Doença infecciosa de grande impacto na saúde coletiva, a dengue é registrada na maioria dos países das regiões tropicais e subtropicais. Estima-se que ocorram anualmente cerca de 100 milhões de episódios da doença em todo o mundo, levando a internações e óbitos. Os surtos, que muitas vezes surgem de forma imprevisível, têm o potencial de sobrecarregar os sistemas público e privado de saúde.

No Brasil, de janeiro a 22 de setembro de 2018, foram contabilizados mais de 207 mil casos prováveis de dengue. A região Centro-Oeste concentrou a maioria (36,2%), seguida das regiões Nordeste (28,8%), Sudeste (28,1%), Norte (5,9%) e Sul (1%). No período, houve 248 casos de dengue grave, 2.493 casos de dengue com sinais de alarme (que podem evoluir para formas graves, como a hemorrágica) e 163 mortes. Permanecem sob investigação 293 casos de dengue grave/com sinais de alarme e 165 óbitos, que podem ou não ser confirmados. 

Existem quatro sorotipos do vírus (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4). Em geral, um predomina a cada ano, mas é muito difícil saber de antemão qual deles será. Tanto em 2015 como em 2016, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 90% dos casos foram causados pelo sorotipo 1. Em 2017 e 2018, no entanto, observou-se um aumento na incidência do sorotipo 2: 40,1% (2017) e 52,4% (junho de 2018).

A doença apresenta período de incubação de quatro a dez dias (média de cinco a seis dias). A infecção pode ser assintomática ou causar um amplo espectro de quadros clínicos, desde formas pouco sintomáticas até quadros graves, com ou sem hemorragia.

Normalmente, o primeiro sintoma é a febre alta (39° a 40°C) de início súbito, durando de dois a sete dias, podendo ser acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e prurido cutâneo. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Nessa fase inicial, pode ser difícil diferenciá-la de outras doenças febris.

Geralmente, entre o terceiro e o sétimo dia da doença, ocorre uma diminuição ou desaparecimento da febre e alguns casos evoluem para a recuperação e cura; outros, porém, podem apresentar sinais de alarme, evoluindo para as formas graves da doença. Os principais são: dor abdominal intensa e contínua, vômito persistente, sangramento de mucosas (nariz, gengivas), hipotensão, letargia, sonolência ou irritabilidade e tontura. Na presença destes sinais, procurar atendimento médico é extremamente importante.

Não existem medicamentos específicos para combater o vírus. O tratamento visa ao controle dos sintomas e estabilização do paciente.

Transmissão

Quando uma fêmea do mosquito Aedes aegypti pica uma pessoa infectada, o vírus da dengue que circula no sangue é ingerido, infecta o mosquito e pode ser transmitido para outras pessoas que forem picadas. O mosquito contaminado é capaz de disseminar a doença durante todo seu ciclo de vida (cerca de seis a oito semanas).

Casos de transmissão vertical (da gestante para o feto) e por transfusão sanguínea já foram registrados.

Vacinas disponíveis

Dengue

Saiba mais

http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2018/outubro/26/2018-049.pdf  (último acesso em 26/10/2018)

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