O que previne:

Varicela (catapora).

Do que é feita:

Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” da varicela, além de gelatina, traços de neomicina, água para injeção. Não contém traços de proteína do ovo de galinha.

Indicação:

  • É recomendada de rotina para crianças a partir de 12 meses (excepcionalmente, em situações de surto, por exemplo, também para crianças menores, a partir de 9 meses).
  • Todas as crianças, adolescentes e adultos suscetíveis (que não tiveram catapora) devem ser vacinados.

Contraindicação:

  • Pessoas que tiveram anafilaxia causada por qualquer dos componentes da vacina ou após dose anterior, e gestantes.
  • Pessoas com deficiência do sistema imunológico, seja por doença ou tratamento imunossupressor, devem ser consultadas por um médico para a indicação, pois muitas vezes os danos causados pelo adoecimento é maior que o risco oferecido pela vacina.

Esquema de doses:

  • O Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza uma dose da vacina varicela, aos 4 anos de idade, correspondente à segunda dose do esquema contra varicela. A primeira dose é aplicada aos 15 meses, como parte da vacina tetraviral (SCR-V).
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina varicela: a primeira aos 12 meses e a segunda entre 15 e 24 meses de idade. Essas doses coincidem com o esquema de vacinação da vacina SCR e, portanto, a vacina SCR-V pode ser usada nas duas doses.
  • Para crianças até 12 anos, o intervalo mínimo entre doses é de três meses. Já para adolescentes e adultos suscetíveis são indicadas duas doses com intervalo de um a dois meses.
  • Em situação de surto na comunidade ou na creche/escola, ou ainda quando há um caso de varicela dentro de casa, a vacina pode ser aplicada em bebês a partir de 9 meses — essa dose aplicada antes de 12 meses será desconsiderada. A criança deverá tomar as duas doses de rotina, aos 12 meses e entre 15 e 24 meses de idade.

Via de aplicação:

Subcutânea.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Pessoas que usaram imunossupressores podem ser vacinadas após a suspensão do tratamento e a reconstituição do sistema imune, a critério médico. Os intervalos mínimos para a administração da vacina variam de acordo com o quadro e o medicamento utilizado. Saiba mais.
  • Crianças que receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinadas de 12 a 24 meses após o procedimento.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma) devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • A vacina varicela é segura em indivíduos imunocompetentes, com taxa de eventos adversos variando de 5% a 35%. Imunodeprimidos podem apresentar eventos adversos mais intensos, embora raramente graves.
  • Em 26% dos vacinados ocorre dor no local da aplicação e em 5% ocorre vermelhidão. Em 1% a 3% podem ser observadas vesículas próximas ao local da aplicação.
  • De 3% a 5% dos indivíduos apresentam exantema pelo corpo, semelhante às lesões causadas pela varicela, com duas a cinco lesões aparecendo entre cinco e 26 dias após a vacinação. O exantema que surge nas primeiras duas semanas após a vacinação geralmente está associado ao vírus selvagem adquirido antes da vacinação ou antes da resposta imune se instalar. Já as lesões que surgem entre duas e sete semanas após a aplicação da vacina são associadas ao próprio vírus vacinal.

Onde pode ser encontrada:

  • Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para crianças entre 4 e 6 anos de idade. Na falta da vacina quádrupla viral (SCR-V), também é usada para a vacinação de crianças aos 15 meses.
  • Nos serviços privados de vacinação, para crianças a partir de 9 meses de vida, adolescentes e adultos.
  • Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), para pessoas com condições específicas de saúde.
  • Vacina quíntupla acelular (DTPa-VIP/Hib) — também conhecida como “penta”, inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa), a poliomielite inativada (VIP) e a Haemophilus influenzae tipo b (Hib).
  • Vacina sêxtupla acelular (DTPa-VIP-HB/Hib) — também conhecida como “hexa”, inclui a tríplice bacteriana acelular (DTPa), a poliomielite inativada (VIP), a hepatite B (HB) e a Haemophilus influenzae tipo b (Hib).

O que previne:

Do que é feita:

Tratam-se de vacinas inativadas, portanto, não têm como causar doença.

DTPa-VIP/Hib: Além dos componentes da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), contém componente da bactéria Haemophilus influenzae tipo b conjugado e vírus inativados (mortos) da poliomielite tipos 1, 2 e 3. A composição inclui ainda: lactose, cloreto de sódio, 2-fenoxietanol, hidróxido de alumínio e água para injeção. Pode conter traços de antibiótico (estreptomicina, neomicina e polimixina B), formaldeído e soroalbumina de origem bovina.

DTPa-VIP-HB/Hib: Além dos componentes da vacina tríplice bacteriana acelular (DTPa), contém componente da bactéria Haemophilus influenzae tipo b conjugado, vírus inativados (mortos) da poliomielite tipos 1, 2 e 3 e componente da superfície do vírus da hepatite B. A composição inclui ainda: lactose, cloreto de sódio, 2-fenoxietanol, hidróxido de alumínio e água para injeção. Pode conter traços de antibiótico (estreptomicina, neomicina e polimixina B), formaldeído e soroalbumina de origem bovina.

Indicação:

As duas vacinas são recomendadas para crianças a partir de 2 meses de idade e podem ser aplicadas até os 7 anos, sempre que seja indicada cada uma das vacinas incluídas nessas combinações.

Contraindicações:

  • Maiores de 7 anos.
  • Crianças que apresentaram encefalopatia nos sete dias seguintes à aplicação anterior de vacina contendo componente pertussis.
  • Anafilaxia a qualquer componente da vacina.

Esquema de doses:

Para a vacinação rotineira de crianças (aos 2, 4, 6 meses e entre 12 e 18 meses), preferir o uso da vacina quíntupla (penta) ou sêxtupla (hexa). Veja DTPa-VIP/Hib ou DTPa-VIP-HB/Hib. Para reforço entre 4 e 5 anos de idade, recomenda-se o uso de DTPa ou dTpa-VIP.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de doença aguda com febre alta a vacinação deve ser adiada até que ocorra a melhora.
  • Em pessoas com doenças que aumentam o risco de sangramento, a aplicação intramuscular pode ser substituída pela subcutânea.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação. Em casos mais intensos pode ser usada medicação para dor, sob prescrição médica.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Efeitos e eventos adversos:

  • Os eventos adversos e a frequência com que ocorrem são semelhantes nas duas vacinas e devem-se principalmente ao componente pertussis. Estudo comparativo mostrou que as reações a estas vacinas foram significativamente menores quando comparadas com a vacina combinada contra pertussis de células inteiras (DTPw).
  • Até 21% das crianças vacinadas experimentam reações no local da aplicação (vermelhidão, dor, inchaço); até 22% podem ter febre maior que 38ºC; e 1,9% pode ter febre a partir de 40ºC. Um por cento pode manifestar perda de apetite, vômito, irritabilidade, choro persistente e sonolência. De 0,01% a 1% pode apresentar convulsão febril e episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH); menos de 0,01%, problemas neurológicos (inflamação no cérebro, alterações de movimento), inchaço transitório nas pernas com roxidão ou pequenos sangramentos transitórios, e anafilaxia. Os eventos adversos são um pouco mais frequentes nas doses de reforço.

Onde podem ser encontradas:

Nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e serviços privados de vacinação.

O que previnem:

Meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo do tipo B.

Do que são feitas:

Existem hoje duas vacinas disponíveis. Ambas são inativadas, portanto, incapazes de causar infecção.

Bexsero®:  composta por quatro componentes (três proteínas subcapsulares e vesículas da membrana externa do meningococo B), além de hidróxido de alumínio, cloreto de sódio, histidina, sacarose e água para injeção.

Trumenba®: composta por duas proteínas subcapsulares das subfamílias A e B do meningococo B, além de cloreto de sódio, histidina, água para injetáveis, fosfato de alumínio, polisorbato 80.

Indicação:

Bexsero®:

  • Para crianças e adolescentes, conforme recomendações das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Imunizações (SBIm).
  • Para adultos com até 50 anos, dependendo de risco epidemiológico.
  • Para viajantes com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.
  • Para pessoas de qualquer idade com doenças que aumentem o risco para a doença meningocócica.

Trumenba®:

  • Para adolescentes e adultos jovens de 10 a 25 anos, conforme recomendações das sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e Imunizações (SBIm).
  • Para viajantes dentro da faixa etária de licenciamento com destino às regiões onde há risco aumentado da doença.
  • Para pessoas entre 10 e 25 anos com doenças que aumentem o risco para a doença meningocócica.

Contraindicação:

Pessoas que tiveram anafilaxia após uso de algum componente da vacina ou após dose anterior.

Esquema de doses:

Bexsero®:

  • Para crianças, as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam o uso rotineiro de duas doses e um reforço da vacina meningocócica B: aos 3 e 5 meses de vida e entre os 12 e 15 meses. O esquema, no entanto, pode variar de acordo com a idade de aplicação da primeira dose (ver quadro abaixo):
Faixa etária de início da vacinaçãoNúmero de doses do esquema primárioIntervalo entre dosesReforço
2 a 5 meses Duas doses 2 meses Uma dose entre 12 e 15 meses, com um intervalo de pelo menos 6 meses entre a série primária e a dose de reforço
6 a 11 meses Duas doses 2 meses Uma dose no segundo ano de vida, com um intervalo de pelo menos 2 meses entre a série primária e a dose de reforço
12 a 23 meses Duas doses 2 meses Uma dose, com intervalo de 12 a 23 meses entre a série primária e a dose de reforço
2 a 10 anos Duas doses 1 a 2 meses Não foi estabelecida a necessidade de reforços
Adolescentes
Adultos
Pacientes com asplenia funcional ou anatômica; deficiência do complemento; em uso de eculizumab ou ravulizumab A depender da idade Uma dose de reforço deve ser aplicada um ano após o fim do esquema de doses básico para cada faixa etária. Além disso, revacinar a cada dois ou três anos.
  • Para adolescentes não vacinados anteriormente, a SBP e a SBIm recomendam duas doses com intervalo de um mês.
  • Para adultos com até 50 anos, em situações que justifiquem: duas doses com intervalo de um mês.
  • Grupos de alto risco, como pessoas vivendo com HIV, portadores de asplenia anatômica ou funcional, que tenham deficiência de complemento ou em uso de eculizumabe ou outros medicamentos biológicos que interferem na via do complemento: três anos após completar o esquema, tomar uma dose de reforço.

Trumenba®:

  • Para crianças e adolescentes saudáveis entre 10 e 25 anos: duas doses com intervalo mínimo de seis meses entre as doses.
  • Se a segunda dose for aplicada em intervalo menor que seis meses, uma terceira dose deve ser aplicada com intervalo mínimo de quatro meses em relação à segunda dose.
  • Para grupos de alto risco para doença meningocócica invasiva (DMI), os esquemas primários, assim como a necessidade de reforços, são diferentes.

Atenção: as vacinas não são intercambiáveis. Se, por qualquer motivo, for aplicado produto distinto do usado anteriormente para qualquer dose do esquema, prosseguir com a próxima dose programada da vacina inicialmente aplicada, com no mínimo de um mês de intervalo em relação à última dose.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • A administração de paracetamol antes ou logo após a vacinação com a Bexsero® pode reduzir o risco de febre e não interfere na resposta imune à vacina.
  • Não são necessários outros cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.
  • Evitar aplicação simultânea da vacina Bexsero® com as vacinas tríplice bacteriana, pneumocócica conjugada, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B, para reduzir chance de febre alta após a vacinação.
  • A Trumenba® pode ser aplicada simultaneamente com as vacinas dTpa, dTpa-VIP e HPV.
  • Ambas as vacinas podem ser aplicadas no mesmo momento em que as vacinas meningocócicas ACWY ou C.

Efeitos e eventos adversos:

Bexsero®:

  • Em crianças menores de 2 anos, febre alta com duração de 24 a 28 horas pode ocorrer em mais de 10% dos vacinados. Quando a vacina é aplicada junto com a tríplice bacteriana acelular, pneumocócica conjugada, Haemophilus influenzae tipo b, poliomielite e hepatite B, esse percentual aumenta para 69% a 79%. Por isso é preferível não aplicá-las no mesmo dia.
  • Em crianças até 10 anos, em mais de 10% dos vacinados acontecem: perda de apetite; sonolência; choro persistente; irritabilidade; diarreia; vômitos; erupções na pele; sensibilidade no local da aplicação e ao movimentar o membro onde foi aplicada a vacina; reações locais (dor, calor, vermelhidão, inchaço). Em 0,01% a 0,1% ocorrem urticária e outras reações alérgicas. Até o momento não foi observada anafilaxia.
  • Em mais de 10% dos vacinados com mais de 11 anos ocorre cefaleia; náuseas; dor nos músculos e articulações; mal-estar e reações locais, como inchaço, endurecimento, vermelhidão e dor. A dor pode ser muito intensa, atrapalhando a realização das atividades cotidianas. Não é conhecido o risco para anafilaxia, e reações alérgicas graves não foram verificadas durante os estudos com a vacina.

Trumenba®:

  • Podem ocorrer (mais de 10% dos vacinados) febre, cefaleia, diarreia, náuseas e vômitos, mialgia e artralgia, cansaço, calafrios e dor, edema e vermelhidão no local da aplicação. Geralmente, são quadros de intensidade leve a moderada e transitórios.

Onde pode ser encontrada:

Nos serviços privados de vacinação.

O que previnem:

No momento,  quatro vacinas pneumocócicas conjugadas estão disponíveis no Brasil: a 10-valente (VPC10), a 13-valente (VPC13), a 15-valente (VPC15) e a 20-valente (VPC20). Elas previnem, respectivamente, 10, 13, 15 e 20 tipos de pneumococos, bactérias responsáveis por doenças pneumocócicas invasivas, como pneumonia e meningite.

Observação: As vacinas VPC10 e VPC13, atualmente encontradas apenas no sistema público, em breve se tornarão indisponíveis.

Do que são feitas:

  • São vacinas inativadas, portanto, não têm como causar as doenças.
  • A VPC10 é composta por dez sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo), oito deles conjugados com a proteína D do Haemophilus influenzae tipo b, um com o toxoide tetânico e outro com toxoide diftérico. Contém também cloreto de sódio, fosfato de alumínio e água para injeção.
  • A VPC13 é composta por sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo) conjugados com a proteína CRM197. Contém também sais de alumínio, cloreto de sódio, ácido succínico, polissorbato 80 e água para injeção.
  • A VPC15 é composta por 15 sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo) conjugados com a proteína CRM197. Contém também cloreto de sódio, L-histidina, polissorbato 20, água para injetáveis e alumínio (como adjuvante fosfato de alumínio).
  • A VPC20 é composta por 20 sorotipos de Streptococcus pneumoniae (pneumococo) conjugados com a proteína CRM197. Contém também fosfato de alumínio, cloreto de sódio, ácido succínico, polissorbato 80.

Indicações:

  • No PNI, para a vacinação de rotina de crianças menores de 5 anos , está indicado esquema de transição que combina as vacinas VPC10 e VPC20 até que os estoques de VPC10 se esgotem. Quando acabarem,  será utilizada somente a vacina VPC20. Saiba mais.
  • Também no PNI, pacientes com certas comorbidades podem receber na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE) esquemas diferenciados. Saiba mais.
  • A SBIm indica como rotina para a vacinação de crianças entre 2 meses até antes de completarem 6 anos de idade as vacinas VPC20 ou VPC15. Elas contêm os principais sorotipos responsáveis por doença pneumocócica invasiva no Brasil atualmente. Para crianças, adolescentes, adultos e idosos portadores de certas doenças crônicas, a vacina de escolha é a VPC20.
  • Para pessoas a partir de 50 anos, a SBIm recomenda como rotina uma dose de VPC20.

Contraindicação:

Pessoas que apresentaram anafilaxia após usar algum componente das vacinas ou após dose anterior das vacinas.

Esquemas de doses:

PNI (transição com VPC10 e VPC20)

Estratégia temporária para a vacinação de rotina das crianças de 2 meses até antes dos 5 anos. Será utilizada enquanto durarem os estoques de VPC10. Quando acabarem, a vacinação será feita somente com a VPC20.

O esquema varia de acordo com a idade e o histórico vacinal.

População alvoEsquema
Rotina do primeiro ano de vida, a partir de 2 meses - D1 com VPC20 aos 2 meses
- D2 com VPC10 aos 4 meses
- Reforço com VPC20 aos 12 meses (VPC20-VPC10/VPC20)
Entre 5 e 10 meses, com esquema incompleto ou desconhecido Se D1 com VPC10:
- D2 com VPC20
- Reforço com VPC20 aos 12 meses

Sem histórico ou não vacinado:
- D1 com VPC20
- D2 com VPC10;
- Reforço com VPC20 no segundo ano de vida
Aos 11 meses, com esquema incompleto ou desconhecido Se D1 com VPC10:
- D2 com VPC20
- Reforço com VPC20, 60 dias após a D2 (intervalo mínimo de 30 dias)

Sem histórico ou não vacinado:
- D1 com VPC20
- Reforço com VPC20, 60 dias após a D1 (intervalo mínimo de 30 dias).
De 12 meses a < 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) Com esquema primário (D1+D2) com VPC10 ou incompleto (apenas D1):
- Uma dose de reforço com VPC20 a partir dos 12 meses, 60 dias após a última dose administrada (intervalo mínimo de 30 dias)

Sem histórico vacinal ou não vacinado:
- Uma dose de VPC20

Crianças, adolescentes e adultos com algumas comorbidades podem ter acesso a esquemas diferenciados na RIE, de acordo com o histórico vacinal e a idade. A RIE ainda tem estoques de VPC13 e VPP23, razão pela qual também adotará temporariamente esquemas de transição. Saiba mais.

Recomendações da SBIm

  • A SBIm recomenda o uso das vacinas VPC20 ou VPC15 na vacinação infantil de rotina. O esquema deve ser iniciado aos 2 meses de idade, com três doses (aos 2, 4 e 6 meses) e um reforço entre 12 e 15 meses.
  • Em caso de atraso do início da vacinação, o esquema dependerá da idade da criança quando a primeira dose de VPC20 ou VPC15 for aplicada:
    • Até 6 meses: três doses no primeiro ano de vida e reforço entre 12 e 15 meses de idade (esquema 3 + 1);
    • Entre 7 e 11 meses: duas doses no primeiro ano de vida e reforço entre 12 e 15 meses de idade (esquema 2 + 1);
    • Entre 12 e 24 meses: duas doses com intervalo de dois meses (esquema 1 + 1);
    • A partir de 24 meses: dose única.
  • Para crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos não vacinados que tenham alguma doença crônicas que aumenta o risco para doença pneumocócica invasiva: dose única de VPC20.A administração da dose única de VPC20 substitui o esquema sequencial.
  • A partir dos 60 anos, é recomendada como rotina dose única de VPC20.

Intercambialidade

A intercambialidade entre as vacinas VPC13, VPC15 e VPC20 foi avaliada por ensaios clínicos que compararam os níveis de anticorpos estimulados por esquemas completos de cada uma das vacinas com os produzidos por todas as possibilidades de intercâmbio.

A concentração de anticorpos específicos após a dose de reforço nos esquemas mistos foi adequada e equivalente à verificada em indivíduos que completaram o esquema com apenas uma das vacinas. A intercambialidade é, portanto, respaldada cientificamente em qualquer ponto do esquema vacinal, independentemente da vacina conjugada administrada na(s) primeira(s) dose(s).

Entretanto, caso a VPC10 tenha sido utilizada, para prevenir os principais sorotipos responsáveis por doença grave no Brasil atualmente (3 e 19A), a SBIm recomenda que deve ser adotado o esquema completo recomendado para a idade em que a primeira dose de vacina com maior valência (VPC13, VPC15 ou VPC20) for aplicada.

Via de aplicação:

Intramuscular.

Efeitos e eventos adversos:

  • VPC10 – Dor, inchaço e vermelhidão são relatados por 38,3% dos vacinados. Entre os sintomas gerais, irritabilidade é o mais comum (52,3%). Em mais de 10% ocorre sonolência, perda de apetite e febre. Entre 0,1% e 0,01% dos vacinados (crianças com até 5 anos) apresentam dificuldade respiratória, diarreia, vômitos, choro persistente. Erupções na pele e convulsões ocorrem em menos de 0,01% dos vacinados.
  • VPC13 – Em mais de 10% das crianças vacinadas ocorre: diminuição do apetite, irritabilidade, sonolência ou sono inquieto, febre e reações no local da aplicação (dor, vermelhidão, inchaço ou endurecimento). Pode haver, ainda, diarreia, vômitos, erupção cutânea, febre acima de 39°C. Até 1% dos vacinados apresentam por choro persistente, convulsões, urticária, reação local intensa. Raramente (entre 0,01% e 0,1%) ocorrem: episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) e anafilaxia. Entre adultos, mais de 10% podem apresentar diminuição do apetite, dor de cabeça, diarreia, erupção cutânea, dor nas articulações, dor muscular, calafrios, cansaço e reações locais (endurecimento, inchaço, dor, limitação do movimento do braço); em até 10% ocorrem vômitos e febre e menos de 1% dos vacinados relatam náusea, alergia grave, gânglios no braço vacinado.
  • VPC15 – As reações adversas mais frequentemente relatadas após cada dose de VPC15 são irritabilidade, febre ≥38°C, sonolência, dor, edema, endurecimento e eritema no local da injeção, diminuição do apetite, irritabilidade. A maioria das reações adversas solicitadas é leve a moderada e de curta duração (≤3 dias). Reações graves ocorreram em até 1,5% dos vacinados (crianças e adultos), mesmo naqueles com condições especiais de saúde. Entre adultos, pode haver dor, eritema e inchaço no local da injeção, fadiga, cefaleia, artralgia mialgia e artralgia também leves e de curta duração (≤ 3 dias).
  • VPC20 - As porcentagens de pacientes com eventos adversos após a VPC20 foram geralmente semelhantes ou pouco mais frequentes do que as observadas após VPC13. Os eventos mais frequentemente relatados após qualquer dose foram de irritabilidade, sonolência e dor no local da injeção.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Não são necessários cuidados especiais antes da vacinação.
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação.
  • Recomenda-se evitar o uso profilático (sem a ocorrência de febre) de antitérmicos e anti-inflamatórios antes e nas 24 horas que seguem a vacinação.
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou.
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem ser investigados para verificação de outras causas.

Onde podem ser encontradas:

  • VPC10 – Nas Unidades Básicas de Saúde ou na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE), para crianças de 2 meses até 5 anos.
  • VPC13 – Na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE), para determinadas situações.
  • VPC15 – Nos serviços privados de vacinação.
  • VPC20 - Nos serviços privados de vacinação, Unidades Básicas de Saúde e na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE).

Saiba mais:

 

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