Pacientes especiais

Apresentação

Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, seja por alguma doença ou pelo uso de medicamentos, têm mais chances de contrair infecções que podem levar à internação e à morte. Felizmente, muitas dessas infecções podem ser prevenidas por vacinas.

Para a correta orientação, reunimos as informações necessárias à vacinação com segurança; elas foram organizadas visando à melhor compreensão das necessidades de cada grupo.

Navegando pelos títulos, você vai saber as indicações, os esquemas vacinais, onde encontrar as vacinas e os procedimentos para ter acesso gratuito àquelas que são oferecidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Informe-se e converse com o seu(sua) médico(a) sobre a atualização da sua carteira de vacinação.

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Podemos dividir as pessoas com recomendações especiais em dois grupos.

a) Imunocompetentes - pessoas com algumas doenças crônicas que não afetam o sistema imunológico

Existem enfermidades crônicas que, embora não causem imunodeficiência, aumentam a chance de contrair doenças infecciosas e suas complicações. Além disso, caso sejam infectadas, essas pessoas podem ter a doença de base descompensada. São exemplos:

  • Ausência ou disfunção (asplenia) do baço.
  • Doenças do coração (cardiopatias).
  • Doenças do fígado (hepatopatias).
  • Doenças do pulmão (pneumopatias).
  • Doença renal crônica.

b) Imunodeprimidos

São aquelas que têm menos capacidade de responder a infecções e aos estímulos da vacinação. Essa deficiência no sistema imunológico, que pode ser causada por alguma enfermidade crônica ou medicamento, aumenta a probabilidade de adoecer e de complicações que podem levar à hospitalização e até à morte. São exemplos:

  • Pessoas com câncer.
  • Pessoas que vivem com HIV.
  • Portadores de imunodeficiências primárias.
  • Pessoas com doenças reumatológicas que levam à imunodepressão ou que controlam a enfermidade com medicamentos imunodepressores.
  • Pessoas submetidas a transplantes de órgãos sólidos ou de células-tronco hematopoiéticas.
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As vacinas são essenciais para prevenir diversas infecções que podem provocar o agravamento da doença de base ou se apresentar com um quadro mais grave. Por isso, para as pessoas em condições especiais de saúde, foram elaboradas indicações também especiais de vacinação.

As recomendações podem requerer esquemas diferenciados, reforços adicionais, vacinas que não são rotineiramente indicadas, além de outras precauções e contraindicações.

Entre os fatores a serem analisados estão o risco de infecções, o grau de comprometimento da imunidade e o histórico vacinal – e este deve ser consultado sempre que possível. Portanto, a vacinação requer planejamento adequado e individualizado por parte de seu(sua) médico(a).

Segurança

Para pessoas com doenças de base que não apresentam imunodepressão, as vacinas atenuadas (feitas com bactérias ou vírus vivos enfraquecidos) e inativadas (feitas com bactérias ou vírus mortos ou apenas partes do agente infeccioso) são tão seguras quanto o são para a população em geral. Para aquelas que apresentam imunodepressão grave, ou seja, com o sistema de defesa do organismo altamente comprometido, na maioria das vezes as vacinas atenuadas são contraindicadas.

As vacinas inativadas são seguras para os imunodeprimidos, mas podem ter a eficácia prejudicada, uma vez que a produção de anticorpos dessas pessoas pode ser inferior à do restante da população. Isso, em algumas situações, torna necessária a adoção de esquemas de doses alternativos.

As recomendações e orientações para cada tipo de problema estão reunidas em calendários específicos e podem ser consultadas aqui.

Calendários de vacinação

Os Calendários de vacinação SBIm para pacientes especiais seguem protocolos de saúde nacionais e internacionais, mas as diferentes condições clínicas podem requerer a adaptação das recomendações. Portanto, sempre consulte o médico responsável pelo seu acompanhamento antes de se vacinar.

Algumas vacinas que não são oferecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nas UBS (Unidades Básicas de Saúde — mais conhecidas como “postos de saúde”) ou nos CRIE (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais) estão disponíveis em serviços privados de vacinação.

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O objetivo da vacinação é fazer o organismo perceber e reagir à presença de vírus e bactérias – mortos, fragmentados ou enfraquecidos – e produzir células de defesas e anticorpos específicos contra doenças infecciosas, sem colocar em risco a saúde. Essa ação é chamada de “resposta imune”, cujo grau de proteção vai determinar a eficácia da vacina.

Alguns fatores, no entanto, podem interferir no processo e prejudicar a construção da imunidade: o tipo de antígeno, a conservação das vacinas desde que é produzida até o momento em que é aplicada, respeito aos intervalos entre doses de mesma vacina ou de vacinas diferentes, idade, genética e estado imunológico do vacinado, entre outros.

Os pacientes especiais se diferenciam da população em geral por terem menor ou nenhuma capacidade de responder adequadamente aos estímulos de agentes infecciosos. Isso os deixa mais suscetíveis a enfermidades, que geralmente se manifestam com maior gravidade em relação às demais pessoas, e torna a resposta aos estímulos vacinais menos eficientes.

Há várias condições que aumentam a vulnerabilidade destes indivíduos e demandam um olhar mais atento quanto à vacinação. Alguns exemplos são: asplenia (falta ou perda da função do baço), câncer, transplantes, doenças inflamatórias crônicas, infecção por HIV e uso de medicamentos imunossupressores. Todas alteram a qualidade, a quantidade e a duração dos anticorpos produzidos.

O nível de imunocomprometimento é determinante para a resposta vacinal. Ainda assim, essas pessoas sempre se beneficiarão da vacinação – mesmo que seja preciso lançar mão de esquemas específicos ou observar precauções e contraindicações em alguns casos.

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A análise do estado clínico das pessoas com condições especiais é fundamental para a indicação de vacinas. As informações obtidas norteiam tanto a recomendação de quais devem ser aplicadas como as precauções necessárias e eventuais contraindicações, definitivas ou temporárias.

A triagem cuidadosa evita oportunidades perdidas com falsas contraindicações, proporciona a máxima proteção possível e permite determinar os esquemas vacinais mais adequados para cada situação.

A principal chave para o(a) médico(a) definir as indicações é entender o grau do comprometimento imunológico e o quanto isso interfere na suscetibilidade a doenças específicas e na resposta vacinal. O profissional deve determinar as vacinas essenciais e o melhor momento para utilizá-las.

No que diz respeito ao grau de imunodepressão, ela pode ser classificada como leve, moderada ou grave. Para tanto, é necessário considerar algumas variáveis: doença de base, alterações que causam no funcionamento do organismo, medicação utilizada (dose, tempo e mecanismo de ação) e se o imunocomprometimento é temporário ou permanente. A partir desses dados, o(a) médico(a) consegue estabelecer o planejamento para a imunização, quais as vacinas e/ou imunoglobulinas apropriadas e qual o melhor momento para serem aplicadas.

Contraindicações

De modo geral, doentes crônicos sem imunodepressão não têm contraindicações para vacinas, exceto as válidas para qualquer pessoa, ou seja, com histórico de anafilaxia (alergia grave) a alguma substância presente na composição ou após dose aplicada anteriormente.

Já para pessoas com o sistema imunológico deprimido por doenças ou medicamentos, temporária ou definitivamente, as vacinas vivas atenuadas são, em geral, contraindicadas durante o período de imunodepressão.

É importante destacar, contudo, que o(a) médico(a) precisa avaliar cada caso. Dependendo da enfermidade de base, do status imunológico no momento da vacinação e do risco de adoecimento, a aplicação pode ser permitida.

Quanto às vacinas inativadas, não há contraindicação, mesmo que a resposta vacinal possa estar prejudicada, a depender do grau de imunodepressão.

Precauções

  • Pode ser necessário adiar a vacinação diante de doença febril moderada a grave. A medida evita que uma eventual piora do quadro seja confundida com um evento adverso pós-vacinal.
  • Pessoas com distúrbios de coagulação ou em uso de anticoagulantes demandam cuidados adicionais na aplicação das vacinas intramusculares, para evitar sangramentos e hematomas. De acordo com a doença de base e a gravidade, pode ser indicada a via subcutânea ou a administração de fator de coagulação ou concentrado de plaquetas antes da aplicação.
  • Reações alérgicas tardias, que ocorrem após 48 a 96 horas da vacinação, não representam risco de vida e não contraindicam o uso das vacinas.
  • Vacinas que contêm mercúrio (timerosal) raramente provocam reações de hipersensibilidade. Quando ocorrem, costumam ser locais e tardias. A vacinação não é contraindicada nessas situações.
  • Eventos adversos graves após doses anteriores devem ser examinados pelo(a) médico(a) caso a caso antes da indicação de doses subsequentes.
  • A necessidade de doses de reforço após período de imunodepressão medicamentosa precisa ser analisada de forma individualizada.

Histórico de doença que causa imunocomprometimento, uso de drogas imunodepressoras, imunoglobulinas e transfusões demandam maior atenção quanto ao melhor momento para se aplicar vacinas vivas atenuadas.

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A vacinação de conviventes minimiza o risco de transmissão de doenças infecciosas, em especial nas situações em que a imunodepressão contraindica ou reduz a eficácia de algumas vacinas nos pacientes.

Entre os conviventes estão pessoas que vivem no mesmo domicílio, cuidadores, profissionais da educação e da saúde. Todos devem manter o calendário vacinal atualizado, de acordo com as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e, se possível, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Os conviventes, inclusive, podem receber nos Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) algumas vacinas que não constam no calendário público de vacinação de rotina para sua faixa etária.

Vale lembrar ainda a importância da vacinação do doador de órgão, que evitará a transmissão para o receptor de doença prevenível por vacina.

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As vacinas podem ser vivas atenuadas ou inativadas, elaboradas a partir de vírus ou bactérias.

Vacinas vivas atenuadas

As vacinas vivas atenuadas são elaboradas a partir de microrganismos selvagens selecionados e enfraquecidos por passagens em meios de cultura especiais. São elas as vacinas BCG, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), febre amarela, poliomielite oral (VOP), rotavírus, varicela (catapora), herpes zóster e dengue.

Elas provocam infecção similar à natural, sem causar doença, e em geral têm grande capacidade protetora, conferem imunidade em longo prazo e demandam menos doses. Isso porque a replicação do vírus vacinal atenuado no organismo ativa potentes respostas imunes.

Pessoas com imunodepressão grave, contudo, não podem receber essas vacinas, pois existe o risco do vírus ou da bactéria vacinal desencadear a doença que deveria ser prevenida.

Vacinas inativadas

Sem agentes infecciosos vivos, são obtidas de diversos modos: inativação por meios físicos ou químicos que eliminam a capacidade infecciosa, mas mantêm a capacidade de desencadear resposta imune; modificação das toxinas produzidas pelo agente infeccioso; isolamento dos componentes dos microrganismos responsáveis pela infecção e pelo desencadeamento da resposta imune; alteração do agente infeccioso por engenharia genética; ou a partir de subunidades ou fragmentos dos vírus ou bactérias. Ainda que a resposta vacinal possa estar comprometida, as vacinas inativadas podem ser aplicadas com segurança em imunodeprimidos.

Algumas recomendações

  • Pacientes que entrarão em tratamento que causa imunodepressão (deficiência do sistema imunológico) devem, idealmente, receber as vacinas vivas atenuadas antes do início da terapia. Isso garante a segurança e a melhor resposta vacinal.
  • Vacinas inativadas podem ser administradas durante tratamentos imunodepressores, mas, devido à resposta vacinal inferior no período, é necessário reaplicá-las após a interrupção do uso desses medicamentos.
  • Vacinas inativadas podem ser recomendadas no pré e pós-transplante de órgãos sólidos (pulmão, rim, fígado e coração). No entanto, no pós-operatório, deve ser mantido um intervalo mínimo para a produção de anticorpos ser mais efetiva.
  • Pessoas submetidas a transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) devem aguardar no mínimo três meses para iniciar a aplicação de vacinas inativadas e dois anos para as vacinas vivas atenuadas, quando o sistema imunológico for restabelecido. Quando ocorre a rejeição do órgão transplantado (doença do enxerto contra o hospedeiro/DECH), as vacinas vivas atenuadas permanecem contraindicadas.

É segura a aplicação simultânea de mais de uma vacina em locais anatômicos diferentes, situação comum diante da eventual necessidade de um maior número de vacinas no menor período possível.

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Alguns esquemas de vacinação para pessoas com condições especiais devem ser modificados. A depender da doença de base, do estado imunológico e das suscetibilidades específicas associadas às diferentes categorias de situação especial, podem ser adotadas doses dobradas, esquemas com maior número de doses, doses de reforço e indicação de vacinas fora do calendário de rotina para a faixa etária. Estas recomendações serão tratadas em detalhes quando falarmos de cada condição clínica.

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Ferimentos (risco de tétano), acidentes que envolvam sangue potencialmente contaminado (hepatite B) e outras situações podem exigir a proteção rápida da pessoa imunodeprimida que não pode se vacinar ou, mesmo que vacinada, haja incerteza quanto ao grau de proteção. Nesses casos, a opção são os anticorpos prontos (imunoglobulinas), prática chamada de “imunização passiva artificial”.

A imunização passiva artificial pode ser heteróloga (soros), feita a partir da transfusão de anticorpos obtidos do plasma de animais previamente vacinados (em geral, cavalos); ou homóloga, a partir de anticorpos obtidos do plasma de seres humanos.

O segundo método é o mais seguro. Enquanto reações de hipersensibilidade (alergias) às imunoglobulinas humanas são raras, cerca de uma a cada 40 mil pessoas que recebem soro apresenta reações importantes como anafilaxia e doença do soro.

As imunoglobulinas humanas podem ser divididas em dois tipos:

  • Padrão (standard) — Incluem anticorpos contra mais de uma doença. Como a concentração de anticorpos específicos é menor, previne, na prática, poucas enfermidades — entre elas, o sarampo e a hepatite A.
  • Específicas — Previnem especificamente contra um microrganismo ou toxina e contêm altas quantidades de anticorpos. São exemplos de imunoglobulinas humanas específicas: tétano, hepatite B, raiva e varicela.

Todas estas imunoglobulinas são constituídas basicamente por IgG. A duração da proteção é variável, mas, em média, 21 a 28 dias.

É importante destacar que a imunização passiva pode prejudicar a eficácia da vacinação com vacinas vivas atenuadas, às vezes durante muitos meses.

Em certas situações de alto risco, indica-se a imunização ativa (vacinação) e passiva (imunoglobulina) simultaneamente, como em casos de alto risco de infecção pelo vírus da raiva.

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Como as imunoglobulinas e outros produtos derivados do sangue contêm, em maior ou menor quantidade, uma mistura de vários anticorpos, a utilização pode interferir na resposta imune às vacinas atenuadas.

Por isso, recomenda-se intervalos mínimos entre a aplicação de produtos contendo imunoglobulinas e vacinas vivas atenuadas, de acordo com o seguinte quadro:

Imunoglobulinas humanas específicas administradas por via IM
ImunobiológicosIntervalo (meses)
Imunoglobulina humana antitetânica 3
Imunoglobulina humana anti-hepatite-B 3
Imunoglobulina humana antirrábica 4
Imunoglobulina humana antivaricela-zóster 5
Sangue e hemoderivados
ProdutosIntervalo (meses)
Hemácias lavadas 0
Concentrados de hemácias 5
Sangue total 6
Plasma ou plaquetas 7
Imunoglobulina intravenosa (reposição) 8
Imunoglobulina intravenosa (terapêutica*) 10
Imunoglobulina intravenosa (terapêutica*) 11
Imunoglobulina intramuscular (profilática**) 6

Fonte: * Modificado de American Academy of Pediatrics, 2018

** Modificado de Gastañaduy et al., 2018

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Pessoas com câncer, transplantados ou com algumas doenças crônicas podem precisar de medicamentos que comprometem em diferentes graus o funcionamento das defesas do organismo, seja de forma temporária ou permanente.

O ideal é que essas pessoas e seus contatos domiciliares sejam avaliados e vacinados entre duas a quatro semanas antes do início do tratamento. Isso porque, além da maior possibilidade de infecções durante a imunodepressão causada pelo tratamento, as vacinas vivas atenuadas, que não têm a capacidade de causar doença em indivíduos com o sistema imunológico “em dia”, podem causar no imunodeprimido.

O grau de imunodepressão varia com a droga, a dose e a duração do tratamento, portanto, cada caso deve ser examinado individualmente pelo(a) médico(a). Conheça os principais tipos de medicamentos imunossupressores:

  • Corticosteroides (corticoides): são considerados imunossupressores em dose ≥2 mg/kg/dia de prednisona ou seu equivalente para crianças, ou ≥20 mg/dia por 14 dias ou mais para crianças e adultos.
  • Importante: o uso de corticoide tópico (colírio, creme ou pomada), inalatório ou intra-articular não é considerado imunossupressor.
  • Drogas imunodepressoras biológicas (qualquer dose é considerada imunodepressora): infliximabe (anti-TNF alfa) e outros anti-TNF; rituximabe (anticélulas B), abatacept (reduzem ativação de células T); tocilizumabe (anti IL-6) e Eculizumabe (reduzem ativação do sistema complemento que integra a resposta imune).
  • Drogas imunodepressoras não biológicas (a imunodepressão depende da dose): Metotrexato, Ciclosporina, Tacrolimus, Micofenolato de mofetila, Azatioprina, Ciclofosfamida, Leflunomida, 6-mercaptopurina.

As vacinas inativadas podem ser aplicadas sem risco durante o tratamento, com a ressalva de que talvez seja preciso repeti-las, para assegurar a resposta adequada após o restabelecimento das funções do sistema imune. Já as vacinas vivas atenuadas só deverão ser aplicadas algum tempo depois do fim ou suspensão da terapia imunodepressora.

Uso de drogas que podem causar imunocomprometimento e intervalo entre descontinuidade do tratamento e aplicação de vacinas atenuadas 
DrogasDose imunossupressoraIntervalo para vacinação
Corticoides (Predisona ou equivalente) ≥ 2 mg/kg/dia ou ≥ 20 mg/dia por mais de duas semanas Um mês
Metotrexato ≥ 0,4 mg/kg/semana; ≥ 20 mg/dia Um a três meses
Leflunomida 0,25 - 0,5 mg/kg/dia; ≥ 20 mg/dia Quando níveis séricos estiverem abaixo de 0,02 mg/L
Sulfasalazina e hidroxicloroquina - Nenhum
Micofenolato de mofetila 3 g/dia Três meses
Azatioprina 1 - 3 mg/kg/dia Três meses
Ciclofosfamida 0,5 - 2,0 mg/kg/dia  Três meses
Ciclosporina ≥ 2,5 mg/kg/dia Três meses
Tacrolimus 0,1 a 0,2 mg/kg/dia  Três meses
6-mercaptopurina 1,5 mg/kg/dia Três meses 
Biológicos: antitocinas e inibidores da coestimulação do linfócito T Três meses, mínimo de cinco meias-vidas, ou o que for menor
Biológicos depletores de linfócitos B Seis meses
Sintéticos alvo-específicos: inibidores da JAK (Tofacitinibe) Duas semanas

Observações:

1. Vacinar preferencialmente antes da imunossupressão. Vacinas inativadas devem ser administradas pelo menos 14 dias antes do início da terapia imunossupressora e as vivas atenuadas idealmente quatro semanas antes. Na impossibilidade de aguardar, manter intervalo mínimo de duas semanas.

2. Bebês de mulheres que utilizaram biológicos durante a gestação: vacinas vivas atenuadas podem ser aplicadas após 6 a 8 meses de idade.

Adaptado do Calendário SBIm Pacientes Especiais.

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As vacinas estão entre os produtos farmacêuticos mais seguros, mas ainda assim podem acontecer os chamados “eventos adversos pós-vacinação (EAPV)”. O termo se refere a qualquer ocorrência médica indesejável depois da vacinação, mesmo que não tenha sido causada pela vacina. Às vezes, a relação é apenas coincidência temporal.

EAPVs graves são extremamente raros. São assim classificadas as situações que:

  • requerem intervenção médica prolongada ou hospitalar;
  • resultam em incapacidade persistente e/ou significativa;
  • resultam em uma anomalia congênita;
  • resultam em morte.

De modo geral, em pessoas sem histórico de hipersensibilidade ou de doença que cause imunocomprometimento não há como prever se haverá reação a uma vacina e se será leve ou grave. Para minimizar o risco, é importante seguir as diretrizes de boas práticas em vacinação e identificar, antes da aplicação, se existe ou não contraindicação ou precauções para alguma vacina. Pessoas com história de EAPV grave em vacinação anterior e/ou com condições especiais demandam mais atenção.

Uso da mesma vacina após EAPV

Muitos EAPVs graves são situações pontuais que não se repetem com doses subsequentes da vacina. Dessa maneira, é possível continuar o esquema com a mesma vacina, desde que sob orientação e, eventualmente, supervisão médica rigorosa. A exceção se dá quando há histórico confirmado de anafilaxia à vacina ou a um de seus componentes ─ neste caso, a contraindicação é absoluta.

Cabe ao profissional da saúde, diante de um EAPV, notificar o serviço de vigilância local e o fabricante da vacina, além de acompanhar, avaliar e investigar o caso. Com essas informações em mãos é possível definir se há segurança para a revacinação ou continuidade do esquema vacinal com determinadas vacinas.

Anafilaxia (alergia grave)

Anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade muito rara. No geral, a chance de ocorrer após uma única dose da vacina é de cerca de um caso por milhão, embora o risco varie de acordo com o tipo de vacina. Entre os componentes da vacina mais frequentemente implicados nesse tipo de reação alérgica estão alguns antibióticos, gelatina e proteínas do ovo.

Pessoas alérgicas ao látex (borracha) estão em risco de EAPV caso haja traços da substância no equipamento que contém a vacina, como tampas de frascos e êmbolos de seringa. Assim, antes da vacinação, o profissional da saúde deve consultar as bulas e outros meios de informação sobre os produtos.

Avaliação de pessoas com histórico de alergias

Todo serviço de vacinação deve investigar se há história de alergias e reações anteriores antes de administrar qualquer dose de vacina. Dependendo da alergia, pode ou não haver contraindicação para a vacinação.

Reações alérgicas a algum antibiótico (neomicina, por exemplo) restritas a manifestações de pele (como erupções cutâneas) não são consideradas fatores de risco para uma reação alérgica grave (anafilaxia) a vacinas que contenham esse antibiótico.

Pessoas com alergia a proteína do ovo de galinha (ovalbumina) podem receber as vacinas influenza (gripe), tríplice viral e tetraviral, que contêm quantidade desprezível da substância. No caso da vacina febre amarela, por outro lado, aqueles que apresentam histórico de anafilaxia ao ovo devem ser submetidos a um protocolo especial, pois a quantidade de ovalbumina na fórmula é maior. Para tanto, devem buscar aconselhamento especializado nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

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Pessoas que vivem com doenças crônicas

Pessoas com asplenia anatômica ou funcional, hemoglobinopatias, doenças de depósito e outras condições associadas a disfunções do baço

Importância da vacinação

O baço, órgão situado no abdômen, atua na produção de anticorpos, na remoção de partículas não desejadas e como um reservatório para as células do sangue, especialmente os leucócitos (células de defesa) e as plaquetas (responsáveis pela coagulação). Portanto, o seu mau funcionamento devido a diversas condições clínicas, ou a ausência deste órgão, deixa a pessoa mais vulnerável à ação de algumas bactérias.

Um exemplo são as infecções causadas por pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae b, bactérias que possuem cápsulas em sua estrutura e que são combatidas principalmente pelo baço.

Vacinas especialmente recomendadas

As recomendações a seguir destinam-se às pessoas que têm asplenia anatômica (falta do baço) ou funcional (insuficiência do baço); hemoglobinopatias, como anemia falciforme; doenças de depósito e doenças associadas à disfunção do baço; sem imunodepressão ou outras doenças crônicas. Na presença de outras condições, principalmente imunodepressão por doença ou uso de medicamentos, é importante consultar os calendários de vacinação que contemplam o seu estado clínico, nesta seção – Vacinação de pacientes especiais.

Vale lembrar que pessoas que serão submetidas à retirada do baço eletiva (planejada) devem receber vacinas contra bactérias encapsuladas (meningococo, pneumococo e haemophilus influenzae b) idealmente até duas semanas antes da cirurgia. Caso não seja possível a vacinação neste prazo, vacinar o mais precocemente possível.

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Vacinas pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas com disfunção do baço ou ausência deste órgão, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, para esses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, com reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças não vacinadas antes com a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: iniciando entre 12 e 71 meses: duas doses de VPC13 com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos de idade.

VPC13: Serviços privados de vacinação, para todas as idades.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes dos 60 anos de idade, uma terceira está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos após a última dose.

Onde se vacinar

CRIE: duas doses.

Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina. 

Haemophilus influenzae b

Esquema de doses

Crianças menores de 1 ano: iniciar aos 2 meses de idade.

  • Se o início for entre 2 e 6 meses de idade: três doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.
  • Se o início for entre 7 e 11 meses de idade: duas doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças a partir de 1 ano, adolescentes e adultos não vacinados: uma dose.

Para os anteriormente vacinados, mas que não receberam dose de reforço após os 12 meses de idade: uma dose.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, preferir a vacina meningocócica conjugada ACWY, que oferece proteção contra mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Crianças entre 1 e 2 anos: uma ou duas doses (com intervalo de dois meses), na dependência do fabricante da vacina.

Crianças maiores de 2 anos, adolescentes e adultos: duas doses com intervalo de um a dois meses.

Atenção: uma dose de reforço deve ser aplicada após o fim do esquema de doses básico para a idade, a cada cinco anos.

Onde se vacinar

MenC:

  • CRIE, com um reforço cinco anos após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária.
  • Serviços privados de vacinação.

ACWY: Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócica B

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: consultar calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Adultos: duas doses com intervalo de um a dois meses.

Atenção: Uma dose de reforço deve ser aplicada um ano após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária. Além disso, revacinar a cada dois ou três anos.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação

Hepatite A

Esta vacina é especialmente recomendada para pessoas com hemoglobinopatias e doença de depósito.

Esquema de doses

Crianças: duas doses com intervalo de seis meses, idealmente aos 12 e 18 meses de idade ou a qualquer momento depois dos 12 meses de idade, respeitando o intervalo de seis meses entre as doses.

Adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições. Consultar calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

A vacina abaixo está recomendada com restrições. Ver Precauções e contraindicações, a seguir:

Febre amarela

Para esquema de doses e onde se vacinar, acessar calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

  • A vacina febre amarela é contraindicada para pessoas em uso de hidroxiureia e contagem de neutrófilos inferior a 1.500 células/mm3.
  • Na presença de imunodepressão, as vacinas atenuadas BCG, poliomielite oral, rotavírus, tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola, varicela), e varicela, febre amarela, herpes zóster e dengue estão contraindicadas.

Vacinacão de contatos domiciliares

É recomendado que todos os contatos domiciliares de pessoas com asplenia anatômica ou funcional, hemoglobinopatias, doenças de depósito e outras condições associadas a disfunções do baço estejam em dia com calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

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Pessoas que vivem com diabetes

Por que o cuidado especial?

Sabe-se que a hiperglicemia – alta concentração de açúcar no sangue, comum em quem vive com diabetes – afeta múltiplos mecanismos do sistema imunológico e aumenta o risco de infecção e complicações, inclusive morte, por diversas enfermidades. Confira algumas:

Influenza (gripe)
Pessoas que vivem com diabetes estão entre os indivíduos com maior chance de desenvolver formas graves da doença, necessitar de hospitalização e até morrer. No Brasil, em 2018, do total de mortes por influenza (gripe), 76% ocorreram em indivíduos pertencentes aos grupos de risco. Desses, 23% tinham diabetes mellitus. Infelizmente, o quadro se repete a cada ano.
Pneumonia pneumocócica
Pessoas que vivem com diabetes têm risco até 1,4 vez maior para este tipo de pneumonia e até 4,6 vezes maior para a doença pneumocócica mais grave, chamada de invasiva (como meningite, infecção generalizada/septicemia). Existe alta probabilidade de hospitalização, inclusive em unidades de terapia intensiva.
Herpes zóster
Estudo realizado nos Estados Unidos observou um risco três vezes maior de herpes zóster, popularmente chamada de “cobreiro”, entre pessoas que vivem com diabetes e com idade acima de 65 anos. Em pessoas abaixo dessa idade, o risco é 1,5 vez maior.
Hepatite B
O diabetes tipo 2 duplica a possibilidade de complicações de doenças do fígado em portadores crônicos do vírus da hepatite B – inclusive cirrose, câncer, necessidade de transplante hepático e morte. Além disso, a recíproca é verdadeira: a infecção pelo vírus da hepatite B aumenta a probabilidade de complicações crônicas do diabetes.

Os dados evidenciam a importância de a pessoa com diabetes manter atualizado o calendário de vacinação para a sua faixa etária, incluindo as vacinas não previstas na vacinação de rotina do sistema público para a população em geral.

Vacinas especialmente recomendadas

As recomendações a seguir destinam-se à pessoa que vive com diabetes mas sem imunodepressão ou outras doenças crônicas. Na presença de outras condições, principalmente imunodepressão por doença ou uso de medicamentos, é importante consultar os calendários de vacinação que contemplam o seu estado clínico, nesta seção – Vacinação de pacientes especiais.

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Vacinas pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas que vivem com diabetes, recomenda-se o esquema sequencial com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da polissacarídica.

Conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, para esses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13 com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos de idade, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13: serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Onde se vacinar

CRIE: duas doses.

Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Esquema de doses

Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Herpes zóster

Esquema de doses

Maiores de 50 anos: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

Na presença de imunodepressão, as vacinas atenuadas BCG, poliomielite oral, rotavírus, tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola, varicela), e varicela, febre amarela, herpes zóster e dengue estão contraindicadas.

Vacinacão de contatos domiciliares

É recomendado que todos os contatos domiciliares de pessoas que vivem com diabetes estejam em dia com os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

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Pessoas com doença do coração (cardiopatia) e/ou do pulmão (pneumopatia) crônicas

Por que o cuidado especial?

A vacinação de pessoas com doenças pulmonares ou cardiológicas crônicas é extremamente importante, na medida em que as infecções tendem a ser mais graves e podem descompensar ou agravar o quadro original. Vírus e bactérias respiratórios, como os que causam a gripe e a pneumonia, estão entre os que demandam atenção. Confira algumas informações:

Influenza (gripe)
Do total de mortes por influenza no Brasil em 2018, 76% foram de pessoas pertencentes aos grupos de risco. Dessas, 31% tinham doença cardiovascular crônica e 24% doenças crônicas no pulmão. Além disso, estudos demonstram que o vírus influenza aumenta as chances de infarto do miocárdio.
Pneumonia pneumocócica
Causadas por bactérias da espécie pneumococo, a pneumonia e a doença pneumocócica invasiva (como meningite ou infecção generalizada/septicemia) – forma mais grave da infecção e que frequentemente leva à hospitalização ou à morte – são fonte de importante preocupação. O risco de doença invasiva é sete vezes maior entre pessoas com enfermidades crônicas no pulmão e dez vezes maior entre pessoas com enfermidades crônicas no coração.
Coqueluche
Embora o risco de contrair a doença não seja maior, há mais chance de quadros graves e complicações, por se tratar de uma infecção respiratória.
Herpes zóster
A probabilidade de acidentes cardiovasculares é elevada nos meses seguintes ao desenvolvimento de herpes zóster, também conhecido como “cobreiro”. A vacinação de adultos acima de 50 anos contribui para evitar essa importante complicação da doença.

Vacinas especialmente recomendadas

As recomendações a seguir destinam-se às pessoas com pneumopatia ou cardiopatia crônicas, mas sem imunodepressão. Na presença de outras condições, principalmente imunodepressão por doença ou uso de medicamentos e também para candidatos a transplante ou transplantados é importante consultar os calendários de vacinação que contemplam o seu estado clínico, nesta seção – Vacinação de pacientes especiais.

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Vacinas pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas com cardiopatia e/ou pneumopatia crônicas, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, para esses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13

  • CRIE, para pessoas a partir de 5 anos de idade submetidas a transplante de pulmão ou coração, se não vacinadas com a VPC10 anteriormente.
  • Serviços privados de vacinação, para todas as idades.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira dose está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Onde se vacinar

  • CRIE: duas doses.
  • Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Tríplice bacteriana (DTPw, DTPa e dTpa) e suas combinações e dupla do tipo adulto (dT)

Previnem coqueluche, tétano, difteria e outras doenças, no caso das combinações. O uso das vacinas acelulares (DTPa, dTpa e suas combinações) é preferível por causar menos reações do que as vacinas de células inteiras (DTPw e DTPw-HB/Hib).

Esquema de doses

Ver calendários SBIm de vacinação para cada faixa etária.

DTPw e DTPw-HB/Hib: UBS, para crianças menores de 7 anos.

DTPa: CRIE, para crianças menores de 7 anos com cardiopatias ou pneumopatias crônicas com risco de descompensação em vigência de febre.

DTPa e suas combinações: serviços privados de vacinação, para crianças. A faixa etária de indicação varia de acordo com a bula.

dTpa

  • UBS, para gestantes e puérperas.
  • Serviços privados de vacinação, para maiores de 3 anos.

dTpa-VIP: serviços privados de vacinação, para pessoas a partir de 3 anos.


dT: UBS e CRIE, para pessoas a partir 7 anos.

Herpes zóster

Recomendada para maiores de 50 anos, especialmente cardiopatas com risco aumentado de distúrbios vasculares.

Esquema de doses

Uma dose.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições. Para esquema de doses e disponibilidade, ver calendários SBIm de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Poliomielite (inativada ou oral)

Precauções e contraindicações

Vacinacão de contatos domiciliares

É recomendado que todos os contatos domiciliares de pessoas com doenças crônicas de coração e pulmão estejam em dia com os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

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Pessoas com doenças crônicas do fígado (hepatopatias)

Por que o cuidado especial?

As doenças crônicas do fígado (hepatopatias) representam um sério problema de saúde pública. Dentre suas múltiplas causas, as principais são: infecção pelos vírus das hepatites B e C, hepatite causada pelo consumo excessivo de álcool e acúmulo de gordura no órgão (esteatose hepática não alcoólica). As formas crônicas, que evoluem ao longo do tempo, podem levar à cirrose e à necessidade de transplante de fígado.

O cuidado com pessoas nessas condições deve incluir a vacinação, uma vez que as infecções podem ser mais graves ou ainda descompensar ou agravar o quadro clínico. Em relação às infecções virais hepáticas, que lesariam ainda mais o fígado, e às infecções respiratórias (gripe e pneumonia pneumocócica), a atenção precisa ser redobrada. Confira algumas informações que reforçam a importância da vacinação.

Influenza (gripe)
A influenza (gripe) é uma infecção potencialmente grave, sobretudo para pessoas com doenças crônicas. No Brasil, anualmente, do total de mortes por esta causa, cerca de 70% ocorrem em indivíduos pertencentes aos grupos de risco.
Pneumonia pneumocócica
Causadas por bactérias da espécie pneumococo, a pneumonia e doença pneumocócica invasiva (como meningite, infecção generalizada/septicemia) – forma mais grave da infecção e que frequentemente leva à hospitalização ou à morte – são fontes de importante preocupação para as pessoas com hepatopatias crônicas, sobretudo para aquelas com hepatopatia alcoólica. Nesses casos, o risco de doença invasiva é cerca de 11 vezes maior do que no restante da população.
Hepatites A e B
A infecção pelos vírus que causam as duas doenças pode aumentar consideravelmente o risco de consequências graves em pessoas que já têm hepatopatias crônicas. Se essa doença prévia foi causada por hepatite B ou C, a infecção não raramente implica em pior progressão da doença hepática e maior risco de evolução para cirrose e câncer do fígado.

Vacinas especialmente recomendadas

As recomendações a seguir destinam-se às pessoas que têm hepatopatia crônica mas sem imunodepressão ou outras doenças crônicas. Na presença de outras condições, principalmente imunodepressão por doença ou uso de medicamentos, e no caso de indivíduos candidatos a transplante ou transplantados, é importante consultar os calendários de vacinação que contemplam o seu estado clínico, nesta seção – Vacinação de pacientes especiais.

Em caso de transplante de fígado, ver Calendário de vacinação SBIm para candidatos a transplante de órgãos sólidos ou transplantados.

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose nos anos seguintes.       

A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Vacinas pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas com doença hepática crônica, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Conjugadas (VPC10 e VPC13)

Sempre que possível, usar VPC13 pela proteção mais ampla, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos, apenas a VPC13 está licenciada.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, para esses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos de idade, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE para menores de 5 anos.

VPC13

  • CRIE, para pessoas a partir de 5 anos de idade submetidas a transplante hepático (de fígado), desde que não vacinadas com a VPC10 antes.
  • Serviços privados de vacinação, para todas as idades.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira dose está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Onde se vacinar

CRIE: duas doses.

Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Esquema de doses

Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Nos casos de hepatopatia grave ou transplante hepático: quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2 - 6 meses). O volume da dose deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina. 

Hepatite A

Esquema de doses

Crianças: duas doses a partir de 1 ano de idade, com intervalo de seis meses.

Adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, preferir a vacina meningocócica conjugada ACWY, que previne mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

  • Crianças iniciando entre 1 e 2 anos: uma ou duas doses (com intervalo de dois meses), na dependência do fabricante da vacina, seguida de dois reforços (cinco e dez anos depois).
  • Crianças maiores de 2 anos e adolescentes: uma dose seguida de dois reforços (cinco e dez anos depois).

Adultos: uma dose.

Onde se vacinar

MenC: CRIE e serviços privados de vacinação.

ACWY: serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócica B

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Adultos: duas doses com intervalo de um a dois meses.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

Vacinacão de contatos domiciliares

É recomendado que todos os contatos domiciliares de pessoas com doenças crônicas de fígado estejam em dia com os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

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Pessoas com doença renal crônica

Por que o cuidado especial?

A doença renal crônica (DRC) prejudica gradativamente as defesas do organismo. Com a evolução do quadro, a pessoa pode ficar cada vez mais suscetível a infecções e suas complicações. Dessa forma, a vacinação é extremamente importante e deve ser iniciada o quanto antes, sobretudo quando há indicação de transplante e/ou terapia imunodepressora.

Confira alguns dados:

Influenza (gripe)
Em 2018, 76% das pessoas que morreram por influenza (gripe) no Brasil faziam parte dos grupos de risco, que incluem pessoas com algumas enfermidades, idosos, entre outros. Desses, 9,5% tinham alguma doença renal crônica. Infelizmente, o cenário se repete a cada ano.
Pneumonia pneumocócica
Causadas por bactérias da espécie pneumococo, a pneumonia e a doença pneumocócica invasiva (infecção generalizada/septicemia) – forma mais grave da infecção e que costuma levar à hospitalização ou à morte – são fonte de importante preocupação para pessoas com DRC, principalmente para aquelas com a doença em fase avançada ou que fazem uso de medicamentos imunodepressores.
Hepatite B
Indivíduos em hemodiálise apresentam elevado risco de infecção pelo vírus da hepatite B. Recomenda-se a vacinação contra a hepatite B para todos os pacientes renais crônicos, de preferência, antes de se tornarem dependentes de diálise. E naqueles que estão em hemodiálise, é fundamental fazer controle sorológico anual e aplicar doses de reforço quando os níveis de anticorpos estiverem abaixo do considerado protetor.

Vacinas especialmente recomendadas

As recomendações a seguir destinam-se às pessoas com doença renal crônica, mas sem imunodepressão ou outras doenças crônicas. Na presença de outras condições, principalmente imunodepressão por doença ou uso de medicamentos e no caso de indivíduos candidatos a transplante ou transplantados, é necessário consultar os calendários de vacinação que contemplam seu estado clínico, nesta seção – Vacinação de pacientes especiais.

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas com doença renal crônica, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, para esses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13

  • CRIE, para pessoas a partir de 5 anos de idade submetidas a transplante de rim, se não vacinadas com a VPC10 anteriormente.
  • Serviços privados de vacinação, para todas as idades.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira dose está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Onde se vacinar

  • CRIE: duas doses.
  • Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Recomenda-se a vacinação contra hepatite B para todos os pacientes renais crônicos, de preferência antes de se tornarem dependentes de diálise.

Esquema de doses

Quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2 - 6 meses). O volume da dose deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa de fato protegida. Em caso de hemodiálise, o exame deve ser repetido anualmente e pode ser necessário aplicar doses de reforço.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite A

Esquema de doses

Crianças: duas doses a partir de 1 ano de idade, com intervalo de seis meses.

Adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições. Para esquema de doses e disponibilidade, ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

Vacinação de contatos domiciliares

Recomenda-se que todos os contatos domiciliares de pessoas com doenças crônicas do fígado estejam em dia com calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

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Pessoas imunodeprimidas por doença ou tratamento

Vacinação de pessoas com câncer ou em uso de drogas imunodepressoras

Por que o cuidado especial?

Pessoas com câncer ou em tratamento com drogas imunodepressoras têm o sistema de defesa do organismo enfraquecido, o que aumenta a probabilidade de infecções e complicações, inclusive morte, por diversas doenças, muitas delas preveníveis por vacinas. Imunizar essa população é essencial, mas requer alguns cuidados.

Particularidades para a vacinação

Idealmente, todas as vacinas recomendadas deveriam ser aplicadas antes do início da quimioterapia ou radioterapia, tanto por uma questão de segurança quanto para a produção adequada de anticorpos. As vacinas inativadas, ao menos duas semanas antes, e as de vírus vivos atenuados, quatro semanas antes (ou no mínimo 15 dias, se o prazo maior for inviável).

A necessidade de combater o câncer com agilidade, no entanto, nem sempre permite observar os intervalos. Se for o caso, as vacinas inativadas podem ser administradas durante o tratamento imunodepressor com segurança. O único porém é que, como pode haver prejuízo à resposta imunológica, será necessário revacinar após a interrupção do tratamento.

As vacinas vivas atenuadas, por outro lado, não devem ser administradas durante este tratamento. Depois da interrupção, elas podem ser recomendadas, mas há restrições (ver “Outras recomendações”).  

Seja qual for o cenário, pessoas de contato domiciliar frequente e as equipes responsáveis pelo atendimento do paciente imunodeprimido precisam estar com o calendário em dia, a fim de reduzir o risco de transmissão.

Vacinas especialmente recomendadas

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses, com intervalo de 30 dias, e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir dos 9 anos de idade: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas com câncer ou em uso de drogas imunodepressoras, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças até 12 meses: consultar Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, nesses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço aos 12 meses.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13

  • CRIE: para maiores de 5 anos de idade não vacinados anteriormente com a VPC10.
  • Serviços privados de vacinação: para todas as idades, mesmo se vacinados com a VPC10.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos em relação à última dose.

Onde se vacinar

  • CRIE: duas doses.
  • Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Haemophilus influenzae b (Hib)

Esquema de doses

Crianças menores de 1 ano: iniciar aos 2 meses de idade.

  • Se o início for entre 2-6 meses de idade, três doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.
  • Se o início for entre 7-11 meses de idade, duas doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças maiores de 1 ano, adolescentes e adultos não vacinados anteriormente ou com esquema incompleto: duas doses com intervalo de dois meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, preferir a vacina meningocócica conjugada ACWY, que oferece proteção contra mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: consultar calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Crianças entre 1 e 2 anos: uma ou duas doses (com intervalo de dois meses), a depender do fabricante da vacina.

Crianças maiores de 2 anos, adolescentes e adultos não vacinados, se imunodeprimidos: duas doses com intervalo de dois meses.

Atenção: uma dose de reforço deverá ser aplicada a cada cinco anos após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária, enquanto durar a imunodepressão.

Onde se vacinar

MenC

  • CRIE
  • Serviços privados de vacinação.

ACWY

  • CRIE, para pessoas em uso de eculizumab ou ravulizumab
  • Serviços privados de vacinação.


Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócica B

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: consultar calendários de vacinação SBIm para diferentes faixas etárias.

Adultos: duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas.

Para pessoas em uso de eculizumab ou ravulizumab, recomenda-se uma dose de reforço um ano após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária. Revacinar a cada dois ou três anos.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Hepatite A

Esquema de doses

Crianças: duas doses a partir de 1 ano de idade, com intervalo de seis meses.

Adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Esquema de doses

Crianças, adolescentes e adultos: quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2 - 6 meses). O volume da dose deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

HPV

Atualmente existem duas vacinas no Brasil: a HPV2 (contra os HPVs16 e 18) e a HPV4 (contra os HPVs 6,11,16 e 18). É preferível o uso da vacina HPV4, pois além de proteger dos cânceres causados pelos tipos 16 e 18, também protege das verrugas genitais (90% são causadas pelos tipos 6 e 11 de HPV).

Esquema de doses

Três doses a partir dos 9 anos, com intervalos de um a dois meses entre a primeira e a segunda doses e de seis meses entre a primeira e a terceira. O esquema de três doses é obrigatório, inclusive para menores de 15 anos.

Onde se vacinar

HPV4

  • CRIE: para pessoas de 9 a 26 anos de ambos os sexos.
  • Serviços privados de vacinação.

HPV2

  • Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições. Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, com restrições. Ver “Precauções e contraindicações”, a seguir:

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

Algumas vacinas são contraindicadas em vigência de imunodepressão grave. Por isso, devem ser administradas de preferência três a quatro semanas antes do início do tratamento. Se não for possível, o intervalo mínimo a ser respeitado é de 15 dias. São elas a BCG, rotavírus, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, herpes zóster e febre amarela.

  • Pólio oral: Se for necessária a imunização contra a poliomielite, usar a vacina inativada.
  • Febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela): durante o tratamento, se o grau de imunodepressão for moderado, o(a) médico(a) poderá avaliar a aplicação a partir de parâmetros clínicos e epidemiológicos (surtos, contato com doentes e viagem, por exemplo).
  • Dengue.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Vacinacão de contatos domiciliares

Os CRIE disponibilizam para contatos domiciliares de pacientes imunodeprimidos:

  • Vacina influenza inativada anualmente.
  • Vacina varicela para pessoas a partir de 12 meses que não tiveram a doença e não foram vacinadas, em esquema de duas doses.
  • Vacina poliomielite inativada em substituição à vacina poliomielite oral, quando recomendada nos calendários.
  • Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) nos suscetíveis acima de 12 meses, duas doses, independentemente da idade.
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Pessoas com doenças reumatológicas e autoimunes

Por que o cuidado especial?

As doenças autoimunes (DAI) são condições em que o sistema imunológico passa a atacar as células saudáveis do organismo. Estima-se que de 5 a 7% da população mundial — em especial as mulheres — tenham alguma dessas enfermidades, que, juntas, representam a terceira principal causa de adoecimento e mortalidade naturais, atrás apenas do câncer e das doenças cardíacas. Há mais de 80 diferentes DAI descritas. As doenças reumatológicas (DR) constituem a maior parte do grupo.

Infelizmente, essas pessoas podem ser vítimas, muitas vezes fatais, de infecções por vírus ou bactérias. O risco elevado acontece por dois motivos: devido a eventuais alterações causadas pela própria doença de base – alterações que reduzem a capacidade de o organismo se defender ou por conta do tratamento com imunodepressores. Os medicamentos, que melhoram/diminuem os sintomas das DAI ao enfraquecer o sistema imunológico, também aumentam o risco de infecções.

A vacinação é, portanto, fundamental.

Particularidades para a vacinação

  • Pessoas sem comprometimento imunológico devem ser vacinadas de acordo com os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.
  • Vacinas aplicadas durante o tratamento com medicações imunodepressoras deverão ser repetidas após a interrupção da terapia e o restabelecimento do sistema imunológico.
  • Vacinas vivas atenuadas podem estar contraindicadas enquanto houver imunodepressão.

Vacinas especialmente recomendadas

As recomendações a seguir destinam-se às pessoas com doença reumatológicas e/ou autoimunes imunodeprimidas (pela doença ou tratamento), mas sem outras doenças crônicas. Na presença de outras condições, é importante consultar os calendários de vacinação que contemplam o seu estado clínico, nesta seção – Vacinação de pacientes especiais.

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciaram a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses, com intervalo de 30 dias, e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir dos 9 anos de idade: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas com doenças reumatológicas e autoimunes, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adultos, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

  • Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública são oferecidas, nesses casos, três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.
  • Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.
  • Crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13: serviços privados de vacinação, para todas as idades.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira dose está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos em relação à última dose.

Onde se vacinar

CRIE: duas doses.

Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Haemophilus influenzae b (Hib)

  • Crianças menores de 1 ano: iniciar aos dois meses de idade.
    • Se o início for entre 2 e 6 meses de idade, três doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.
    • Se o início for entre 7 e 11 meses de idade, duas doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.
  • Pessoas vacinadas na infância, mas que não receberam dose de reforço após os 12 meses de idade: uma dose. Se imunodeprimidas, duas doses com intervalo de dois meses entre elas.
  • Crianças maiores de 1 ano e adolescentes não vacinados anteriormente: duas doses com intervalo de dois meses entre elas.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, preferir a vacina meningocócica conjugada ACWY, pois ela oferece proteção contra mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

  • Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.
  • Crianças entre 1 e 2 anos: uma ou duas doses (com intervalo de dois meses), a depender do fabricante da vacina.

Crianças maiores de 2 anos, adolescentes e adultos não vacinados, se imunodeprimidos: duas doses com intervalo de dois meses.

Atenção: após o fim do esquema básico de doses para cada faixa etária, uma dose de reforço deve ser aplicada a cada cinco anos.

Onde se vacinar

MenC: CRIE e serviços privados de vacinação.

ACWY: Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócica B

Esquema de doses

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Hepatite A

Esquema de doses

Crianças: duas doses a partir de 1 ano de idade, com intervalo de seis meses.

Adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Esquema de doses

Quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2 - 6 meses). O volume deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

HPV

Atualmente existem duas vacinas no Brasil: a HPV2 (contra os HPVs 16 e 18) e a HPV4 (contra os HPVs 6,11,16 e 18). É preferível o uso da vacina HPV4, pois além de proteger dos cânceres causados pelos tipos 16 e 18, também protege das verrugas genitais (90% são causadas pelos tipos 6 e 11 de HPV).

Esquema de doses

Três doses a partir dos 9 anos, com intervalos de um a dois meses entre a primeira e a segunda; e de seis meses entre a primeira e a terceira. O esquema de três doses é obrigatório, inclusive para menores de 15 anos.

Onde se vacinar

HPV4

  • CRIE para pessoas de 9 a 26 anos de ambos os sexos.
  • Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pólio inativada

A vacina pólio inativada deve ser usada em todas as doses do esquema vacinal, uma vez que a vacina pólio oral é contraindicada para pessoas com doenças autoimunes.

Esquema de doses

Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

  • UBS (três primeiras doses) e CRIE.
  • Serviços privados de vacinação: como parte de vacinas combinadas dTpa-VIP, penta acelularhexa.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições. Para esquema de doses e disponibilidade, ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, com restrições. Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária (ver “Precauções e contraindicações”).

Precauções e contraindicações

  • Em vigência de imunodepressão, estão contraindicadas as vacinas vivas atenuadas: BCG, pólio oral (VOP), febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), herpes zóster e dengue.
  • Se o paciente estiver moderadamente imunodeprimido, o médico deverá avaliar parâmetros clínicos e o risco epidemiológico (surtos, contato com doente, viagem) para tomada de decisão em relação à recomendação das vacinas febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), varicela e herpes zóster.
  • Vacinação de bebês cujas mães fizeram uso de drogas imunodepressoras durante a gestação: a vacina rotavírus está contraindicada e a vacina BCG deve ser postergada para entre o sexto e o oitavo mês de vida.

    Para informações sobre disponibilidade e esquemas de doses, consultar calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Vacinação de contatos domiciliares

É altamente recomendada e deve seguir os calendários de vacinação para cada faixa etária.

Os CRIE disponibilizam para contatos domiciliares de pacientes imunodeprimidos:

  • Vacina influenza inativada anualmente.
  • Vacina varicela nos suscetíveis a partir de 12 meses, em esquema de duas doses, independentemente da idade.
  • Vacina pólio inativada em substituição à vacina poliomielite oral, quando recomendada nos calendários.
  • Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) nos suscetíveis acima de 12 meses, duas doses, independentemente da idade.
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Vacinação de pessoas com imunodeficiências congênitas (primárias)

Por que o cuidado especial?

As imunodeficiências congênitas (ou primárias) são pouco frequentes e afetam o sistema imunológico de diferentes formas. Dependendo da doença, os quadros podem ser leves – quando prejudicam algum componente isolado – ou mais expressivos.

As infecções são grande causa de adoecimento e mortalidade dessas pessoas, razão pela qual é importante vaciná-las. A eficácia e segurança, entretanto, variam de acordo com o tipo de imunodeficiência.

O(a) médico(a) que acompanha o(a) paciente e conhece sua situação imunológica deve participar das decisões em relação ao esquema de vacinação mais adequado, considerando as indicações e precauções e/ou contraindicações existentes.

Vacinas especialmente recomendadas

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciaram a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir dos 9 anos de idade: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas com imunodeficiência congênita, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, nesses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13: serviços privados de vacinação, para todas as idades.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos em relação à última dose.

Onde se vacinar

CRIE: duas doses.

Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Haemophilus influenzae b (Hib)

Esquema de doses

  • Crianças menores de 1 ano: iniciar aos 2 meses de idade.
    • Se o início for entre 2 e 6 meses de idade, três doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.
    • Se o início for entre 7 e 11 meses de idade, duas doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.
  • Crianças a partir de 1 ano, adolescentes e adultos não vacinados: uma dose.
    • Para anteriormente vacinados, mas que não receberam dose de reforço após os 12 meses de idade: uma dose.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, usar a vacina meningocócica conjugada ACWY, que previne mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Crianças entre 1 e 2 anos: uma ou duas doses (com intervalo de dois meses), a depender do fabricante da vacina.

Crianças maiores de 2 anos, adolescentes e adultos não vacinados: duas doses com intervalo de dois meses.

Atenção: uma dose de reforço deverá ser aplicada a cada cinco anos após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária.

Onde se vacinar

MenC: CRIE e serviços privados de vacinação.

ACWY: serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócica B

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: recomendar de acordo com calendários SBIm de vacinação para cada faixa etária.

Adultos: duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas.

Nos casos de deficiência do complemento, recomenda-se uma dose de reforço um ano após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária. Além disso, revacinar a cada dois ou três anos.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Hepatite A

Esquema de doses

Crianças: duas doses a partir de 1 ano de idade, com intervalo de seis meses.

Adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2 - 6 meses). O volume da dose deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

HPV

Atualmente existem duas vacinas no Brasil: a HPV2 (contra os HPVs 16 e 18) e a HPV4 (contra os HPVs 6,11,16 e 18). É preferível o uso da vacina HPV4, pois além de proteger de alguns cânceres ela contém os tipos 6 e 11, responsáveis por 90% dos casos de verrugas genitais.

Esquema de doses

Três doses a partir dos 9 anos de idade, com intervalos de um a dois meses entre a primeira e a segunda e de seis meses entre a primeira e a terceira. O esquema de três doses é obrigatório, inclusive para menores de 15 anos.

Onde se vacinar

HPV4

  • CRIE: para pessoas de ambos os sexos de 9 a 26 anos.
  • Serviços privados de vacinação.

HPV2

  • Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pólio inativada

A vacina pólio inativada deve ser utilizada em todas as doses do esquema, uma vez que vacina pólio oral é contraindicada para pessoas com imunodepressão congênita e contatos domiciliares.

Esquema de doses

Consultar os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

  • UBS (três primeiras doses) e CRIE.
  • Serviços privados de vacinação: como parte de vacinas combinadas dTpa-VIP, penta e hexa acelulares.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, com restrições. Ver “Precauções e contraindicações”, a seguir.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

As vacinas vivas atenuadas podem estar contraindicadas, a depender do tipo de imunodeficiência.

  • Em vigência de deficiências combinadas da imunidade celular e humoral, estão contraindicadas: BCG, rotavírus, pólio oral (VOP), febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), varicela e herpes zóster.
  • Em vigência de deficiências de imunidade humoral grave ou deficiências da fagocitose (doença granulomatosa crônica), a BCG está contraindicada.
  • Em vigência de deficiência de IgA e de subclasses de imunoglobulinas ou deficiências do complemento, as vacinas atenuadas não estão contraindicadas.
  • A vacina dengue está contraindicada em qualquer imunodeficiência primária.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Vacinacão de contatos domiciliares

É altamente recomendada e deve seguir os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Os CRIE disponibilizam para contatos domiciliares de pacientes imunodeprimidos:

  • Vacina influenza inativada anualmente.
  • Vacina varicela para pessoas a partir de 12 meses que não tiveram a doença e não foram vacinadas, em esquema de duas doses.
  • Vacina poliomielite inativada em substituição à vacina poliomielite oral, quando recomendada nos calendários.
  • Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) nos suscetíveis acima de 12 meses, duas doses, independentemente da idade.
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Por que o cuidado especial?

As crianças e adolescentes que vivem com HIV apresentam risco elevado de infecções e complicações por diversas doenças, grande parte preveníveis por vacinas. A imunização é, portanto, extremamente importante, mas requer alguns cuidados, de acordo com o grau de comprometimento imunológico de cada pessoa.

É necessário avaliar situações de precaução, contraindicações e o melhor momento para vacinar, uma vez que há chance de a resposta imunológica ser insuficiente ou inadequada. Quanto mais cedo a vacinação puder ser feita, melhor. Oportunidades não devem ser perdidas.

Vacinas vivas atenuadas estão contraindicadas quando há imunodeficiência clínica ou laboratorial grave. Nesses casos, sempre que possível, a aplicação deve ser adiada até que o tratamento permita um grau satisfatório de reconstrução do sistema de defesa do organismo. Dessa maneira, a vacinação será mais eficaz e haverá menos risco de eventos adversos pós-vacinais. Mais informações em “Precauções e Contraindicações”.

Além disso, a eficácia da vacinação pode variar de acordo com o tipo de vacina utilizado e/ou a condição imunológica do indivíduo, o que pode tornar necessária a adaptação do calendário vacinal e a adoção de esquemas de doses diferentes.

Particularidades para a vacinação

As crianças expostas ao HIV (nascidas de mães que vivem com o vírus), mas sem alterações imunológicas e/ou sinais e sintomas clínicos indicativos de imunodeficiência, devem receber as vacinas rotineiras do calendário da criança até os 18 meses de idade ou até a definição do diagnóstico de infecção pelo HIV. A única exceção é em relação à vacina poliomielite oral: é obrigatório o uso da vacina inativada durante todo o esquema de doses básico e nas doses de reforço. Ver Calendário de vacinação SBIm criança.

Se a infecção for confirmada – por meio de dois exames alterados de carga viral – os esquemas de vacinação serão adaptados de acordo com a idade, contagem de células CD4+, risco de infecção e situação imunológica no momento da vacinação. Saiba mais a seguir.

Vacinas especialmente recomendadas

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

  • Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.
  • A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de crianças e adolescentes vivendo com HIV, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica. 

Vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, nesses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças iniciando entre 7 e 11 meses: duas doses com dois meses de intervalo e um reforço após 1 ano de idade.

Crianças iniciando após os 12 meses de idade: duas doses, com dois meses de intervalo.

Crianças entre 12 meses e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos e adolescentes não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já́ receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13. 

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13

  • CRIE, para maiores de 5 anos de idade não vacinados anteriormente com a VPC10.
  • Serviços privados de vacinação, para todas as idades, mesmo se vacinados com a VPC10.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Haemophilus influenzae b (Hib)

Esquema de doses

Crianças menores de 1 ano: iniciar aos 2 meses de idade.

  • Se o início for entre 2 e 6 meses de idade, três doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.
  • Se o início for entre 7 e 11 meses de idade, duas doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.

Crianças maiores de 1 ano e adolescentes vacinados, mas que não receberam dose de reforço após os 12 meses de idade: uma dose.

Crianças maiores de 1 ano e adolescentes não vacinados anteriormente: duas doses com intervalo de dois meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite A

Esquema de doses

Crianças: duas doses a partir de 1 ano de idade, com intervalo de seis meses.

Adolescentes não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Esquema de doses

Quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2- 6 meses). O volume da dose deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, usar a vacina meningocócica conjugada ACWY, que previne mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Crianças entre 1 e 2 anos: uma ou duas doses (com intervalo de dois meses), a depender do fabricante da vacina.

Crianças maiores de 2 anos e adolescentes não vacinados, se imunodeprimidos: duas doses com intervalo de dois meses.

Atenção: após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária, uma dose de reforço deve ser aplicada a cada cinco anos.

Onde se vacinar

MenC

  • CRIE, com reforços a cada cinco anos após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária.
  • Serviços privados de vacinação.

ACWY

  • Serviços privados de vacinação, para todas as idades.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócica B

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

HPV

Atualmente existem duas vacinas no Brasil: a HPV2 (contra os HPVs16 e 18) e a HPV4 (contra os HPVs 6,11,16 e 18). É preferível o uso da vacina HPV4, pois além de proteger dos cânceres causados pelos tipos 16 e 18, também protege das verrugas genitais (90% são causadas pelos tipos 6 e 11 de HPV).

Esquema de doses

Três doses a partir dos 9 anos, com intervalos de um a dois meses entre a primeira e a segunda; e de seis meses entre a primeira e a terceira. O esquema de três doses é obrigatório, inclusive para menores de 15 anos.

Onde se vacinar

HPV4

  • CRIE, para pessoas de 9 a 26 anos de ambos os sexos.
  • Serviços privados de vacinação.

HPV2

  • Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pólio inativada

A vacina pólio inativada deve ser usada em todas as doses do calendário de vacinação da criança e em campanhas, uma vez que a vacina pólio oral é contraindicada para pessoas que vivem com HIV e para seus contatos domiciliares.

Esquema de doses

Ver Calendário de vacinação SBIm criança.

Onde se vacinar

  • UBS (três primeiras doses) e CRIE.
  • Serviços privados de vacinação: como parte de vacinas combinadas dTpa-VIP, pentahexa acelulares.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, com restrições. Ver “Precauções e contraindicações”, a seguir:

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária

Precauções e contraindicações

  • BCG: deve ser administrada ao nascimento ou o mais precocemente possível. Para as crianças que chegam aos serviços de saúde ainda não vacinadas, a vacina só deve ser indicada às assintomáticas e sem imunodepressão. A revacinação não é recomendada, mesmo para contatos domiciliares de pessoas com hanseníase.
  • Poliomielite: a vacina poliomielite oral está contraindicada. Quando recomendada nos calendários de rotina, deve ser feita com a vacina inativada.
  • Vacina dengue está contraindicada, mesmo para imunocompetentes.
  • Vacina tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola, varicela): não recomendada, mesmo para imunocompetentes, pois não há dados suficientes sobre eficácia em pessoas que vivem com HIV.
  • Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela e febre amarela: a recomendação ou contraindicação deve ser orientada pelo(a) médico(a), de acordo com o grau de imunossupressão (ver tabela):
    • Não imunocomprometidos: vacinar de acordo com calendários SBIm para cada faixa etária.
    • Moderadamente imunocomprometidos: avaliar parâmetros clínicos e risco epidemiológico (surtos, contato com doente, viagem) para tomada de decisão.
    • Severamente imunocomprometido: contraindicada a vacinação.
Alteração ímunológicaContagem de LT CD4+ em células por mm3
Idade < 12 mesesIdade 1 a 5 anosIdade 6 a 12 anos
Ausente (1) > 1500 (> 25%) > 1000 (> 25%) ≥ 500 (≥ 25%)
Moderada (2) 750 - 1499 (15% - 24%) 500 - 999 (15% - 24%) 200 - 499 (15% - 24%)
Grave (3) < 750 (15%) < 500 (15%) < 200 (15%)

Vacinacão de contatos domiciliares

É altamente recomendada e deve seguir os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Os CRIE disponibilizam para contatos domiciliares de pacientes imunodeprimidos:

  • Vacina influenza inativada anualmente.
  • Vacina varicela para pessoas a partir de 12 meses que não tiveram a doença e não foram vacinadas, em esquema de duas doses.
  • Vacina poliomielite inativada em substituição à vacina poliomielite oral, quando recomendada nos calendários.
  • Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) nos suscetíveis acima de 12 meses, duas doses, independentemente da idade.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

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Vacinação de adultos e idosos vivendo com HIV

Por que o cuidado especial?

A terapia antirretroviral – usada para inibir a replicação do vírus HIV, retardando a progressão da imunodeficiência e restaurando, dentro do possível e em certa medida, a imunidade de quem vive com HIV – aumentou a expectativa e a qualidade de vida dessas pessoas, que puderam voltar a se engajar em atividades ocupacionais e de lazer. A evolução do tratamento, porém, trouxe um novo desafio: como preservar a saúde diante da maior exposição a agentes infecciosos que estão entre as principais causas de adoecimento e mortalidade no grupo?

A resposta certamente passa pela vacinação, mas é importante destacar que a imunodepressão pode contraindicar a administração de algumas vacinas ou exigir precauções. Além disso, a eficácia da vacinação pode variar de acordo com o tipo de vacina utilizado e/ou a condição imunológica do indivíduo, o que pode tornar necessária a adaptação do calendário vacinal e a adoção de esquemas de doses diferentes.

Vacinas especialmente recomendadas

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da primeira, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas vivendo com HIV, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Esquema de doses

Uma dose, preferencialmente antes da VPP23.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

  • CRIE.
  • Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina. 

Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

Duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a VPC13, seguida pela aplicação de VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira dose está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Onde se vacinar

  • CRIE: duas doses.
  • Serviços privados de vacinação: inclusive dose de reforço para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina. 

Hepatite B

Esquema de doses

Quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2 - 6 meses). O volume deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina. 

Hepatite A

Esquema de doses

Adultos e idosos não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina. 

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, preferir a vacina meningocócica conjugada ACWY, que oferece proteção contra mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

Adultos nunca vacinados: duas doses, com intervalo de dois meses. Um reforço a cada cinco anos.

Onde se vacinar

MenC: CRIE e serviços privados de vacinação.

ACWY: serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina. 

Meningocócica B

Esquema de doses

Duas doses, com intervalo de um a dois meses.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

HPV

Atualmente, existem duas vacinas no Brasil: a HPV2 (contra os HPVs16 e 18) e a HPV4 (contra os HPVs 6,11,16 e 18). É preferível o uso da vacina HPV4, pois além de proteger dos cânceres causados pelos tipos 16 e 18, também protege das verrugas genitais (90% são causadas pelos tipos 6 e 11 de HPV).

Esquema de doses

Três doses, com intervalos de um a dois meses entre a primeira e a segunda; e de seis meses entre a primeira e a terceira.

Onde se vacinar

HPV4

  • CRIE para adultos até 26 anos de ambos os sexos.
  • Serviços privados de vacinação.

HPV2

  • Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina. 

Outras recomendações

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, sem restrições.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

As vacinas abaixo estão recomendadas de rotina, com restrições. Ver "Precauções e contraindicações", a seguir:

Precauções e contraindicações

  • Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela e febre amarela: a recomendação ou contraindicação deve ser orientada pelo(a) médico(a), de acordo com o grau de imunossupressão (ver tabela):
    • Não imunocomprometidos: vacinar de acordo com os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.
    • Moderadamente imunocomprometidos:  avaliar parâmetros clínicos e risco epidemiológico (surtos, contato com doente, viagem) para tomada de decisão.
    • Severamente imunocomprometidos: contraindicada a vacinação.
  • Herpes zóster: vacinar maiores de 50 anos com infecção assintomática, em uso de terapia antirretroviral, com carga viral muito baixa ou indetectável e uma contagem CD4+ de ≥350 por μL.
Alteração ImunológicaContagem de LT CD4+ em células por mm3
A partir de 13 anos
Pequena ou ausente (1) ≥ 350
Moderada (2) Entre 200 e 350 
Grave (3) < 200

Para esquema de doses e onde se vacinar, acesse os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Vacinacão de contatos domiciliares

É altamente recomendada e deve seguir os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Os CRIE disponibilizam para contatos domiciliares de pacientes imunodeprimidos:

  • Vacina influenza inativada anualmente.
  • Vacina varicela para pessoas a partir de 12 meses que não tiveram a doença e não foram vacinadas, em esquema de duas doses.
  • Vacina poliomielite inativada em substituição à vacina poliomielite oral, quando recomendada nos calendários.
  • Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) nos suscetíveis acima de 12 meses, duas doses, independentemente da idade.
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Pessoas transplantadas de células-tronco hematopoiéticas (TCTH)

Por que o cuidado especial?

O transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) é tratamento indicado para alguns tipos de câncer (como leucemias, linfomas, mielomas e neuroblastoma); doenças autoimunes, e outras enfermidades.

Pessoas com indicação de TCTH apresentam risco aumentado para infecções, muitas preveníveis por vacinas, seja antes do transplante — pela doença de base ou a quimioterapia preparatória —, seja após o transplante, devido à possibilidade de rejeição — também chamada de doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) — e/ou terapia imunossupressora.

Particularidades para a vacinação

Vacinas aplicadas antes do transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) deverão ser desconsideradas e os esquemas de doses reiniciados.

A programação da vacinação após o TCTH tem como referência o tempo mínimo a ser respeitado entre o procedimento e a aplicação das diferentes vacinas e o intervalo recomendado (ou mínimo) entre as doses de cada esquema vacinal.

As recomendações específicas das vacinas e seus esquemas aqui abordados são para maiores de 1 ano. O TCTH raramente é feito ainda no primeiro ano de vida e, quando isso ocorre, o intervalo mínimo entre o procedimento e a revacinação, em geral, não permite a aplicação das vacinas antes de a criança completar 1 ano.

No pré-transplante, as vacinas atenuadas estão contraindicadas. Já as vacinas inativadas podem ser administradas até duas semanas antes do início da quimioterapia pré-transplante ou de outros preparos (se necessário). No entanto, tais vacinas deverão ser repetidas em três a 12 meses, a depender de alguns fatores, como o tipo de transplante, ocorrência de rejeição (DECH) e imunodepressão.

Vacinas atenuadas também estão contraindicadas em caso de DECH no pós-transplante e/ou terapia imunodepressora.

Vacinas especialmente recomendadas

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciam a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses, com intervalo de 30 dias, e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir dos 9 anos de idade: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de pessoas submetidas a transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH), recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adultos, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Para crianças, adolescentes, adultos e idosos: três doses com intervalo de dois meses entre elas (ou intervalo mínimo de um mês).

Para pessoas que já receberam a VPP23 após o TCTH, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13

  • CRIE, para maiores de 5 anos.
  • Serviços privados de vacinação para todas as idades, mesmo se vacinados com a VPC10.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira dose está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos em relação à última dose.

Onde se vacinar

CRIE: duas doses.

Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Haemophilus influenzae b (Hib)

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Para crianças, adolescentes, adultos e idosos: três doses com intervalo de dois meses entre elas (ou intervalo mínimo de um mês).

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, preferir a vacina meningocócica conjugada ACWY, pois ela oferece proteção contra mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Para crianças, adolescentes, adultos e idosos: duas doses com intervalo de dois meses entre elas (ou intervalo mínimo de um mês).

Atenção: após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária, uma dose de reforço deve ser aplicada a cada cinco anos.

Onde se vacinar

MenC: CRIE e serviços privados de vacinação.

ACWY: serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócica B

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Para crianças, adolescentes, adultos e idosos: duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Pólio inativada

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Para crianças, adolescentes, adultos e idosos: três doses com intervalo de dois meses entre elas (intervalo mínimo de um mês).

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação como parte das vacinas combinadas (dTpa-VIP, penta acelular e hexa).

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite A

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Para crianças a partir de 1 ano, adolescentes, adultos e idosos: duas doses com intervalo mínimo de seis meses entre elas.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Crianças, adolescentes, adultos e idosos: três doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; e de seis meses entre a primeira e a terceira (esquema 0 - 1 - 6 meses).

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

HPV

Existem duas vacinas no Brasil atualmente: a HPV2 (contra os HPVs16 e 18) e a HPV4 (contra os HPVs 6,11,16 e 18). É preferível o uso da vacina HPV4, que além de proteger de alguns cânceres, contém os tipos 6 e 11, responsáveis por 90% dos casos de verrugas genitais.

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Crianças a partir dos 9 anos, adolescentes e adultos: três doses com intervalos de um a dois meses entre a primeira e a segunda; e de seis meses entre a primeira e a terceira.

Onde se vacinar

HPV4

  • CRIE: para pessoas de 9 a 26 anos de ambos os sexos.
  • Serviços privados de vacinação.

HPV2

  • Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Tríplice bacteriana (DTPw, DTPa e dTpa) e suas combinações e dupla do tipo adulto (dT)

Previnem coqueluche, tétano, difteria e outras doenças, no caso das combinações. O uso das vacinas acelulares (DTPa, dTpa e suas combinações) é preferível por causar menos reações do que as vacinas de células inteiras (DTPw e DTPw-HB/Hib).

Esquema de doses

A vacinação deve ser iniciada três a seis meses após o transplante.

Crianças de até 6 anos: três doses de DTPw ou DTPa ou de vacinas combinadas contendo DTPa ou DTPw. Intervalo de dois meses entre a primeira e segunda dose e de seis meses entre a segunda e a terceira dose.

Crianças a partir de 7 anos, adolescentes, adultos e idosos: 1ª dose com dTpa (ou dTpa-VIP) seguida de duas doses de dT (dois e seis meses depois da dose de dTpa).

Após o esquema de doses básico para cada faixa etária, fazer reforço com dTpa (preferencialmente) ou dT a cada dez anos.

Onde se vacinar

DTPw e DTPw-HB/Hib: UBS, para menores de 7 anos.

DTPa: CRIE, para menores de 7 anos.

DTPa e suas combinações: serviços privados de vacinação, para crianças. A faixa etária de indicação varia de acordo com a bula das vacinas.

dTpa

  • UBS, para gestantes e puérperas.
  • CRIE e serviços privados de vacinação, para maiores de 3 anos.

dTpa-VIP: serviços privados de vacinação, para pessoas a partir de 3 anos.

dT: UBS e CRIE, para pessoas a partir de 7 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Febre amarela

Está contraindicada nos 24 meses posteriores ao transplante e antes da recuperação do sistema imunológico. Em caso de rejeição após o procedimento ou necessidade de terapia imunodepressora, a vacinação também está contraindicada.

Esquema de doses

Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola)

Está contraindicada nos 12 meses posteriores ao transplante. Deve ser evitada nos 24 meses posteriores ao transplante e antes da recuperação do sistema imunológico. Em caso de rejeição após o procedimento ou necessidade de terapia imunodepressora, a vacinação também está contraindicada.

Esquema de doses

Crianças a partir de 1 ano, adolescentes, adultos e idosos: duas doses com intervalo mínimo de um mês entre elas.

Onde se vacinar

UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Varicela

Está contraindicada nos 24 meses posteriores ao transplante e antes da reconstituição imunológica. Em caso de rejeição após o procedimento ou necessidade de terapia imunodepressora, a vacinação também está contraindicada.

Esquema de doses

Crianças a partir de 1 ano, adolescentes, adultos e idosos, se suscetíveis: duas doses com intervalo de um a três meses, a depender da idade.

Onde se vacinar

Varicela: CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Herpes zóster

Está contraindicada nos 24 meses posteriores ao transplante e antes da reconstituição imunológica. Em caso de rejeição após o procedimento ou necessidade de terapia imunodepressora, a vacinação também está contraindicada.

Esquema de doses

Maiores de 50 anos: uma dose.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Precauções e contraindicações

  • Vacinas inativadas: iniciar a vacinação preferencialmente a partir de seis meses após o transplante. Dependendo das condições clínicas e laboratoriais da pessoa, o período pode ser reduzido para três meses.
  • Vacinas febre amarela e varicela: aguardar 24 meses após o transplante e o restabelecimento do sistema imunológico, exceto em caso de rejeição (DECH) ou de necessidade de terapia imunodepressora.
  • A vacina tríplice viral está contraindicada nos primeiros 12 meses após o transplante. Entre 12 e 24 meses pode ser considerada pelo médico, em situação de risco epidemiológico e desde que a situação imunológica individual permita.
  • Vacina dengue e pólio oral (VOP): contraindicadas.

Vacinacão de contatos domiciliares

É altamente recomendada e deve seguir os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Os CRIE disponibilizam para contatos domiciliares de pacientes imunodeprimidos:

  • Vacina influenza inativada anualmente.
  • Vacina varicela para pessoas a partir de 12 meses que não tiveram a doença e não foram vacinadas, em esquema de duas doses.
  • Vacina poliomielite inativada em substituição à vacina poliomielite oral, quando recomendada nos calendários ou campanhas.

Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) nos suscetíveis acima de 12 meses, duas doses, independentemente da idade.

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Vacinação de candidatos a transplante ou transplantados de órgãos sólidos

Por que o cuidado especial?

Muitos brasileiros são submetidos a transplantes de órgãos sólidos (TOS) todos os anos. O país é o segundo que mais realiza transplantes de rim e fígado: em 2017, foram 5.929 renais e 2.109 de fígado. Além disso, houve cerca de 600 transplantes de coração, pulmão e pâncreas.

Indivíduos que já passaram pelo procedimento, ou são candidatos a ele, têm mais risco de adoecimento e morte por infecções do que a população em geral. Entre essas infecções, podemos destacar a doença pneumocócica invasiva (pneumonia, infecção generalizada e meningite), a influenza (gripe), bem como a catapora e o herpes zóster, causadas pelo vírus varicela zóster.

Manter atualizada a vacinação dessas pessoas, dos doadores, contatos domiciliares e da equipe que irá atendê-las é essencial, especialmente no período pós-transplante, quando medicamentos imunodepressores são usados para evitar que o organismo rejeite o órgão recebido. Isso porque, se por um lado aumentam a segurança da cirurgia, essas drogas tornam os pacientes mais propensos a desenvolver infecções graves por vírus e bactérias.

Diversos fatores são levados em conta para definir quais vacinas serão usadas e o intervalo entre as doses: doença que levou ao transplante; idade; tipo, tempo de uso e dosagem das drogas utilizadas; imunidade do doador; tempo decorrido após o transplante e a ocorrência ou não de rejeição, também chamada de DECH (doença do enxerto contra o hospedeiro).

As recomendações também podem variar de acordo com o momento – antes ou depois do transplante. Situações que podem contraindicar ou diminuir a proteção conferida pelas vacinas também devem ser avaliadas com critério pelo(a) médico(a).

Particularidades para a vacinação

  • Vacinas aplicadas durante o tratamento com imunodepressores devem ser repetidas após a interrupção do tratamento e a recuperação do sistema imunológico, para garantir a proteção.
  • No pré-transplante, vacinas vivas atenuadas devem ser aplicadas idealmente até quatro semanas antes do transplante (ou no mínimo 15 dias, se o prazo maior for inviável).
  • Vacinas inativadas: se não anteriormente vacinado(a), aguardar período mínimo de dois meses após o transplante.

Vacinas especialmente recomendadas

Influenza (gripe)

A vacina influenza quadrivalente (4V) é preferível à vacina influenza trivalente (3V), por proteger contra mais tipos do vírus responsável pela doença. Na impossibilidade de uso da vacina 4V, utilizar a vacina 3V.

Esquema de doses

Para crianças que iniciaram a vacinação entre 6 meses e 8 anos de idade: duas doses com intervalo de 30 dias e uma dose anual nos anos seguintes.

A partir de 9 anos: uma dose anual.

Onde se vacinar

Vacina influenza trivalente (3V): UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Vacina influenza quadrivalente (4V): serviços privados de vacinação.

Pneumocócicas

Para a proteção adequada de transplantados de órgãos sólidos (TOS) ou candidatos a transplante, recomenda-se o esquema com dois tipos de vacinas pneumocócicas, complementares e não excludentes: iniciando com uma vacina conjugada, seguida da vacina polissacarídica.

Vacinas pneumocócicas conjugadas (VPC10 e VPC13)

Para menores de 6 anos, usar VPC13 sempre que possível, pois ela previne um número maior de pneumococos. Para maiores de 6 anos e adolescentes, a única vacina pneumocócica conjugada licenciada e recomendada é a VPC13.

Esquema de doses

Crianças: ver Calendário de vacinação SBIm criança. Na rede pública, para esses casos, são oferecidas três doses de VPC10, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço entre 12 e 15 meses de idade.

Crianças entre 12 e 71 meses que não receberam a VPC13, mesmo que adequadamente vacinadas com a VPC10: duas doses de VPC13, com intervalo de dois meses.

Crianças a partir de 6 anos, adolescentes, adultos e idosos não vacinados com VPC13: uma dose de VPC13.

Para pessoas que já receberam a VPP23, mas ainda não foram vacinadas com a VPC13, recomenda-se um intervalo de 12 meses para a aplicação da VPC13.

Onde se vacinar

VPC10: CRIE, para menores de 5 anos.

VPC13

  • CRIE, para transplantados a partir de 5 anos de idade, desde que não tenham recebido a VPC10 anteriormente.
  • Nos serviços privados de vacinação, para todas as idades.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23)

Esquema de doses

A partir dos 2 anos de idade: duas doses com intervalo de cinco anos entre elas.

Preferencialmente, iniciar esquema com a vacina conjugada (VPC10 ou VPC13), seguida pela aplicação da vacina VPP23 dois meses depois.

Se a segunda dose de VPP23 foi aplicada antes de 60 anos de idade, uma terceira dose está recomendada após essa idade, com intervalo mínimo de cinco anos da última dose.

Onde se vacinar

CRIE: duas doses.

Serviços privados de vacinação: inclusive terceira dose para quem foi vacinado antes dos 60 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Haemophilus influenzae b (Hib)

Esquema de doses

Crianças menores de 1 ano:

  • Se o início for entre 2 e 6 meses de idade, três doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.
  • Se o início for entre 7 e 11 meses de idade, duas doses com dois meses de intervalo e um reforço entre 15 e 18 meses de idade.

Crianças maiores de 1 ano, adolescentes e adultos vacinados, mas que não receberam dose de reforço após os 12 meses de idade: uma dose. Se imunodeprimidos, duas doses, com intervalo de dois meses.

Crianças maiores de 1 ano, adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de dois meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócicas conjugadas (MenC ou ACWY)

Sempre que possível, usar a vacina meningocócica conjugada ACWY, que oferece proteção contra mais tipos de meningococos.

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

  • Crianças entre 1 e 2 anos:
    • No pré-transplante: uma ou duas doses (com intervalo de dois meses), a depender do fabricante da vacina.
    • No pós-transplante: duas doses com intervalo de dois meses.
  • Crianças maiores de 2 anos, adolescentes e adultos não vacinados:
    • No pré-transplante: uma dose.
    • No pós-transplante: duas doses com intervalo de dois meses.

Adultos não vacinados anteriormente:

Atenção: uma dose de reforço deve ser aplicada a cada cinco anos após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária.

Onde se vacinar

MenC: CRIE e serviços privados de vacinação.

ACWY: serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Meningocócica B

Esquema de doses

Crianças e adolescentes: ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Adultos: duas doses, com intervalo de um a dois meses.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Hepatite A

Esquema de doses

Crianças: duas doses a partir de 1 ano de idade, com intervalo de seis meses.

Adolescentes e adultos não vacinados anteriormente: duas doses, com intervalo de seis meses.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Hepatite B

Esquema de doses

Pré-transplante: a depender da doença que levou ao transplante. Ver calendário que contemple seu estado clínico.

Pós-transplante: quatro doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda; um mês entre a segunda e a terceira; e seis meses entre a primeira e a quarta (esquema 0 - 1 - 2 - 6 meses). O volume deve ser o dobro do recomendado para a faixa etária.

É necessário realizar controle sorológico um a dois meses após a última dose, para avaliar se a resposta foi satisfatória e a pessoa está de fato protegida.

Onde se vacinar

CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

HPV

Atualmente existem duas vacinas no Brasil: a HPV2 (contra os HPV16,18) e a HPV4 (contra os HPV 6,11,16 e 18). É preferível o uso da vacina HPV4 que, além de proteger dos cânceres causados pelos tipos 16 e 18, também protege das verrugas genitais (90% são causadas pelos tipos 6 e 11 de HPV).

Esquema de doses

Três doses a partir dos 9 anos, com intervalos de um a dois meses entre a primeira e a segunda; e de seis meses entre a primeira e a terceira. O esquema de três doses é obrigatório, inclusive para menores de 15 anos.

Onde se vacinar

HPV4

  • CRIE, para pessoas de 9 a 26 anos de ambos os sexos.
  • Serviços privados de vacinação.

HPV2

  • Serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Pólio inativada

A vacina pólio inativada deve ser usada em todas as doses do esquema, uma vez que vacina pólio oral é contraindicada para pessoas que vivem com o HIV e para seus contatos domiciliares.

Esquema de doses

Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação, como parte de vacinas combinadas dTpa-VIP, penta e hexa acelulares.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Tríplice bacteriana (DTPw, DTPa e dTpa) e suas combinações e dupla do tipo adulto (dT)

Previnem coqueluche, tétano, difteria e outras doenças, no caso das combinações. O uso das vacinas acelulares (DTPa, dTpa e suas combinações) é preferível por causar menos reações do que as vacinas de células inteiras (DTPw e DTPw-HB/Hib).

Esquema de doses

Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

DTPw e DTPw-HB/Hib: UBS, para menores de 7 anos.

DTPa: CRIE, para menores de 7 anos.

DTPa e suas combinações: serviços privados de vacinação, para crianças. A faixa etária de indicação varia de acordo com a bula das vacinas.

dTpa

  • UBS, para gestantes e puérperas.
  • Serviços privados de vacinação, para maiores de 3 anos.

dTpa-VIP: serviços privados de vacinação, para pessoas a partir de 3 anos.

dT: UBS, para pessoas a partir de 7 anos.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Vacinas especialmente recomendadas apenas no pré-transplante

As vacinas dessa seção são especialmente recomendadas, mas devem ser aplicadas idealmente até quatro semanas antes do transplante (ou no mínimo 15 dias, se o prazo maior for inviável). Após o transplante, estão contraindicadas.

Herpes zóster

Esquema de doses

A partir dos 50 anos: uma dose.

Onde se vacinar

Serviços privados de vacinação.

Febre amarela

Esquema de doses

Ver calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Onde se vacinar

UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola)

Esquema de doses

A partir dos 12 meses: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias.

Onde se vacinar

UBS, CRIE e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Varicela ou tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola, varicela)

A partir dos 12 meses: duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias.

Onde se vacinar

Varicela: CRIE e serviços privados de vacinação.

Tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela): UBS até os 4 anos de idade e serviços privados de vacinação.

Acesse aqui a lista com os endereços e telefones dos CRIE. Caso não exista um na sua cidade, compareça à UBS mais próxima. Os profissionais poderão solicitar ao CRIE do estado o envio da vacina.

Outras recomendações

A vacina abaixo está recomendada de rotina, sem restrições. Consultar calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Para esquema de doses e onde se vacinar, acessar calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Precauções e contraindicações

  • As vacinas vivas atenuadas poliomielite oral, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), varicela, herpes zóster são contraindicadas no pós-transplante. No pré-transplante, devem ser aplicadas idealmente até quatro semanas antes do procedimento (ou no mínimo 15 dias, se o prazo maior for inviável).
  • A vacina dengue está contraindicada.
  • A vacina pólio oral, quando recomendada, deve ser substituída pela vacina pólio inativada.

Vacinacão de contatos domiciliares

É altamente recomendada e deve seguir os calendários de vacinação SBIm para cada faixa etária.

Os CRIE disponibilizam para contatos domiciliares de pacientes imunodeprimidos:

  • Vacina influenza inativada anualmente.
  • Vacina varicela para pessoas a partir de 12 meses que não tiveram a doença e não foram vacinadas, em esquema de duas doses.
  • Vacina poliomielite inativada em substituição à vacina poliomielite oral (VOP), quando recomendada nos calendários.
  • Vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) nos suscetíveis acima de 12 meses, duas doses, independentemente da idade.
  • Vacina hepatite A para contatos domiciliares suscetíveis de pessoas em pré ou pós-transplante de fígado.
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Os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) foram criados para facilitar o acesso de pessoas com condições especiais, independentemente da idade, a vacinas, soros e imunoglobulinas que não são oferecidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou são oferecidos para faixas etárias restritas.

Entre os beneficiados estão portadores de determinadas doenças crônicas; imunodeprimidos; pessoas que moram ou têm contato próximo com ambos os grupos; e quem apresentou hipersensibilidade ou eventos adversos graves a alguma vacina disponibilizada nas UBS.

Lista de endereços dos CRIE (atualizada em março de 2020).

Fluxo de atendimento nos CRIE:

Faça o download

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Nesta seção você pode acompanhar uma websérie especial sobre os CRIE, comandada pelo médico Dráuzio Varella. Nos episódios, sempre ao lado de um profissional e de um paciente, ele visita as unidades para apresentá-las à sociedade e fala sobre as vacinas, imunoglobulinas e soros que estão disponíveis para os pacientes.

Assista:

Websérie CRIE+Proteção - Episódio 1 — Dráuzio Varella e Pedro Frazão, submetido a um transplante renal em 2003, visitam o CRIE ABC, em Santo André. Publicado em 15/09/2020.

Confira mais vídeos sobre os CRIE

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