “enfraquecidos”, sacarose, citrato de sódio, fosfato de sódio monobásico monoidratado, hidróxido de sódio, polissorbato 80, meios de cultura e traços de soro fetal bovino.

Indicação

Bebês a partir de 6 semanas de idade, para prevenção de gastroenterite causada por rotavírus.

Contraindicações

Crianças fora da faixa etária determinada pelo Ministério da Saúde para cada dose do esquema; com deficiências imunológicas por doença ou uso de medicamentos imunossupressores; com alergia grave (urticária disseminada, dificuldade respiratória e choque anafilático) provocada por algum dos componentes da vacina ou por dose anterior da mesma; e crianças com doença do aparelho gastrintestinal ou história prévia de invaginação intestinal.

Esquema de doses

  • VRH1 – Para crianças a partir de 6 semanas de idade: em duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas. Esquema para a rotina: 2 e 4 meses de idade;
  • VRH5 – Para crianças a partir de 6 semanas de idade: três doses, com intervalo mínimo de quatro semanas. Esquema para a rotina: 2, 4 e 6 meses de idade;
  • Ambas as vacinas — Em caso de atraso, a primeira dose de qualquer vacina rotavírus pode ser aplicada até antes de a criança completar 12 meses de idade (11 meses e 29 dias). A última (segunda dose, para a vacina monovalente - VRH1 -  e terceira dose, para a vacina pentavalente – VRH5) pode ser administrada até antes dos 24 meses de idade (23 meses e 29 dias).

Intercambialidade

Não existem dados sobre intercambialidade entre as duas vacinas. Por esse motivo, a SBIm orienta a completar o esquema com o mesmo produto, sempre que possível. Caso a vacina utilizada na primeira dose estiver em falta ou não houver informação sobre a vacina administrada anteriormente, a vacinação não deve ser adiada. É recomendado continuar ou completar a série com a vacina disponível, pois não há razão teórica que justifique o aumento de eventos adversos ou a redução de eficácia devido ao uso de produtos diferentes.

Caso a VRH5 tenha sido utilizada em qualquer dose ou a vacina administrada for desconhecida, devem ser aplicadas três doses de vacina rotavírus, respeitando o intervalo mínimo de quatro semanas entre elas.

Não há recomendação para complementar a vacinação das crianças que encerraram o esquema da monovalente com a vacina pentavalente. 

Via de aplicação

Oral.

Se a administração oral não for possível, a vacina pode ser administrada por sonda de alimentação. O tubo deve ser colocado adequadamente e lavado antes e após o procedimento. Em situações como essa, é preciso avaliar o motivo pelo qual o lactente precisa de tubo para a alimentação. A vacina rotavírus é contraindicada para lactentes com malformação gastrointestinal não corrigida que predisponha à intussuscepção.

Cuidados antes, durante e após a vacinação

  • Adiar a vacinação em bebês com febre moderada a alta ou diarreia intensa, até que ocorra a melhora desses sintomas. Não há problema se a febre for baixa ou a diarreia de leve intensidade, sem provocar desidratação.
  • Bebês de mães portadoras do vírus HIV podem ser vacinados se não tiverem sinais de deficiência imunológica.
  • Não há problema em vacinar bebês que convivem com pessoas com deficiência imunológica.
  • Não é preciso dar outra dose se o bebê golfar, regurgitar ou vomitar após tomar a vacina.
  • Não há recomendação para cuidados especiais com as fraldas após a vacinação, além da habitual lavagem adequada das mãos.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
  • Eventos adversos inesperados ou graves devem ser notificados.

Efeitos e eventos adversos

  • VRH1 – Entre 2008 e 2010, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) colaborou com um estudo da vacina, no México e no Brasil. Em nosso país, verificou-se um pequeno aumento no risco de invaginação, na primeira semana após a segunda dose da vacina. Entre 2006 e 2012, no Brasil, 6,1 milhões de doses foram aplicadas, com apenas oito registros de casos de invaginação. A ocorrência é muito menor que o risco de hospitalização ou óbito decorrente de gastrenterite causada por rotavírus;
  • VRH5 – Sintomas de gastrenterite ocorrem em menos de 10% dos vacinados. Nos Estados Unidos, de 2006 e 2012, foram aplicadas 47 milhões de doses da vacina. Nesse período, ocorreram 584 casos de invaginação entre três e seis dias após a primeira dose da vacina. Esse total é muito próximo da quantidade esperada em crianças não vacinadas, o que demonstra que o risco oferecido pela vacina é pequeno.

Onde pode ser encontrada

  • VRH1 – Nas Unidades Básicas de Saúde.
  • VRH5 – Nos serviços privados de vacinação

O que previne:

Difteria, tétano e coqueluche.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

Contém os toxoides diftérico e tetânico (derivados das toxinas produzidas pelas bactérias causadoras das doenças), e componentes da cápsula da bactéria da coqueluche (Bordetella pertussis), sal de alumínio como adjuvante, fenoxietanol, cloreto de sódio, e água para injeção.

Indicações:

Crianças com menos de 7 anos de idade. Mesmo as que já tiveram tétano, difteria, doença causada pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e/ou coqueluche devem ser imunizadas, uma vez que estas doenças não conferem proteção permanente frente a novas infecções.

Contraindicações:

  • Maiores de 7 anos.
  • Crianças que apresentaram encefalopatia nos sete dias que se seguiram à aplicação de dose anterior de vacina contendo componente pertussis.
  • Anafilaxia causada por qualquer componente da vacina.

Esquema de doses:

Para a vacinação rotineira de crianças (aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 meses), preferir a vacina quíntupla (penta) ou hexa, nas quais a DTPa é combinada a outras vacinas. Ver DTPa-VIP/Hib ou DTPa-VIP-HB/Hib. Para a dose de reforço entre 4 e 5 anos de idade, a DTPa pode ser substituída por dTpa ou dTpa-VIP.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de doença aguda com febre alta a vacinação deve ser adiada até que ocorra a melhora.
  • Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

Com a vacina DTPa os eventos adversos são menos frequentes e intensos do que com a DTPw.

Manifestações locais:

  • Inchaço, vermelhidão e dor no local da aplicação acontecem com 1,2% a 22,9% das crianças vacinadas.
  • Inchaço extenso, atingindo todo o membro, ocorre em 2% a 3% das crianças vacinadas com quatro ou cinco doses da tríplice bacteriana acelular infantil (DTPa), em geral nas primeiras 24 horas. A melhora espontânea é percebida em dois dias.
  • Mais raramente pode haver formação de abscesso no local da aplicação, estéril (abscesso frio) ou infeccioso (abscesso quente), com pus.

Manifestações sistêmicas:

  • Febre baixa a moderada acomete até 30% dos vacinados, em especial quando da aplicação da primeira dose e nas primeiras 24 horas (habitualmente entre três e 12 horas).
  • Febre alta ocorre em menos de três crianças a cada mil vacinadas.
  • Sonolência em 30% a 52,2% das crianças vacinadas. Tem início nas primeiras 24 horas e pode persistir por até 72 horas após. A melhora do sintoma se dá de maneira espontânea, não sendo necessária conduta especial. Esse quadro não deixa sequela.
  • Perda de apetite de baixa intensidade e transitória é sintoma encontrado em até 27,2% dos vacinados.
  • Vômitos acontecem em 2,5% a 21,6% das crianças vacinadas, melhorando espontaneamente.
  • Choro persistente foi descrito em duas a cada mil crianças vacinadas, nas primeiras 24 horas.
  • Episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) pode acontecer nas primeiras 48 horas com frequência de 0,7 a cada mil crianças vacinadas e não deixa sequelas. Costuma ser precedido por irritabilidade e febre. A criança torna-se pálida, perde o tônus muscular e a consciência. Esse quadro pode durar desde alguns minutos até algumas horas, mas, apesar de muito angustiante, melhora sem deixar sequelas. Sua ocorrência não indica tendência de repetição quando da aplicação de doses subsequentes.
  • Convulsão, nas primeiras 72 horas, também de caráter benigno – não causa sequelas. A chance de ocorrência é de 0,3 para cada mil crianças vacinadas. É aconselhável que se faça uma investigação médica para verificar se foi de fato causada pela vacina. Como os casos de convulsão associam-se a febre e não à vacina, não há contraindicação para as próximas doses.
  • Encefalopatia pós-vacinal é muito rara e não foi comprovada relação com a vacina. Entre 1993 e 2002, o serviço de vigilância em saúde do Canadá avaliou mais de 12 mil registros hospitalares devidos a desordens neurológicas e não foi encontrado nenhum caso de encefalopatia atribuível a DTPa, em um universo de mais de 6,5 milhões de doses aplicadas.
  • Reações de hipersensibilidade são extremamente raras e estão associadas a reações alérgicas como urticária, ou, em casos mais graves, anafilaxia. Nunca foi identificada qualquer relação entre a anafilaxia e a vacina DTPa, de modo que sua ocorrência não contraindica doses subsequentes da vacina. Estas reações podem surgir várias horas ou dias após a aplicação da vacina, podem ter origens diversas (viroses, alimentos e medicamentos, por exemplo), sendo muito pouco provável que reapareçam após a aplicação de dose subsequente, portanto, neste caso, não há contraindicação.

Onde pode ser encontrada:

  • Nos serviços privados de vacinação para crianças com até 7 anos de idade.
  • Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) para crianças com até 7 anos que:
    • Apresentaram as seguintes reações adversas após a aplicação da vacina DTPw ou DTPw-HB/Hib:
      • Convulsão febril ou afebril nas primeiras 72 horas após a vacinação.
      • Episódio hipotônico hiporresponsivo nas primeiras 48 horas após vacinação.
    • Apresentam risco aumentado de eventos graves à vacina DTPw ou DTPw-HB/Hib, como:
      • Doença convulsiva crônica.
      • Doenças crônicas do coração ou pulmão e com risco de descompensação quando ocorre febre.
      • Doenças neurológicas crônicas incapacitantes.
      • Recém-nascidos internados em unidade neonatal na idade de vacinação.
    • Recém-nascido prematuro extremo (nascidos com menos de 1 kg ou 31 semanas de gestação).
    • Crianças nas seguintes situações de imunodepressão:
      • Com câncer e/ou necessitando de quimioterapia, radioterapia ou corticoterapia.
      • Com doenças imunomediadas que necessitem de quimioterapia, corticoterapia ou imunoterapia.
      • Transplantadas de órgãos sólidos e células-tronco hematopoiéticas (medula óssea).

O que previne:

Difteria, tétano e coqueluche.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

Contém os toxoides diftérico e tetânico (derivados das toxinas produzidas pelas bactérias causadoras das doenças); bactéria morta da coqueluche (Bordetella pertussis); sal de alumínio como adjuvante, cloreto de sódio, e água para injeção.

Indicações:

Para todas as crianças até 7 anos de idade, mesmo as que já tiveram tétano, difteria e coqueluche, uma vez que estas doenças não conferem proteção permanente. A vacina é usada na rede pública como dose de reforço para crianças com idade entre 4 e 5 anos.

Contraindicações:

  • Pessoas com mais de 7 anos de idade.
  • Crianças que apresentaram, após a aplicação de vacina DTPw ou combinada a ela: episódio hipotônico-hiporresponsivo – EHH (palidez, perda de tônus muscular e consciência) nas primeiras 48 horas após a aplicação; convulsões nas primeiras 72 horas; reação anafilática nas primeiras duas horas e encefalopatia aguda nos sete dias após a vacinação.

Esquema de doses:

É utilizada na rotina pública de vacinação infantil aos 2, 4 e 6 meses de idade, na apresentação combinada com as vacinas Hib e hepatite B. A vacina DTPw isolada (não combinada a outras vacinas) é usada na rede pública para os reforços do segundo ano de vida e dos 4 anos de idade.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de doença aguda com febre alta, a vacinação deve ser adiada até que ocorra a melhora.
  • Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

Manifestações locais: vermelhidão, calor, endurecimento, dor e inchaço no local da aplicação ocorrem em 37% a 50% dos casos e podem atrapalhar a movimentação do membro. Ocasionalmente pode aparecer nódulo endurecido, indolor e que desaparece ao longo de várias semanas. Com menos frequência, pode haver formação de abscesso no local da aplicação, em geral estéril (sem infecção associada: abscesso frio) ou infectado com pus (abscesso quente).

Manifestações sistêmicas: relacionam-se sobretudo com o componente pertussis (coqueluche) da vacina e incluem:

  • Febre baixa a moderada três a 12 horas após a vacinação, com duração de cerca de 24 horas.
  • Sonolência prolongada acomete 32% dos vacinados, iniciando nas primeiras 24 horas e persistindo por até 72 horas.
  • Perda de apetite de pouca intensidade e duração é comum em 21% dos vacinados, em geral nas primeiras 24 horas.
  • Vômitos ocorrem com 6% dos vacinados.
  • Irritabilidade é comum (em 50% dos vacinados) e melhora em até 24 horas.
  • Choro persistente foi descrito em 3,6% das crianças vacinadas com DTPw em estudo sobre a vacinação nos primeiros meses de vida, sendo mais frequente nas doses iniciais. Não se dispõe de estudos específicos quando a DTPw é utilizada somente na dose de reforço.
  • Episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) pode acontecer nas primeiras 48 horas após a vacinação – cerca de um para cada 1.750 doses aplicadas. Costuma ser precedido por irritabilidade e febre. A criança torna-se pálida, perde o tônus muscular e a consciência. Esse quadro pode durar desde alguns minutos até algumas horas, mas, apesar de muito angustiante, melhora sem deixar sequelas. Sua ocorrência não indica tendência de repetição quando da aplicação de doses subsequentes.
  • Convulsão, também de caráter benigno – não causa sequelas. É aconselhável que se faça investigação médica para verificar se foi de fato causada pela vacina. Em caso de convulsão nas primeiras 48 horas após a vacinação, as próximas doses devem ser feitas com a vacina acelular (DTPa ou dTpa) e suas combinações, de acordo com a idade.
  • Encefalopatia pós-vacinal é rara, ocorrendo cerca de 0 a 10,5 casos por 1 milhão de doses aplicadas da vacina DTPw. Sua ocorrência requer investigação e contraindica doses posteriores com qualquer vacina que tenha componente pertussis (coqueluche: DTPw e DTPa), só podendo ser aplicada a vacina dupla bacteriana (DT ou dT).
  • Reações de hipersensibilidade são extremamente raras e dizem respeito a manifestações alérgicas, como urticária ou, em casos mais graves, anafilaxia. Sua ocorrência contraindica doses subsequentes de vacinas que contenham qualquer um dos componentes da DTPw.

Onde pode ser encontrada:

Nas Unidades Básicas de Saúde.

  • Vacina quíntupla acelular (DTPa-VIP/Hib) — também conhecida como “penta”, inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa), a poliomielite inativada (VIP) e a Haemophilus influenzae tipo b (Hib).
  • Vacina sêxtupla acelular (DTPa-VIP-HB/Hib) — também conhecida como “hexa”, inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa), a poliomielite inativada (VIP), a hepatite B (HB) e a Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

O que previne:

Do que é feita:

Tratam-se de vacinas inativadas, portanto, não têm como causar doença.

DTPa-VIP/Hib: Além dos componentes da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), contém componente da bactéria Haemophilus influenzae tipo b conjugado e vírus inativados (mortos) da poliomielite tipos 1, 2 e 3. A composição inclui ainda: lactose, cloreto de sódio, 2-fenoxietanol, hidróxido de alumínio e água para injeção. Pode conter traços de antibiótico (estreptomicina, neomicina e polimixina B), formaldeído e soroalbumina de origem bovina.

DTPa-VIP-HB/Hib: Além dos componentes da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), contém componente da bactéria Haemophilus influenzae tipo b conjugado, vírus inativados (mortos) da poliomielite tipos 1, 2 e 3 e componente da superfície do vírus da hepatite B. A composição inclui ainda: lactose, cloreto de sódio, 2-fenoxietanol, hidróxido de alumínio e água para injeção. Pode conter traços de antibiótico (estreptomicina, neomicina e polimixina B), formaldeído e soroalbumina de origem bovina.

Indicação:

As duas vacinas são recomendadas para crianças a partir de 2 meses de idade e podem ser aplicadas até os 7 anos, sempre que seja indicada cada uma das vacinas incluídas nessas combinações.

Contraindicações:

  • Maiores de 7 anos.
  • Crianças que apresentaram encefalopatia nos sete dias seguintes à aplicação anterior de vacina contendo componente pertussis.
  • Anafilaxia a qualquer componente da vacina.

Esquema de doses:

Para a vacinação rotineira de crianças (aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 meses), preferir o uso da vacina quíntupla (penta) ou sêxtupla (hexa). Veja DTPa-VIP/Hib ou DTPa-VIP-HB/Hib. Para reforço entre 4 e 5 anos de idade, recomenda-se o uso de DTPa ou dTpa-VIP.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de doença aguda com febre alta a vacinação deve ser adiada até que ocorra a melhora.
  • Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Os eventos adversos e a frequência com que ocorrem são semelhantes nas duas vacinas e devem-se principalmente ao componente pertussis. Estudo comparativo mostrou que as reações a estas vacinas foram significativamente menores quando comparadas com a vacina combinada contra pertussis de células inteiras (DTPw).
  • Até 21% das crianças vacinadas experimentam reações no local da aplicação (vermelhidão, dor, inchaço); até 22% podem ter febre maior que 38ºC; e 1,9% pode ter febre a partir de 40ºC. Um por cento pode manifestar perda de apetite, vômito, irritabilidade, choro persistente e sonolência. De 0,01% a 1% pode apresentar convulsão febril e episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH); menos de 0,01%, problemas neurológicos (inflamação no cérebro, alterações de movimento), inchaço transitório nas pernas com roxidão ou pequenos sangramentos transitórios, e anafilaxia. Os eventos adversos são um pouco mais frequentes nas doses de reforço.

Onde podem ser encontradas:

Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e serviços privados de vacinação.

O que previne:

Infecção pelo vírus Influenza (que causa a gripe) contidos nas vacinas.

Do que é feita:

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

Sua formulação contém proteínas de diferentes cepas do vírus Influenza definidas ano a ano conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que realiza a vigilância nos hemisférios Norte e Sul. As cepas vacinais são cultivadas em ovos embrionados de galinha e, por isso, as vacinas contêm traços de proteínas do ovo.

Existe vacina trivalente, com duas cepas de vírus A e uma cepa de vírus B, e vacina quadrivalente, com duas cepas de vírus A e duas cepas de vírus B.

Quando a apresentação é monodose, ou seja, em seringas prontas com doses individuais, a vacina não contém conservantes. Já a apresentação multidose, como acontece com outras vacinas, contém timerosal (derivado do mercúrio) como conservante.

Podem conter traços de formaldeído e antibióticos (geralmente gentamicina ou neomicina), utilizados durante a fabricação para prevenir contaminação por germes. Também contém cloreto de sódio e água para injeção.

Indicação:

Para todas as pessoas a partir de 6 meses de vida, principalmente aquelas de maior risco para infecções respiratórias, que podem ter complicações e a forma grave da doença.

Contraindicação:

Pessoas com alergia grave (anafilaxia), a algum componente da vacina ou a dose anterior.

Esquemas de doses:

  • Para crianças entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses na primeira vez em que forem vacinadas (primovacinação), com intervalo de um mês e dose única nos anos seguintes.
  • A partir de 9 anos: dose única anual.
  • Para menores de 3 anos, no sistema público, o volume a ser aplicado em cada dose é de 0,25 mL. Para as vacinas quadrivalentes disponíveis no sistema privado, o volume de cada dose é de 0,5 ml em qualquer idade.
  • Em situação epidemiológica de risco, como surtos ou aumento da circulação do vírus influenza fora da temporada da gripe (outono e inverno), pode ser considerada uma segunda dose no mesmo ano para os seguintes grupos: idosos, imunodeprimidos e pacientes com doenças crônicas que prejudicam a resposta à vacina e aumentam as chances de quadros graves (diabéticos, pneumopatas, cardiopatas, entre outros). O intervalo em relação à dose anual é de três meses.
  • Se disponível e se a composição da vacina for concordante com os vírus circulantes, a vacina utilizada na última temporada no Hemisfério Norte poderá ser recomendada aos viajantes internacionais e brasileiros residentes nos estados do Norte do país, no período pré-temporada de influenza.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Pessoas com história de alergia grave ao ovo de galinha, com sinais de anafilaxia, devem receber vacina em ambiente com condições de atendimento de reações anafiláticas e permanecer em observação por pelo menos 30 minutos.
  • No caso de história de síndrome de Guillain-Barré (SGB) até seis semanas após a dose anterior da vacina, recomenda-se avaliação médica criteriosa sobre o risco-benefício antes de administrar nova dose.
  • Excetuando os casos aqui citados, não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode-se usar medicação para dor, sob recomendação médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais que 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Manifestações locais como dor, vermelhidão e endurecimento ocorrem em 15% a 20% dos vacinados. Essas reações costumam ser leves e desaparecem em até 48 horas.
  • Manifestações sistêmicas também são benignas e breves. Febre, mal-estar e dor muscular acometem 1% a 2% dos vacinados. Têm início de seis a 12 horas após a vacinação e persistem por um a dois dias, sendo mais comuns na primeira vez em que tomam a vacina. Reações anafiláticas são raríssimas.

Sabe-se que a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) pode ocorrer por mais de um motivo, mas em raras ocasiões seu surgimento coincidiu com a aplicação de uma vacina – nesses casos, surgiu entre um dia e seis semanas após a vacinação. Com exceção de uma vacina específica para gripe suína de 1976, todos os demais estudos que buscaram relação de causa entre vacinas influenza e SGB obtiveram resultados contraditórios, alguns encontrando essa relação e outros não. Até hoje não se sabe se a vacina influenza pode de fato aumentar o risco de recorrência da SGB em indivíduos que já a tiveram. Também é importante saber que alguns vírus podem desencadear essa síndrome.

Onde podem ser encontradas:

  • Na rede pública, a vacina trivalente é parte do calendário de rotina de crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes e pessoas a partir de 60 anos. Pessoas dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde podem receber nas campanhas anuais.
  • Nos serviços privados de vacinação, as vacinas trivalente e quadrivalente estão disponíveis para pessoas a partir de 6 meses, sem restrições de idade.

O que previne

Infecção pelas cepas do vírus Influenza, que causa a gripe, contidas nas vacinas.

Do que é feita

Trata-se de vacina inativada, portanto, não tem como causar a doença.

Assim como as demais vacinas influenza quadrivalentes, é composta por quatro cepas de vírus — definidas anualmente de acordo com orientação da Organização Mundial da Saúde — cultivadas em ovos de galinha embrionados, o que resulta em quantidades mínimas de ovoalbumina na formulação.

A quantidade de antígenos, no entanto, é quatro vezes maior do que a presente nas vacinas quadrivalentes de dose padrão: 60 microgramas de hemaglutinina A (HA) de cada uma das quatro cepas de influenza, em vez de 15 microgramas para cada uma. A característica permite maior proteção para a população a partir de 60 anos de idade, cuja resposta vacinal é pior por causa da imunossenescência e das doenças crônicas.

Também tem na formulação solução tampão isotônica em água para injeção, etoxilato de octilfenol e formaldeído. Não contém antibióticos e timerosal. A apresentação não utiliza látex.

Indicação

Recomendada preferencialmente para todos os adultos a partir de 60 anos de idade, em especial imunocomprometidos.

Contraindicação

Pessoas com alergia grave (anafilaxia) a algum componente da vacina ou a dose anterior.

Esquemas de doses

  • Dose única.
  • Viajantes para o Hemisfério Norte ou brasileiros que vivem na região Norte do país, a depender da vacina disponível e da compatibilidade com cepas circulantes, podem se beneficiar de uma dose extra da vacina

Via de aplicação

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação

  • Não administrar por via intravenosa, intradérmica ou subcutânea.
  • Se há histórico de Síndrome de Guillain-Barré (SBG) em um período de até seis semanas após qualquer vacinação anterior contra a influenza, a decisão de administrar a vacina deve ser do médico assistente.
  • Tratamentos ou condições imunossupressoras: a resposta vacinal pode ser prejudicada e cabe ao médico assistente determinar o momento mais oportuno para a vacinação.
  • Adotar as precauções adequadas quanto à técnica de administração em indivíduos com distúrbios de coagulação, pelo risco de sangramento.
  • Assim como para qualquer outra vacina, a administração deve ser adiada em indivíduos com doença febril aguda grave, mas a presença de uma infecção menor, como resfriado, não deve resultar no adiamento da vacinação.
  • Não existem dados sobre a administração simultânea com outras vacinas. A decisão deve ser compartilhada com o médico assistente.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos, pode-se usar medicação para dor, sob recomendação médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais que 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos

  • A frequência de eventos adversos após esta vacina é maior em comparação com a vacina quadrivalente de dose padrão, mas nenhuma diferença importante na intensidade dos sintomas foi observada.
  • As reações adversas relatada com mais frequência nos estudos de licenciamento foram dor no local da injeção (42,6%), dor muscular (23,8%), dor de cabeça (17,3%) e mal-estar (15,6%). A maioria dos quadros foi resolvida dentro de três dias após a vacinação e teve intensidade leve a moderada.
  • No geral, as reações adversas foram menos frequentes em pessoas com 65 anos ou mais do que nas pessoas com 60 a 64 anos.

Onde pode ser encontrada

  • Nos serviços privados de vacinação.

O que previnem:

Meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo do tipo B.

Do que são feitas:

Existem hoje duas vacinas disponíveis. Ambas são inativadas, portanto, incapazes de causar infecção.

Bexsero®:  composta por quatro componentes (três proteínas subcapsulares e vesículas da membrana externa do meningococo B), além de hidróxido de alumínio, cloreto de sódio, histidina, sacarose e água para injeção.

Trumenba®: composta por duas proteínas subcapsulares das subfamílias A e B do meningococo B, além de cloreto de sódio, histidina, água para injetáveis, fosfato de alumínio, polisorbato 80.

Indicação:

Bexsero®:

  • Para crianças e adolescentes, conforme recomendações das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Imunizações (SBIm).
  • Para adultos com até 50 anos, dependendo de risco epidemiológico.
  • Para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.
  • Para pessoas de qualquer idade com doenças que aumentem o risco para a doença meningocócica.

Trumenba®:

  • Para adolescentes e adultos jovens de 10 a 25 anos, conforme recomendações das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Imunizações (SBIm).
  • Para viajantes dentro da faixa etária de licenciamento com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.
  • Para pessoas entre 10 e 25 anos com doenças que aumentem o risco para a doença meningocócica.

Contraindicação:

Pessoas que tiveram anafilaxia após uso de algum componente da vacina ou após dose anterior.

Esquema de doses:

Bexsero®:

  • Para crianças, as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam o uso rotineiro de duas doses e um reforço da vacina meningocócica B: aos 3 e 5 meses de vida e entre os 12 e 15 meses. O esquema, no entanto, pode variar de acordo com a idade de aplicação da primeira dose (ver quadro abaixo):
Faixa etária de início da vacinaçãoNúmero de doses do esquema primárioIntervalo entre dosesReforço
2 a 5 meses Duas doses 2 meses Uma dose entre 12 e 15 meses, com um intervalo de pelo menos 6 meses entre a série primária e a dose de reforço
6 a 11 meses Duas doses 2 meses Uma dose no segundo ano de vida, com um intervalo de pelo menos 2 meses entre a série primária e a dose de reforço
12 a 23 meses Duas doses 2 meses Uma dose, com intervalo de 12 a 23 meses entre a série primária e a dose de reforço
2 a 10 anos Duas doses 1 a 2 meses Não foi estabelecida a necessidade de reforços
Adolescentes
Adultos
Pacientes com asplenia funcional ou anatômica; deficiência do complemento; em uso de eculizumab ou ravulizumab A depender da idade Uma dose de reforço deve ser aplicada um ano após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária. Além disso, revacinar a cada dois ou três anos.
  • Para adolescentes não vacinados anteriormente, a SBP e a SBIm recomendam duas doses com intervalo de um mês.
  • Para adultos com até 50 anos, em situações que justifiquem: duas doses com intervalo de um mês.
  • Grupos de alto risco, como pessoas vivendo com HIV, portadores de asplenia anatômica ou funcional, que tenham deficiência de complemento ou em uso de eculizumabe ou outros medicamentos biológicos que interferem na via do complemento: três anos após completar o esquema, tomar uma dose de reforço.

Trumenba®:

  • Para crianças e adolescentes saudáveis entre 10 e 25 anos: duas doses com intervalo mínimo de seis meses entre as doses.
  • Se a segunda dose for aplicada em intervalo menor que seis meses, uma terceira dose deve ser aplicada com intervalo mínimo de quatro meses em relação à segunda dose.
  • Para grupos de alto risco para doença meningocócica invasiva (DMI), os esquemas primários, assim como a necessidade de reforços, são diferentes.

Atenção: as vacinas não são intercambiáveis. Se, por qualquer motivo, for aplicado produto distinto do usado anteriormente para qualquer dose do esquema, prosseguir com a próxima dose programada da vacina inicialmente aplicada, com no mínimo de um mês de intervalo em relação à última dose.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • A administração de paracetamol antes ou logo após a vacinação com a Bexsero® pode reduzir o risco de febre e não interfere na resposta imune à vacina.
  • Não são necessários outros cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
  • Evitar aplicação simultânea da vacina Bexsero® com as vacinas tríplice bacteriana, pneumocócica conjugada, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B, para reduzir chance de febre alta após a vacinação.
  • A Trumenba® pode ser aplicada simultaneamente com as vacinas dTpa, dTpa-VIP e HPV.
  • Ambas as vacinas podem ser aplicadas no mesmo momento em que as vacinas meningocócicas ACWY ou C.

Efeitos e eventos adversos:

Bexsero®:

  • Em crianças menores de 2 anos, febre alta com duração de 24 a 28 horas pode ocorrer em mais de 10% dos vacinados. Quando a vacina é aplicada junto com a tríplice bacteriana acelular, pneumocócica conjugada, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B, esse percentual aumenta para 69% a 79%. Por isso é preferível não aplicá-las no mesmo dia.
  • Em crianças até 10 anos, em mais de 10% dos vacinados acontecem: perda de apetite; sonolência; choro persistente; irritabilidade; diarreia; vômitos; erupções na pele; sensibilidade no local da aplicação e ao movimentar o membro onde foi aplicada a vacina; reações locais (dor, calor, vermelhidão, inchaço). Em 0,01% a 0,1% ocorrem urticária e outras reações alérgicas. Até o momento não foi observada anafilaxia.
  • Em mais de 10% dos vacinados com mais de 11 anos ocorre cefaleia; náuseas; dor nos músculos e articulações; mal-estar e reações locais, como inchaço, endurecimento, vermelhidão e dor. A dor pode ser muito intensa, atrapalhando a realização das atividades cotidianas. Não é conhecido o risco para anafilaxia, e reações alérgicas graves não foram verificadas durante os estudos com a vacina.

Trumenba®:

  • Podem ocorrer (mais de 10% dos vacinados) febre, cefaleia, diarreia, náuseas e vômitos, mialgia e artralgia, cansaço, calafrios e dor, edema e vermelhidão no local da aplicação. Geralmente, são quadros de intensidade leve a moderada e transitórios.

Onde pode ser encontrada:

Nos serviços privados de vacinação.

O que previnem:

Há quatro vacinas pneumocócicas conjugadas disponíveis no Brasil: a 10-valente (VPC10), a 13-valente (VPC13), a 15-valente (VPC15) e a 20-valente (VPC20). Elas previnem, respectivamente, 10, 13, 15 e 20 tipos de pneumococos, bactérias responsáveis por doenças pneumocócicas invasivas, como pneumonia e meningite.

Do que são feitas:

  • São vacinas inativadas, portanto, não têm como causar as doenças.
  • A VPC10 é composta por dez sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo), oito deles conjugados com a proteína D do Haemophilus influenzae tipo b, um com o toxoide tetânico e outro com toxoide diftérico. Contém também cloreto de sódio, fosfato de alumínio e água para injeção.
  • A VPC13 é composta por sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo) conjugados com a proteína CRM197. Contém também sais de alumínio, cloreto de sódio, ácido succínico, polissorbato 80 e água para injeção.
  • A VPC15 é composta por 15 sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo) conjugados com a proteína CRM197. Contém também cloreto de sódio, L-histidina, polissorbato 20, água para injetáveis e alumínio (como adjuvante fosfato de alumínio).
  • A VPC20 é composta por 20 sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo) conjugados com a proteína CRM197. Contém também fosfato de alumínio, cloreto de sódio, ácido succínico, polissorbato 80.

Indicações:

  • No PNI, a vacina utilizada na rotina é a VPC10, para crianças até 4 anos, 11 meses e 29 dias. A SBIm indica como rotina para a vacinação de crianças entre 2 meses até antes de completarem 6 anos de idade as vacinas VPC20 ou VPC15. Elas ampliam a proteção, pois contêm mais sorotipos, incluindo os principais responsáveis por doença pneumocócica invasiva no Brasil atualmente.
  • Para crianças a partir de 2 anos, adolescentes e adultos portadores de certas doenças crônicas existem duas opções para imunização: ou uma dose de VPC20 ou esquema sequencial com a vacina conjugada VPC15 (ou VPC13, na impossibilidade da VPC15) e a polissacarídica VPP23.
  • Para pessoas a partir de 50 anos, a SBIm recomenda como rotina uma dose de VPC20 ou esquema sequencial de com as vacinas VPC15 (ou VPC13, na impossibilidade de VPC15) e VPP23.

Contraindicação:

Pessoas que apresentaram anafilaxia após usar algum componente das vacinas ou após dose anterior das vacinas.

Esquemas de doses:

VPC10

É a vacina disponível nas UBS, integrada no calendário infantil do Ministério da Saúde.

  • O Programa Nacional de Vacinação adota esquema de três doses na rotina de vacinação infantil: duas doses de VPC10 no primeiro ano de vida, com intervalo mínimo de 2 meses, e uma dose de reforço aos 12 meses de idade. A vacina está disponível nos postos de saúde para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias não vacinadas ou que precisam atualizar o calendário. Nos CRIEs, para algumas comorbidades, também está disponível uma terceira dose durante o primeiro ano de vida (saiba mais);
  • Crianças menores de 6 anos que iniciaram ou completaram o esquema de vacinação com a VPC10 serão beneficiadas caso recebam a VPC13, a VPC15 ou a VPC20. O intervalo mínimo após a administração da VPC10 é de 1 mês (ou 4 semanas). O esquema e o número de doses das vacinas com maior valência (VPC13, VPC15 ou VPC20) dependem da idade da criança no momento da administração da primeira dose:
    • Entre 2 e 6 meses: três doses no primeiro ano de vida e reforço entre 12 e 15 meses de idade;
    • Entre 7 e 11 meses: duas doses no primeiro ano de vida e reforço entre 12 e 15 meses de idade;
    • Entre 12 e 24 meses: duas doses com intervalo de dois meses;
    • Entre 2 e 5 anos de idade: uma dose.

Obs: crianças a partir de 2 anos com doenças crônicas que aumentam a vulnerabilidade a infecções pneumocócicas e que tenham indicação para o esquema sequencial devem complementar a vacinação com a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23), disponível nos CRIE (saiba mais).

VPC13, VPC15 e VPC20

  • A VPC13 está disponível nos CRIE para algumas comorbidades (saiba mais).
  • A SBIm recomenda o uso preferencial das vacinas VPC20 ou VPC15 sempre que possível. Na impossibilidade, utilizar a vacina VPC13. A orientação se deve à alta incidência no Brasil e à associação à resistência a antibióticos dos sorotipos adicionais prevenidos por estas três vacinas, em especial o 3 e o 19A.
  • Na rotina, o esquema deve ser iniciado aos 2 meses de idade, com três doses (aos 2, 4 e 6 meses) e um reforço entre 12 e 15 meses.
  • Em caso de atraso do início da vacinação, o esquema dependerá da idade da criança quando a primeira dose de VPC20 ou VPC15 for aplicada:
    • Até 6 meses: três doses no primeiro ano de vida e reforço entre 12 e 15 meses de idade (esquema 3 + 1);
    • Entre 7 e 11 meses: duas doses no primeiro ano de vida e reforço entre 12 e 15 meses de idade (esquema 2 + 1);
    • Entre 12 e 24 meses: duas doses com intervalo de dois meses (esquema 1 + 1);
    • A partir de 24 meses: dose única.
  • Para crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos não vacinados que tenham alguma doença crônicas que aumenta o risco para doença pneumocócica invasiva: dose única de VPC20 ou esquema sequencial. O esquema sequencial consiste em uma dose de VPC15 (ou VPC13, se não for possível a VPC15), uma dose de VPP23 com intervalo mínimo de 2 meses e outra dose de VPP23 cinco anos após a anterior.
  • A partir dos 60 anos, a vacinação contra a doença pneumocócica é recomendada como rotina. Pode ser administrada dose única de VPC20 ou esquema sequencial. O esquema sequencial consiste em uma dose de VPC15 (ou VPC13, se não for possível a VPC15), uma dose de VPP23 com intervalo mínimo de 2 meses e outra dose de VPP23 cinco anos após a anterior.
  • Fluxograma de vacinação para pessoas com comorbidades a partir de 2 anos de idade e de rotina para pessoas a partir de 60 anos:
    fluxograma vacinacao comorbidades 2 anos rotina 60 anos
  • Fluxograma para a atualização da vacinação, de acordo com histórico vacinal, para pessoas com comorbidades e pessoas a partir de 60 anos de idade:
    fluxograma atualizacao vacinacao

Intercambialidade

A intercambialidade entre as vacinas VPC13, VPC15 e VPC20 foi avaliada por ensaios clínicos que compararam os níveis de anticorpos estimulados por esquemas completos de cada uma das vacinas com os produzidos por todas as possibilidades de intercâmbio.

A concentração de anticorpos específicos após a dose de reforço nos esquemas mistos foi adequada e equivalente à verificada em indivíduos que completaram o esquema com apenas uma das vacinas. A intercambialidade é, portanto, respaldada cientificamente em qualquer ponto do esquema vacinal, independentemente da vacina conjugada administrada na(s) primeira(s) dose(s).

Entretanto, caso a VPC10 tenha sido utilizada, para prevenir os principais sorotipos responsáveis por doença grave no Brasil atualmente (3 e 19A) deve ser adotado o esquema completo recomendado para a idade em que a primeira dose de vacina com maior valência (VPC13, VPC15 ou VPC20) for aplicada.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Efeitos e eventos adversos:

  • VPC10 – Dor, inchaço e vermelhidão são relatados por 38,3% dos vacinados. Entre os sintomas gerais, irritabilidade é o mais comum (52,3%). Em mais de 10% ocorre sonolência, perda de apetite e febre. Entre 0,1% e 0,01% dos vacinados (crianças com até 5 anos) apresentam dificuldade respiratória, diarreia, vômitos, choro persistente. Erupções na pele e convulsões ocorrem em menos de 0,01% dos vacinados.
  • VPC13 – Em mais de 10% das crianças vacinadas ocorre: diminuição do apetite, irritabilidade, sonolência ou sono inquieto, febre e reações no local da aplicação (dor, vermelhidão, inchaço ou endurecimento). Pode haver, ainda, diarreia, vômitos, erupção cutânea, febre acima de 39°C. Até 1% dos vacinados apresentam por choro persistente, convulsões, urticária, reação local intensa. Raramente (entre 0,01% e 0,1%) ocorrem: episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) e anafilaxia. Entre adultos, mais de 10% podem apresentar diminuição do apetite, dor de cabeça, diarreia, erupção cutânea, dor nas articulações, dor muscular, calafrios, cansaço e reações locais (endurecimento, inchaço, dor, limitação do movimento do braço); em até 10% ocorrem vômitos e febre e menos de 1% dos vacinados relatam náusea, alergia grave, gânglios no braço vacinado.
  • VPC15 – As reações adversas mais frequentemente relatadas após cada dose de VPC15 são irritabilidade, febre ≥38°C, sonolência, dor, edema, endurecimento e eritema no local da injeção, diminuição do apetite, irritabilidade. A maioria das reações adversas solicitadas é leve a moderada e de curta duração (≤3 dias). Reações graves ocorreram em até 1,5% dos vacinados (crianças e adultos), mesmo naqueles com condições especiais de saúde. Entre adultos, pode haver dor, eritema e inchaço no local da injeção, fadiga, cefaleia, artralgia mialgia e artralgia também leves e de curta duração (≤ 3 dias).
  • VPC20 - As porcentagens de pacientes com eventos adversos após a VPC20 foram geralmente semelhantes ou pouco mais frequentes do que as observadas após VPC13. Os eventos mais frequentemente relatados após qualquer dose foram de irritabilidade, sonolência e dor no local da injeção.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Recomenda-se evitar o uso profilático (sem a ocorrência de febre) de antitérmicos e anti-inflamatórios antes e nas 24 horas que seguem a vacinação.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Onde podem ser encontradas:

Saiba mais:

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